
A carteira de oportunidades dos setores agro alimentar, florestal e açucareiro, apresentada na quinta-feira, 6 de novembro, na 32ª edição da Feira Internacional de Havana (Fihav 2014) define o fomento de projetos integrais que gerem cadeias produtivas e, sobretudo, substituam as importações de alimentos.
A especialista da direção de negócios e colaboração do Ministério da Agricultura, Yamila Quintana Medina pôs ênfase nas condições favoráveis que Cuba tem para o investimento estrangeiro, nos ramos agropecuário e florestal.
Entre elas mencionou a disponibilidade de terras e as potencialidades para incrementar as áreas sob irrigação, a existência de sistemas estruturados de proteção sanitária, assim como a posição geográfica estratégica, o pessoal qualificado e o desenvolvimento científico-técnico conseguido.
As propostas, com predomínio da modalidade de empresa mista, são norteadas, fundamentalmente à produção de arroz, amendoim, frutas, café, cacau, unido ao desenvolvimento da avicultura e a pecuária bovina e suína e a cria de búfalos.
Quanto ao setor florestal, Quintana Medina referiu-se ao aproveitamento da biomassa de jurema, destinada ao fabrico de carvão vegetal, além do incremento de plantações com manejo intensivo. Ciego de Ávila, Camagüey, Holguín e Granma são as províncias com maiores potencialidades.
Por seu lado, a presidenta da corporação alimentar Coralsa S.A., Yolanda Cáceres Rodríguez, comentou que os projetos com investimento estrangeiro concebidos para o ramo alimentar pretendem gerar cadeias produtivas que fomentem a eficiência de toda a cadeia, desenvolver fábricas, transferir tecnologia nova, substituir as vultosas importações de alimentos e incrementar as vendas no exterior.
Dentre as propostas estão fabricar óleo e farinha de soja, a produção de chocolate, doces e cereal, refrigerante, água de mesa, massas, molhos, sem abrir mão da cultura do camarão.
Relativamente aos projetos com capital de fora no setor açucareiro, o diretor de negócios da Zerus, Jorge Lodos pertencente ao Grupo Empresarial Azcuba, destacou aqueles enveredados a modernizar e incrementar o emprego das capacidades instaladas, potencializar sua eficiência e rendimento, para aumentar a qualidade do açúcar.
Na opinião de Jorge Lodos, se dará prioridade aos negócios de administração da cadeia produtiva, a cujo sucesso poderia contribuir a existência no país de uma força de trabalho experiente, a disponibilidade de infraestrutura de apoio própria e a recuperação de instalações desativadas.







