
ARTEMISA.— Durante a 2ª Reunião Plenária da Associação Nacional dos Agricultores Pequenos (ANAP), o segundo secretário do Comitê Central do Partido e vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón Machado Ventura, exortou a assumir o desafio exigido pelas atuais transformações que experimenta esta associação camponesa, em função de realçar seu papel como organização representativa dos camponeses cubanos e em sintonia com a atualização econômica que vive o país.
Machado Ventura precisou que não se trata de mudar por mudar, mas de uma necessidade para que se continuem desenvolvendo as formas produtivas, sem deixar de atender aos vínculos com a base, pelo que resulta um passo muito significativo, atendendo ao seu conteúdo.
As mudanças mencionadas são de índole estrutural e conceitual e ajudam a deslindar claramente a missão político-ideológica dessa organização de massas, para eliminar os entraves que — durante anos — gerou para ela ao ter de lidar não só com suas funções inatas, mas também com assuntos administrativos nas próprias cooperativas. Portanto, as transformações propostas permitem continuar dinamizando o trabalho da ANAP.
A reunião plenária aprovou os Fundamentos para a constituição das organizações de base da ANAP (processo previsto para o primeiro semestre de 2016), bem como os Estatutos e o Regulamento Geral. Esta proposta ratifica os 76 objetivos adotados no 11º Congresso dos camponeses e contém seu sistema de controle e avaliação.
Mais adiante, Machado Ventura insistiu na condição das cooperativas como entidades econômicas, daí que sua principal razão seja produzir e fazê-lo com qualidade, para satisfazer as expectativas da população. E esclareceu que as medidas organizativas ou a produção, sozinhas, não vão resolver a situação. É preciso conjugar estes fatores e ter maior controle sobre a especulação que encarece os produtos.
Ainda, Machado valorizou a compreensão dos camponeses e o papel decisivo da organização ao longo de nossa história.
Os camponeses ali presentes ratificaram o compromisso coletivo, o oportuno do processo de transformações e suas fortalezas. Nas opiniões de alguns delegados se tornou patente a premissa de que dessa forma a ANAP cresce, perdura e se fortalece.





