ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Presidente de Cuba, Raúl Castro, discursa na Cúpula da Caricom.

Ao inaugurar a 5ª Cúpula da Comunidade de Estados do Caribe (Caricom), o presidente cubano relembrou a história do escravismo e luta pela independência compartilhada pelas nações caribenhas, "o que constitui o crisol em que se fundiu nossa cultura", considerou ele.

 Diante da presença de 14 presidentes da Caricom que participam deste sistema e estão nesta reunião realizada no Palácio da Revolução em Havana, Raúl Castro sustentou que o sentido destas cúpulas trienais é "impulsionar os vínculos para avançar na necessária integração".

 Detalhou que a unidade é vital para a sobrevivência dos países desta região e sublinhou a participação dos membros da Caricom em outros mecanismos de integração como a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), a Associação de Estados do Caribe e de vários deles na Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América.

 Comentou que no dia 8 de dezembro é celebrado aqui o início das relações de Cuba com o Caribe, quando se estabeleceram laços com quatro desses países, "nos orgulhamos dessas excelentes relações", expressou.

 Raúl Castro assegurou que, apesar das dificuldades econômicas que Cuba enfrenta e das mudanças que implementa para aperfeiçoar seu modelo econômico e social, a ilha manterá o compromisso de cooperar com os irmãos do Caribe.

 Cerca de 1.806 colaboradores cumprem missões atualmente nessa região; mais de mil são profissionais da saúde, até o momento já se graduaram aqui mais de quatro mil caribenhos e 1.055 estudam aqui hoje, referiu.

 "Estamos colaborando com o Caribe e o faremos na prevenção e confronto ao ebola no plano bilateral e no marco da Celac", assinalou.

 No mecanismo estabelecido entre Caricom e Cuba participam Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, São Cristóvão e Neves, Santa Luzia, São Vicente e as Granadinas, Suriname e Trinidade e Tobago.