ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

O interesse de várias companhias estadunidenses de estabelecer negócios com a empresa cubana Fincimex para a gestão, recolha e envio de remessas para nosso país, destaca dentro do saldo proveitoso que deixou a Primeira Conferência sobre Transferências Monetárias Internacionais em Cuba, que concluiu na quarta-feira, 29 de junho, em Havana.

Segundo o diretor de negócios da Fincimex, líder para a atividade das remessas em Cuba, Yamil Hernández González, resulta significativo o número de entidades motivadas a entabular vínculos diretos com a Ilha. “Agora, disse, devem iniciar-se processos de negociação com vista a materializar futuros contratos”.

“Não obstante, assegurou que se bem as ditas companhias têm as capacidades legais para fazer negócios com Cuba, pois estão amparadas sob uma licença geral, os entraves podem surgir depois, do ponto de vista operativo, porque o bloqueio continua sendo uma limitação maiúscula.

Acerca desse tema, a primeira vice-presidenta do Banco Central de Cuba, Irma Margarita Martínez, lembrou que embora desde o mês de março de 2016 o governo norte-americano tenha autorizado o uso do dólar nas transações de Cuba com outros países, na prática não se conseguiu verificar a efetividade da medida, pelo que continua a incerteza e o temor.

Igualmente, referiu-se a alguns dos trabalhos apresentados, referidos ao sistema de regulação dos Estados Unidos na atividade de remessas e transferências monetárias, o qual resulta muito útil para os profissionais cubanos, tendo pela frente as novas oportunidades que se abrem, como parte do processo de normalização das relações.

E se bem chamou a atenção sobre companhias que visitam a Ilha pela primeira vez, também ressaltou a presença de empresas como a Western Union, com 17 anos de trabalho em nosso país.

Nesse sentido, o diretor regional da Western Union para Cuba, Ricardo Amaral, elogiou o desenvolvimento que teve o mercado cubano e a ampliação da rede.

Ainda, reiterou que desde abril, além de operar as remessas vindas dos Estados Unidos, podem fazê-lo a partir de vários países europeus, latino-americanos e caribenhos, entre outros. Ainda, precisou que desde junho passado, as remessas procedentes de solo norte-americano também podem ser enviadas através de uma aplicação móvil ou de seu site www.westernunion.com.