ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
A instalação erguida acima de estacas no mar contará com serviço gastronômico e de fotografias e porá ao alcance dos visitantes uma prática particularmente de moda na Europa. Foto: CORTESIA DE CON-IMPEX

COM a promessa de ser uma nova atração para o turismo nacional e internacional na Ilha, toda vez que inclui esporte, entretenimento e diversão, ficará inaugurado no próximo 11 de agosto o primeiro sistema de cabos para esquiar cubano.

Com cinco torres, sete pontos de engate, capacidade para atender até 110 esquiadores diários (12 de forma simultânea) e uma área de mais de 7 mil metros quadrados, a pista de esqui aquático de tração a cabo, concebida em Jardines del Rey, deverá contribuir para a diversificação do produto turístico cubano.

Tecnicamente, o sistema de cabos possibilita aprender e praticar modalidades de esqui aquático, tais como esqui e wakeboard, a una velocidade constante, em uma pista que cobre uma distância de até 530 metros. A tração é realizada com um cabo que se desloca horizontalmente até 10 metros acima do nível do mar, sem ter que parar quando os esquiadores entram ou saem.

De acordo com Lilliam Rangel, especialista de venda do Grupo CON-IMPEX HGmbH & Co. KG, a cargo da construção do novo produto ao sudeste da Ilhota Guillermo junto à empresa extrahoteleira cubana Palmares S.A., o projeto, contratado no fim de 2014, recebeu os primeiros materiais em março de 2015 e começou a ser montado em setembro passado.

A especialista destaca o caráter inovador do sistema de cabos para esquiar na Ilha Maior das Antilhas, porque permitirá percor-rer até 4 mil quilômetros diários, permitir a realização de competições esportivas internacionais e converter-se em um centro de aprendizagem e treino de esqui aquático.

Entendido como uma revolução no mundo dos esportes aquáticos, o sistema de cabos para esquiar continuará ganhando terreno em Cuba. Informa Rangel que se prevê desenvolver instalações similares em diferentes polos do país: Havana, Varadero e Cienfuegos. «Este último será o mais imediato», aponta.

A experiência internacional demonstra que o produto tem maior aceitação quando vendido como uma visita exclusiva de não menos de três horas, o que permite ao cliente praticar esqui, acompanhado de uma oferta gastronômica para recuperar as energias consumidas: sanduíches, hambúrgueres, bebidas não alcoólicas, energizantes, sucos, maltas, águas, sorvetes, batidas, geleias e café.

Tecnicamente, o sistema de cabos para esquiar é um produto onde se podem aprender e praticar modalidades de esqui aquático, tais como esqui e wakeboard, a uma velocidade constante. Foto: WWW.RIXEN-CABLEWAYS.COM

Nas palavras da diretora comercial de Palmares, Yaima Abreu, além de unir-se a outros produtos extrahoteleiros do norte de Ciego de Ávila, entre os que sobressaem um golfinário e uma torre escaladora, o sistema de cabos para esquiar erguida acima de estacas no mar contará com serviço gastronômico e de fotografias e porá ao alcance dos visitantes uma prática particularmente de moda na Europa.

Por outro lado, a especialista comercial de Palmares em Ciego de Ávila, Yinet González, assegura que este sistema será comercializado pelas diferentes agências de viagens do país, terminais de aeroportos, escritórios de turismo no exterior, cadeias hoteleiras, empresas de transporte, casas privadas de alojamento para visitantes e outros.

«Em alguns casos, será incluído como valor agregado na venda dos hotéis do polo turístico Jardines del Rey», ressalta.

Convertido em prática popular pelo enge-nheiro e esquiador alemão Bruno Rixen, na década de 1950 do passado século e curtido hoje em mais de 336 pontos de 56 países do mundo, o sistema de cabos para esquiar compreenderá preços de dez a 50 pesos conversíveis, segundo o tempo ou a opção eleita para esquiar e exigirá apenas dois requisitos para seu uso: que o cliente saiba nadar e que tenha entre sete e 70 anos.

Explica a funcionária que é um produto único em Cuba, que se encontra em uma instalação muito comercializada em Jardines del Rey: o Golfinário Ilhota Guillermo. «Igualmente, há medidas de segurança que devem ser cumpridas para não correr riscos, como são levar obrigatoriamente o colete salva-vidas e a presença de uma lancha de resgate caso o cliente cair da corda. Por outro lado, existe uma pista de iniciação, na qual se aprende, que nada tem a ver com a de esquiar».

O produto turístico em massa e ecológico é muito factível também no polo Jardines del Rey, porque pode ser praticado quase por qualquer pessoa e ali chega uma alta percentagem de clientes idosos. Como dado curioso, acrescenta Rangel, o próprio Bruno Rixen hoje passa dos 80 anos e ainda pratica esqui.

A isso se soma que na Ilhota Guillermo existe uma escola de kitesurf (um esporte extremo de deslizamento na água em que o vento propulsa uma pipa de tração). «Há uma grande potencialidade nessa quantidade de clientes que assistiram durante anos à escola de kitesurf e que já estão interessados na nova opção, porque é mais completa. Ali pretendemos incluir as modalidades do esqui aquático para complementar as possibilidades.

«CON-IMPEX importa o produto da companhia Rixen Cableways e traz isso a Cuba. É uma entidade com experiência firme, que traz os especialistas para adestrar os instrutores cubanos. O sistema de cabos para esquiar é um invento ao qual se chegou depois de muitas pesquisas, contribuições tecnológicas e solução de múltiplos problemas técnicos», conclui González.