SOB o lema: “Apressa o passo, vence a diabetes”, Cuba saúda o Dia Mundial da Saúde, que terá lugar em 7 de abril, com ações de promoção e prevenção no enfrentamento às doenças crônicas não transmissíveis, especificamente a diabetes mellitus.
A Organização Mundial e a Pan-americana da Saúde, (OMS/OPAS) patrocinam a jornada, na qual intervêm as instituições sanitárias de cada país, segundo explicou aos órgãos da imprensa em Havana, o representante desses organismos internacionais, Cristian Roberto Morales.
“A diabetes gera uma pressão importante nos sistemas de saúde das nações, porque exige uma resposta importante de meios quanto a pessoal, recursos materiais e tecnologias, traduzidos em custos muito elevados”, asseverou o funcionário. E acrescentou que 62 milhões de pessoas padecem a patologia no mundo e se espera o aumento em 40% desse número para o ano 2040.
Nesse sentido fez um apelo para atingir uma cobertura universal com o acesso efetivo e oportuno aos serviços de qualidade para toda a população necessitada, unido a implementar ações de capacitação a profissionais do setor; mais proporcionar assessoria e treinamento a modelos de atenção focalizados ao manejo autônomo da doença por parte dos pacientes.
Cristian Roberto Morales reconheceu o exemplo da Ilha maior das Antilhas para os demais países, essencialmente os da região, por contar com um modelo sanitário que tem como centro as pessoas, que implica a prevenção responsável e consciente para não incrementar o número de doentes.
Não obstante, a doutora Ileidys Iglesia, diretora do Instituto Nacional de Endocrinologia e Doenças Metabólicas indicou que em Cuba existem 636.231 pessoas diagnosticadas com diabete e um estimado de 30% do total da população que vive com a doença e ainda não a conhece.
Para ela é importante mudar hábitos nutricionais e incitar à realização de exercícios físicos diários para eliminar os fatores de risco que pudessem ocasionar este padecimento do pâncreas, embora o país conte com uma rede de instituições médicas hospitalares para a cobertura de cem por cento da população.
As bondades do sistema de saúde em Cuba dispõem para o atendimento primário de 11.506 consultórios do médico da família inseridos em 452 policlínicas que derivam para 152 hospitais. Em alguns destes foram instalados os Centros de Atenção ao Diabético que hoje somam 19.
“O paciente cubano não paga o atendimento médico, mas os custos para o sistema sanitário são extremamente altos”, afirmou a doutora. E acrescentou: “quando se chega à doença o que cabe é prevenir as complicações, levá-las ao controle dos triglicerídeos mais estrito para atrasar ou evitar o aparecimento de transtornos associados. A diabetes é uma condição com a que é preciso lidar, aceitar, e levá-la até o fim dos dias”.
Com ela coincide a doutora Rosaida Ochoa Soto, diretora da Unidade de Promoção e Prevenção de Doenças, quem comentou acerca da realização de palestras, caminhadas, entrega de materiais dobráveis com informação, serviço de conselhos no tema, bem como outras atividades a despregar no país todo, com motivo da efeméride.
A funcionária acrescentou: “Exibiremos spots na televisão e na rádio, já confeccionamos materiais educativos dirigidos a consolidar uma cultura sanitária na população quanto aos hábitos nutricionais saudáveis e o ato nacional será realizado no município de Cerro, na capital, por uma experiência piloto desenvolvida com os populares do lugar”.
Na referida experiência intervieram vários consultórios da localidade, suas especialistas capacitaram a população na prevenção das doenças não transmissíveis com ênfase na diabetes, auxiliados de endocrinologistas, nutricionistas, cardiologistas e outros, com o propósito de conseguir uma mudança de comportamento com vista a conseguir melhor qualidade de vida.
O Dia Mundial da Saúde foi instituído desde 1950 e cada ano se reflete sobre um tema específico. Em 2015 foi dedicada à inocuidade dos alimentos.







