
BIOCUBAFARMA À VANGUARDA DA CIÊNCIA CUBANA
“Que o sistema da biotecnologia não só contribua ao país e nossa economia mais exportações, senão de mais alto conteúdo tecnológico”, constitui o desafio principal de BioCubaFarma, considerou Miguel Díaz-Canel, membro do Bureau Político do Partido e primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministro, durante a intervenção o passado 6 de julho na Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Parlamento.
Na jornada onde os parlamentares conheceram acerca dos resultados dessa Organização Superior de Direção Empresarial (OSDE), Díaz-Canel sublinhou que oferecer um pacote de exportação de produtos de alta tecnologia, favorecerá na obtenção de maiores rendimentos econômicos e contribuirá ao prestígio da biotecnologia cubana e a indústria farmacêutica.
Diversificar mercados e atingir aqueles de produtos altamente desenvolvidos, a execução dos novos investimentos que permitam ampliar as capacidades produtivas, e conseguir os padrões de qualidades que exige o mercado nacional, entre eles se leva em conta os programas mencionados pelo primeiro vice-ministro, que também ratificou o expressado por vários dos parlamentares: os resultados expostos por BioCubaFarma são uma “digna homenagem a Fidel em seu 90ª aniversário”, artífice do progresso da ciência cubana.
Momentos antes o presidente da Comissão, o deputado Carlos Gutiérrez Calzado, apresentou alguns dos resultados de 2015 que possui a organização —encarregada de garantir 569 dos 578 medicamentos do componente básico que são de produção nacional— relacionados com o diagnóstico e prevenção das doenças infecciosas, a atenção à diabetes e o câncer, o programa para enfrentar o envelhecimento da população, o impacto tecnológico e na esfera agropecuária.
“Em 2015, Cuba tornou-se o primeiro país do mundo em eliminar a transmissão de HIV”, comentou, do mesmo modo que destacou, por só mencionar alguns exemplos, os contributos na prevenção de doenças congênitas; a produção e distribuição de mais de 2 milhões de aparelhos de medicação de glicemia e mais de 742 milhões de biossensores; e o uso do Heberprot-P em 240 mil pacientes de 24 países, entre eles mais de 55 mil em Cuba.
Outros resultados se mostram nas pesquisas para a atenção do câncer. Mais de 300 pacientes, a partir de 2012 foram incluídos em ensaios clínicos com produtos inovadores.
Os deputados conheceram também queBioCubaFarma poupa ao país US$1,744 milhões por conceito de substituição de importações, e por todos seus serviços 1,940 milhões
Gutiérrez Calzado mencionou como fatores adversos de seus objetivos, a não disposição de recursos financeiros no momento oportuno, o deterioro do equipamento tecnológico, a não aplicação dos investimentos no momento adequado, a falta de fornecedores com a qualidade requerida e certificados, e o rejeito de matérias primas e material de embalagem.
Ao começar o debate, a deputada de Gunatánamo, Arlin Alberty Loforte, mostrou preocupação com as alternativas que existem para prever e enfrentar os atrasos na contratação, como resposta a vice-presidenta de operações empresariais da OSDE, Teresita Rodríguez Cabrera, explicou que desde as deficiências mostradas o passado ano se adotou medidas para organizar um trabalho em equipe e a principal virtude resulta das alianças com Saúde Pública e outros organismos.
Temos que conseguir planejar bem todos os recursos, as operações, os processos de contratação e controlar a logística. “A situação a pudemos recuar no segundo semestre com a regulação e o controle das atividades”, argumentou.
Além do mais, precisou que a importação dos medicamentos desde países distantes como a Índia e a China, provoca que em ocasiões, após de longas travessias, estes cheguem sem a qualidade requerida, o qual quebra o período de organização. Por outro lado a escassez de fornecedores impede a procura de alternativas perante imprevistos.
Acrescentou que no presente se realiza a avaliação de usinas no exterior de produtos terminados, bem como grandes investimentos em linhas de embalagem para incrementar as capacidades produtivas.
“Por sua parte, a deputada de Palama Soriano, em Santigo de Cuba, Marta del Carmen, salientou o papel que a direção do país outorga à ciência em favor da saúde do povo, Contudo, questionou que nos anos de Revolução não exista um quadro regulador para a introdução dos resultados científicos, e que haja empresas que “não reconheçam o valor da ciência”.
Ao respeito coincidiram vários deputados entre eles, Danni Moreno, de Majagua, em Ciego de Ávila, quem fez questão em uma alfabetização, científico-técnica desde os primeiros níveis do sistema educativo. “A ciência cubana é fruto de uma notável vontade política e da intenção de colocá-la em função de satisfazer as necessidades”.
