
“África pode ser uma região de progresso”, asseverou o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, em uma palestra ministrada em 15 de dezembro na Universidade de Havana.
Em sua intervenção ‘Democracia e desenvolvimento na África: um olhar particular sobre Cabo Verde’, o presidente referiu-se aos desafios que enfrenta o continente nessas matérias.
“Ser parte das soluções significa ter uma atitude consciente, pensar com nossas próprias cabeças”, enfatizou de Almeida Fonseca.
Disse ademais que a globalização é um importante fator de desestabilização, que gera insegurança nas pessoas e nas sociedades, o que cria assimetrias regionais.
Quanto aos nexos existentes entre seu país e Cuba, assegurou que constituem um exemplo a seguir no âmbito da solidariedade entre os povos.
Por seu lado, o reitor da Universidade de Havana, Gustavo Cobreiro, ao dar as boas-vindas ao mandatário indicou que várias centenas de profissionais cabo-verdianos já se formaram nas universidades do país durante estas quatro décadas de relações.
Ainda, destacou os vínculos entre a Universidade de Oriente e o Instituto de Estudos Superiores Isidoro da Graça e a contribuição na formação másteres e doutores em diversas áreas.
Na atividade estiveram presentes, ainda, funcionários dos ministérios de Educação Superior e das Relações Exteriores, uma representação de diplomatas e estudantes cabo-verdianos que estudam em Cuba.
O distinto visitante chegou em 14 de dezembro a Cuba, cumprindo uma visita oficial, na qual terá conversações oficiais com o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de.exército Raúl Castro Ruz, entre outras atividades.
Sua visita tem lugar no âmbito do 40º aniversário das relações entre ambas as nações, depois que este arquipélago situado no oceano Atlântico atingisse sua independência de Portugal, em 5 de julho de 1975.





