ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

MATANZAS.— As testemunhas mais longevas evocaram os soldados rebeldes com barbas que enaltecidos e com os estragos da luta nos rostos e o corpo, mas dotados de espírito triunfante, saudaram naquele 7 de janeiro os milhares de moradores desta cidade que se reuniram a ambos lados da rodovia central e nos espaços escolhidos para aclamar os integrantes da Caravana da Liberdade.

Passados 57 anos e com a pontualidade daquele dia, alguns daqueles atores e, sobretudo, a nova geração integrada por pioneiros, estudantes, trabalhadores e representantes de diversas organizações sociais voltaram a aclamar de forma simbólica os rebeldes, que liderados por Fidel Castro, tornaram possível o sonho de José Martí.

As manifestações de apoio começaram nas primeiras horas da manhã de 7 de janeiro nas proximidades do povoado de San Pedro de Mayabón, no município de Los Arabos, lugar onde a representação da província pegou a bandeira que trouxeram da província de Villa clara outros elementos da Caravana. Depois, reuniram-se em uma área fora da capital, em uma cerimônia presidida pela primeira secretária do Partido em Matanzas, Teresa Rojas Monzón.

Em Colón, terra natal do médico Mario Muñoz Monroy, morto durante o ataque ao quartel Moncada, em 1953, a população se reuniu nas ruas para lembrar o fato histórico. Ao longo do trajeto o povo prestou homenagem aos membros a Caravana, com os uniformes verde-oliva.

À noite, teve lugar um ato político-cultural na Praça da Liberdade, à frente do Palácio do Governo, onde o líder da Revolução Fidel Castro falou ao povo, em 1959. Na cerimônia marcaram presença combatentes de várias gerações de moradores desta cidade e a juventude reafirmou o compromisso de não deixar cair a bandeira levada no alto pela direção histórica da Revolução.

Tal como fez então Fidel, os integrantes da Coluna visitaram a cidade de Cárdenas e renderam tributo a José Antonio Echeverría. Em 8 de janeiro de 1959, a poucas horas de entrar vitoriosas as forças rebeldes à capital do país, o chefe da Revolução Cubana visitou Cárdenas, em uma homenagem ao valente jovem que entregou sua vida em março de 1957.