COMO um privilégio enriquecedor para o ser humano valorizam vários colaboradores da saúde da policlínica Plaza de la Revolución, localizada no município da capital com o mesmo nome, o trabalho em outros países, ao serem entrevistados pelo semanário Granma Internacional.
A doutora Teresa Valdés Calderín, quem atende a capacitação e o acompanhamento dos colaboradores e seus familiares assegura que tudo surge de um gesto de total vontade.
Indicou que primeiramente se aproximam dos chefes de suas áreas, depois, em uma assembleia sindical, seus companheiros expõem as condições morais e profissionais do candidato, que será aprovado no Conselho de Direção.
Significou que se valoriza a disponibilidade do pessoal para não deixar desatendido nenhum serviço médico na comunidade.
Antes de sair a cumprir a missão internacionalista, o pessoal recebe uma preparação, de acordo ao lugar onde será enviado e ao trabalho que realizará, com ênfase na aprendizagem da língua.
Como exemplo, Valdés Calderín refere-se ao diploma dado àqueles que cumprem com o programa Mais Médicos, desenvolvido no Brasil. “Quando um companheiro nosso cumpre com o dever sagrado do internacionalismo, mantemos comunicação diária mediante mensagens eletrônicas e nomeamos padrinhos dentro do coletivo de trabalho, responsáveis por visitar as famílias para resolver qualquer dificuldade”, referiu Calderín, que também é especialista em Medicina Geral Integral (MGI).
A nossa entrevistada já cumpriu três missões: A primeira no Brasil, no ano 1997, se desempenhando como assessora e professora para o desenvolvimento do programa de Medicina Geral Integral (MGI), no estado de Minas Gerais.
osteriormente no Gana, desde o ano 2001 até o ano 2003 e por último na Venezuela, no ano 2007.
Ela teve sua experiência de maior impacto no país africano, pelo alto nível da pobreza na população, a escassez de condições, a deterioração do sistema de saúde pública e a intensidade do trabalho.
“Trabalhei em um hospital com 80 leitos, junto com outro médico cubano, nas especialidades de ginecologia, pediatria, medicina interna e cirurgia. Primeiro cumpríamos com as visitas nas salas médicas para depois atender as consultas. Chegavam-nos pacientes de zonas muito distantes e agoniados com doenças muito graves”, assinalou.
A doutora Valdés Calderín ainda lembra duas mães ganesas que lhe pediram levar seus filhos recém-nascidos para Cuba, com o fim de garantir-lhes uma melhor educação e a outra jovem de uns 30 anos de idade que não pôde ser auxiliada, por carecer de insulina para controlar a diabetes. “Depois de viver essas experiências nos solidarizamos ainda mais com as causas humanitárias do mundo”, asseverou.
Por sua parte, o doutor Jorge Ramón San Cristóbal Díaz afirmou que as missões fora do país lhe ensinaram o valor de um médico para as pessoas necessitadas, porque é um profissional respeitado e venerado.
Como fundador do programa de MGI em Cuba ele pôde aplicar suas experiências durante o ano 1998 no Brasil e na Venezuela no ano 2010. Para ele a medicina comunitária possibilita prevenir as doenças, atender aos pacientes no seu entorno familiar, comunicar-se com as pessoas e influir nos hábitos de vida e dessa forma evitar doenças crônicas.
Entretanto, o licenciado em enfermagem Luis Aberto Fadel Marrero agradeceu o reconhecimento de seu coletivo de trabalho e dos moradores de sua comunidade, ao conhecer de sua destacada colaboração em Serra Leoa para combater a grave epidemia do Ébola.
Assinalou que foi difícil explicar a sua esposa e filhos sua decisão de viajar para a África, mas eles compreenderam. E com o adestramento recebido no Instituto de Medicina Tropical Pedro Kourí, assessorado pela Organização Mundial da Saúde, as preocupações foram minimizadas.
“Nesse adestramento conhecemos dos pormenores da doença, ensinaram-nos a ter em conta todas as precauções, para não contagiar-nos e praticamos muitas vezes o uso das vestes de proteção. Inclusive, nós fizemos um simulacro em uma barraca de lona envergando o fato durante aproximadamente duas horas e atendendo a supostos pacientes” referiu o enfermeiro.
Fala acerca da intensidade do trabalho nesse país africano, com serviços de seis horas de atendimento aos doentes nas zonas restritas. Assegurou que houve resposta para todas as adversidades, mas sofreu muito ao ver a morte de várias crianças.
Ao retornar à Pátria, ficou empolgado com as boas-vindas do seu coletivo de colegas e no lugar onde mora. “Esse é o maior prêmio que pudemos ter recebido” destacou.





