A verdade de nossa época › Especial em saudação ao 90o aniversário de Fidel › Granma - Organo ufficiale del PCC
ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

FIDEL não precisa absolutamente que lhe façam apologias nem que seja coberto de adjetivos, ao completar seu 80ª aniversário; mas o amor fraternal, o respeito, a obediência, a confiança e a leadade sem limites que lhe professamos, nos motiva a certas reflexões que não são minhas, mas sim dos seus companheiros e do nosso povo.

Basta com que digamos, da forma mais singela possível, o que ele é e o que ele representa para Cuba e para o mundo, para nossa história, nos últimos 50 anos e para o futuro da humanidade.

Caso de tratasse de um ridículo culto à personalidade, que ele rejeita desde o mais profundo de sua consciência revolucionária, nossos inimigos não teriam tentado organizar mais de 600 planos para assassiná-lo.

Eles sabem melhor do que ninguém que se trata de uma personalidade sem culto, mas que assinala com suas ideias, com sua cultura, com uma liderança política e moral, a necessidade e a urgência de mudar o mundo. E é por isso mesmo o fim deste sistema.

Estão preocupados, sim, pelo marxismo de Fidel, porque ele sintetiza e atualiza o essencial do pensamento libertador de Simon Bolívar e de José Martí, a história heroica de Cuba e de todos nossos povos, os ideais humanistas e éticos da cultura universal, as ideias emancipadoras de Marx, Lenin e de outros revolucionários socialistas...

Preocupa-lhes sua liderança indiscutível e unitária à frente de Cuba, sua capacidade de convocatória aglutinadora das forças progressistas do mundo.

Provoca o desespero deles o fato de que Fidel tenha resgatado para sempre o espírito internacionalista que o egoísmo de outros tentou enfraquecer: que esse sentimento do melhor dos povos de todas a latitudes, longe de se extinguir, ganhe força hoje nas terras da América e ressuscite em meio da floresta boliviana, no mesmo lugar onde tentaram sepultá-lo junto a Che Guevara revivido.

Não lhe podem perdoar — como esquecer isso — ter que resignar-se a que a África nunca mais seja a do apartheid.

Não conseguiram matá-lo nem dar cabo da Revolução Cubana, e por isso mantêm contra sua figura essa guerra da mídia sem quartel, que tenta em vão negá-lo, caluniá-lo e desvirtuá-lo perante a opinião pública.

Quando Fidel definiu, em 1º de maio do ano 2000, o que é a Revolução, expressou as aspirações de nosso povo e a humanidade e, sem querer, definiu-se ele próprio.

Fidel é esse ser humano, de carne e osso, que nos acompanha; mas também Fidel é um filho de nosso povo e todo nosso povo revolucionário é também, em boa medida, Fidel.

Desde 1952, quando comecou a organizar o que depois seria o ataque ao quartel Moncada, sua vida tem sido uma permanente educação e de entrega a todos.

Primeiramente recebemos essa influência em nosso contingente clandestino, que depois se reduziu a um pequeno grupo no cárcere; mais tarde foi o Exército Rebelde, depois o povo de Cuba todo.

Hoje, Fidel se multiplica na América Latina e o Caribe, em todos os povos explorados, em qualquer homem ou mulher de qualquer recanto do mundo que tenha aspirações de justiça para a humanidade.

Em poucas palavras, Fidel é a verdade de nossa época. Sem chauvinismo, é o maior homem de Estado mundial do século passado e deste; é o mais extraordinário e universal dos patriotas cubanos de todos os tempos.

Ramiro Valdés Menéndez, Comandante da Revolução.                    

Excerto da opinião escrita especialmente para o livro Absuelto por la historia, de Luis Báez, 6 de julho de 2006.