ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Muitas pessoas e órgãos da imprensa se reuniram fora da embaixada para serem testemunhas da cerimônia oficial de abertura. Foto: Jorge Luis González

DESDE bem cedo na manhã, um grande número de pessoas se reuniu, em 14 de agosto, fora da embaixada dos Estados Unidos em Havana, para participar da cerimônia em que foi içada a bandeira estadunidense.

Homens e mulheres de vários países foram testemunhas de um dos momentos mais importantes da história de ambas as nações, graças à vontade dos presidentes de Cuba, Raúl Castro e dos Estados Unidos, Barack Obama de restabelecer as relações diplomáticas.

Nancy Gonzáles Albear, 70 anos reconheceu que está muito feliz de viver este momento. “Que esta bandeira tremule aqui ajudará a consolidar as relações entre os países e buscar soluções aos problemas que persistem”, disse.

“Os cubanos devemos estar muito contentes com o restabelecimento de relações diplomáticas entre Cuba e os EUA, é muito benéfico para todos”, comentou, e lembrou que agora, falta o levantamento do bloqueio imposto por tanto anos e a devolução da base naval de Guantánamo.

Foto: Jorge Luis González

Karina Castellanos é uma jovem norte-americana, 25 anos que se encontra de visita na Ilha por motivos escolares. Em perfeito espanhol, pois tem ascendência mexicana, disse estar muito satisfeita com este novo período entre os dois países.

Estou em Cuba frequentando um curso e quando soube que hoje seria içada a bandeira da embaixada dos Estados Unidos pensei vir e ser testemunha do instante, revelou.

Os jovens dos EUA não sabem muito da realidade cubana pelo que esta é uma chance para conhecer-nos melhor”, expressou.

Outro jovem de 25 anos, Yonny Águila destacou que este é um momento histórico para o povo cubano.

Depois de mais de 50 anos de confrontos com os Estados Unidos somos testemunhas de um primeiro passo de aproximação, para chegarmos a um consenso sobre nossas formas de pensar.

Estudante de direito da Universidade de Havana declarou que esta mudança de política deve ser sobre bases dignas e com respeito a nossa maneira de pensar.

Lembrou que na cerimônia efetuada em 20 de julho passado na embaixada de Cuba em Washington, os cubanos demos prova do respeito e a admiração que sentimos para o povo norte-americano.

Similar ao que ocorreu então, um mar de aplausos recebeu o pavilhão dos Estados Unidos, com a esperança, decerto, de que esta será uma época melhor.