ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

“O comandante Hugo Chávez não só representou uma política de defesa da soberania petroleira em Venezuela, mas também deu nova vida à Organização de Países Exportadores de Petróleo, a OPEP agonizava literalmente”, expressou Ali Rodríguez Araque, embaixador da Venezuela em Cuba, em um ato na escadaria da Universidade de Havana.

O embaixador lembrou que o comandante Chávez tinha um discurso muito claro e enérgico para enfrentar o imperialismo petroleiro, “não podiam perdoar à Venezuela e a Hugo Chávez ter aplicado essa política internacional, em aliança com outros países, do ponto de vista de proteger suas economias”.

Assinalou que a partir do império se geraram conspirações de todo o tipo, incluindo criar situações delicadas para afetar a paz da Venezuela.

“Cada vez que tentaram e mostraram a cabeça, o povo venezuelano junto à Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) derrotou essas tentativas; as derrotou e as continua derrotando, sob a liderança do presidente Nicolás Maduro”, asseverou.

Depois de agradecer a “extraordinária solidariedade” do povo cubano, de Fidel e de Raúl com o povo venezuelano, afirmou que as relações entre os dois países se fortalecem cada dia mais, apesar das grosseiras deformações dos meios imperiais e seus serventes na Venezuela.

Araque reiterou que seu país, com uma vocação de paz, não representa perigo algum para uma superpotência como os Estados Unidos. “O perigo é o exemplo na defesa incondicional de soberania e, particularmente, de seu exercício sobre a propriedade dos recursos naturais”.

O embaixador comentou que, além da unidade do poder popular venezuelano, existe o apoio e a solidariedade dos povos do mundo. “Entre os dias 14 e 15 de março se produziram manifestações nos lugares mais remotos do mundo, Europa e nossa América; não estamos sozinhos”.

Fez um apelo ao imperialismo para não acalentar ilusões de acabar com a paz da Venezuela e provocar um retrocesso nos inúmeros sucessos do povo. “Venezuela conta com o apoio do mundo, não está sozinha na sua batalha contra o imperialismo”.

GRANDE CONCERTO EM SOLIDARIEDADE COM A VENEZUELA

O ato, que presidiu um concerto na histórica escadaria da Universidade de Havana, reuniu milhares de cubanos para brindar seu apoio incondicional à Venezuela, perante as agressões dos Estados Unidos.

Os hinos nacionais de Cuba e da Venezuela—este último interpretado pelo comandante Hugo Chávez — esse canto histórico durante o encerramento da campanha presidencial de 2012 — deram início a uma noite de reafirmação revolucionária.

Em nome dos milhares de jovens presentes no convite, o presidente da Federação de Estudantes Universitários (FEU), Yosvany Montano, afirmou que com o abraço da Alma Mater cantamos à paz e à livre determinação dos povos da Nossa América. Quando se atenta contra a Revolução Bolivariana, acrescentou, chegamos para reafirmar o apoio incondicional ao povo e governo venezuelano.

Lembrou que há 137 anos Antonio Maceo fez um juramento ante a Pátria, que alimentou o futuro com o Protesto de Baraguá. Por isso, hoje Cuba se levanta com a Venezuela e é para todos os tempos. Levantemos então, destacou, um eco multitudinário que referende a nossa Pátria Grande.

Em nome dos Cinco Heróis, presentes no ato, René González Sehwerert lembrou desde a tribuna que em 17 de dezembro passado, o mundo inteiro amanheceu sendo mais justo, pois o império havia reconhecido que não podia submeter um povo como o nosso.

Apesar das celebrações, disse, sempre tivemos presente o que nos ensinou Che Guevara. No imperialismo não podemos confiar nem um pouquinho assim.

Na parte musical atuaram os trovadores Raúl Torres, Pepe Ordaz, Marta Campos, o artista pop Adrián Berazaín, o interprete de rock Patrício Amaro, a agrupação Moncada, a orquestra Jazz Band da Escola Nacional de Artes e as solistas Anny Garcés e Tammy López.

No concerto, ao qual assistiram milhares de cubanos, estiveram também a primeira-secretária do Partido em Havana e membro do Bureau Político, Mercedes López Acea; o membro do secretariado, José Ramón Balaguer; o chefe do Departamento do Comitê Central, Roberto Montesinos; o assessor do presidente cubano, Abel Prieto e o ministro da Cultura, Julián González. Estiveram presentes, ainda, Gerardo, Ramón e Tony, e representantes do corpo diplomático presente em Cuba.