
O grupo empresarial Biocubafarma contribui de maneira decisiva para preservar a saúde da população cubana desenvolvendo suas próprias estratégias, tecnologias, produtos e equipamentos para o alerta, o diagnóstico precoce e o tratamento de um grande número de doenças.
Encarregado de produzir 525 medicamentos genéricos, dos 849 que conformam o Quadro Básico de medicamentos do país, esta Organização Superior de Direção Empresarial responde aos programas integrais quanto à imunização, a pesquisa em massa de patologias infecciosas e não infecciosas, o combate à diabetes e suas complicações, a luta contra o câncer com a inclusão de produtos cubanos de última geração, o programa de medicamentos genéricos que apoiam as terapias ao Sistema de Saúde Cubano, e outros.
Fundada em 7 de dezembro de 2012 mediante o Decreto Lei nº 307º do Conselho de Ministros, a Biocubafarma trabalha intensamente em projetos científicos novos, encaminhados a obter novas vacinas, sistemas diagnósticos, fármacos avançados, equipamentos médicos e outros produtos para a saúde humana. Também são executados projetos na área da biotecnologia agropecuária como parte da missão de contribuir à produção de alimentos no país.
Assim foi divulgado ao Granma Internacional pelo vice-presidente primeiro de Biocubafarma, doutor Eduardo Martinez Díaz. Esta nova organização empresarial está integrada por 31 empresas e 62 instalações produtivas, onde trabalham 21 mil trabalhadores. É o resultado da fusão das entidades pertencentes ao Polo Científico do oeste de Havana e ao grupo empresarial Quimefa, com mais de 30 anos de experiência na pesquisa e desenvolvimento de bens médicos e biofarmacêuticos.
“O mais importante é o impacto social de nossas produções”, assegura o dirigente cubano referindo-se à intervenção direta, junto com o Ministério de Saúde Pública (Minsap), na obtenção de importantes indicadores, como os baixos níveis de mortalidade infantil, o incremento da esperança de vida e outros.
Como é conhecido, em 2015, Cuba foi reconhecida como o primeiro país do mundo em eliminar a transmissão do HIV-aids mãe-feto, neste importante resultado BioCubaFarma contribui a partir do fornecimento ao sistema de diagnóstico da doença e os medicamentos antirretrovirais para o tratamento das pacientes atingidas pelo HIV-aids.
Nas instalações produtivas são geradas oito vacinas das 13 utilizadas para imunizar aos lactantes, medicamentos em todas as formas farmacêuticas genéricas: Citostáticos, Antibióticos Beta-lactâmicos, Contraceptivos Orais, Hemoderivados, Antirretrovirais, assim como os produtos para a odontologia, equipamentos médicos destinados aos hospitales, e outros.
Martínez Díaz enumera alguns produtos líderes conhecidos mundialmente como Heberprot-P, para curar a úlcera do pé diabético; a vacina pentavalente; o Interferon contra as infecções virais e de uso oncológico; Estreptoquinase para o infarto agudo de miocárdio e em forma de supositório contra as crises hemorroidais agudas; Policosanol (conhecido como PPG) para diminuir o colesterol; Prevenox, para doenças osteoarticulares; Abexol para a gastrite; e Palmex para a hiperplasia prostática.
Outros estão no grupo de anticorpos monoclonais e anticancerígenos; Nimotuzumab para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço, cérebro e esôfago; vacinas Vaxira e CIMAvax EGF para o câncer de pulmão avançado; Eritropoetina humana recombinante para as anemias crônicas; Fator Estimulador de Colônias de Granulócitos (Filgrastim) para a Leucopenia; e outros produtos com patentes cubanas e comercializados em 40 países.
Equipamentos médicos são elaborados para a triagem auditiva, o diagnóstico audiológico; fones em próteses; dispositivos para a reabilitação físico-motora; a eletrencefalografia; outros instrumentos para pesquisa de transtornos do neurodesenvolvimento, eletrocardiógrafos digitais; monitores ambulatórios de pressão arterial, de parâmetros fisiológicos e bifásicos; e medidores de glicose em sangue.
Os resultados produtivos de Biocubafarma contribuem multidisciplinarmente ao desenvolvimento da economia nacional atendendo ao maior potencial exportável de Cuba que são os artigos e os serviços de saúde cada vez mais seguros, com alto valor agregado e destinados à diversificação e ao crescimento constante, aponta o vice-presidente e acrescenta:
“Em nosso sistema de pesquisa e desenvolvimento estamos trabalhando em mais de 450 projetos, que nos permitirá incrementar os produtos do Quadro Básico e substituir alguns que hoje são importados. Também muitos destes produtos novos são únicos em nível mundial, o qual nos permitirá incrementar os níveis de exportação no mercado internacional”.
O trabalho desta organização de alta tecnologia também atinge o tratamento de patologias em animais e plantas, portanto o interlocutor menciona uma vacina para a prevenção da peste suína e uma molécula para atacar a epidemia em cítricos, obtida com métodos bioinformáticos.
“Sem fazer usos extensivos ainda, — explica o também biólogo — trabalhamos em diferentes variedades de milho e de soja utilizando as ferramentas modernas de engenharia genética. Nosso propósito é incrementar a produção de alimentos para solucionar o déficit mundial”.
Em Cuba, pesquisa-se para obter uma vacina contra a cólera com resultados satisfatórios nas primeiras fases dos estudos clínicos realizados, mas ainda se requerem de novas pesquisas para depois submetê-la ao registro sanitário que permita seu uso em massa. Também esclarece o entrevistado e ressalta que no caso do HIV-aids se executam ensaios clínicos com um candidato vacinal, em pesquisas ainda insipientes.
Uma tarefa importante do momento é enfrentar a epidemia provocada pelo mosquito da família dos aedes, causadores do Zika vírus, a chikungunya, a dengue e a febre amarela, portanto elaboram produtos para o tratamento a doentes e para o saneamento antivetorial nos assentamentos populacionais.
Com isso concorda a vice-presidenta do grupo que atente a Direção de Logística, Operações e Produções, engenheira química Teresita Rodríguez Cabrera. Ela aponta que se identificaram oito medicamentos existentes na rede de farmácias do país, sustentados numa reserva prevista caso se desatar um surto.
“Nossas produções — acentua a dirigente — respondem a um leque farmacêutico projetado em ampolas, orais, cápsulas, comprimidos, cremes e unguentos, em diferentes grupos farmacológicos como o respiratório, os cardiovasculares, antibióticos, os quais sustentam todo o sistema de saúde pública”.
Para isso é projetado um programa de investimentos que responde ao aumento de capacidades produtivas, cumprimento de regulamentos para a produção biofarmacêutica e a introdução de tecnologias modernas em nível internacional que permitem elevar os padrões da indústria para o acesso a novos mercados.
Adiciona-se ao processo investidor a execução de oito projetos priorizados na Zona Especial de Desenvolvimento do Mariel até alcançar o número de 20, identificados em usinas completas, que contribuirão a fomentar novos produtos desde etapas precoces de pesquisa.
Ambos os dirigentes concordam em assinalar um futuro próspero e sustentável para a indústria biofarmacêutica cubana, como um dos setores de maior produtividade e capacidade exportadora dentro do sistema empresarial socialista cubano.