BIBLIOTECAS E LIVROS: INTERESSE OU APATIA
Outros temas neurálgicos para a formação integral das jovens gerações, como o funcionamentos das bibliotecas públicas, o hábito da leitura e o uso da língua materna estiveram nos debates dos deputados reunidos nesta comissão.
O informe de controle e fiscalização mostrado pelo primeiro vice-presidente da União de Escritores e Artistas de Cuba (Uneac) Luis Morlote, bem como as intervenções dos deputados alertaram do mal estado dos centros, o déficit de espaços, a escassez de recursos tecnológicos e equipamentos para a climatização nas bibliotecas, entre outros problemas.
Pelo município de Juguaní, Granma, Lisset Márquez, defendeu o papel que devem desempenhar os governos locais na preservação dos centros, já que no caso desse território mais 60% dos locais não cumprem os requisitos de funcionalidade, e embora não estejam fechados se deterioram as coleções, existe risco de umidade e poluição, e não se utilizam os materiais de conservação.
Nesse sentido, o diretor da Biblioteca Nacional de Cuba, Eduardo Torres Cuevas, comentou que se justifica a desatenção dos órgãos locais do Poder Popular— aos quais se subordinam administrativa e economicamente as bibliotecas— ao deterioro progressivo de algumas delas, como a biblioteca de Matanzas, que alongou sua reparação por 12 anos, exemplificou.
Acerca da importância de levar para espaços virtuais os conteúdos, pronunciou o deputado de Pinar del Río, Juan Carlos Rodríguez, a prioridade que deve dar-se às salas de fundos raros e valiosos, pelo mal estado em que encontram, enquanto Torres Cuevas mostrou uma experiência diferente, relacionada com a digitalização no centro que dirige a criação da mediateca.
Várias intervenções serviram para realizar um reconhecimento aos trabalhadores do setor, não obstante sobressaiu como problemática o êxodo de pessoal especializado. Acerca disso a deputada de Bayamo e secretária-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Cultura, admitiu que se devesse exigir mais para melhorar as condições de segurança e saúde do trabalho e, sobretudo o tema do salário.
Acerca da outra análise a presidenta do Instituto Cubano do Livro, Zuleica Romay, sugeriu a articulação das distintas manifestações artísticas nesses espaços. Por outro lado, instou em potenciar o hábito da leitura desde idades precoces com a criação de bibliotecas para crianças, onde se podem integrar práticas culturais, sejam livres de selecionar sua leitura.
Segundo as pesquisas em universidades cubanas mais 60% dos estudantes lê em suporte digital, pelo que urge pensar para motivar a leitura entre os nativos digitais.
Por sua parte Dignora Montano de Sancti Spíritus, salientou a importância de que o professor da escola oriente os estudantes para realizar uma análise e defender seus critérios. O estudante não pode valorar um acontecimento histórico se o professor orienta só um livro, acrescentou.
O assessor do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministro, Abel Prieto, argumentou acerca do desafio educativo de hoje, que tem a ver com não o obrigar à leitura, senão propiciar que a leitura se torne parte da qualidade de vida e da prosperidade. Disse, também, que em frente da batalha de pensamentos e símbolos que enfrentamos, resulta fundamental a ação concertada de todos os fatores sociais, em um modo onde cada vez se lê menos, e há mais conteúdos que não deixam um código ético nem espiritual.
CONECTAR TECNOLOGIAS COM SERVIÇOS
Falar acerca da informatização da sociedade cubana é quase sinônimo de debate. Não é duvidoso então que a comissão de Atenção aos Serviços dedicara o espaço mais importante da jornada à análise e seguimento de programa que se bem resulta alentador, tem responsabilidade da opinião pública e acumula igual média de expectativas e queixas em questões como facilidades para acessar a Internet, a demanda de serviços públicos em zonas de escassa ou nula densidade telefônica, insuficiência de equipamentos informáticos, e o avanço na recepção do sinal televisiva digital, entre outros aspectos.
O vice-ministro de Comunicações, Wilfredo González Vidal, destacou que se espera concluir este ano com 665 salas de navegação— que funcionam nas entidades de Etecsa e os Centros de Computação e Eletrônica—, e que até hoje se mantêm em atividade em 125 zonas de conexão inalámbricas.
Também temos trabalhado na incorporação de novos serviços como pago dos pagamentos fixos através da banca telefônica, e se realizam também para a informatização das farmácias, dos escritórios de controle e cobrança de multas, e digitalizar as históricas clínicas em 25 hospitais durante 2016.
Igualmente, se anseia que antes de finalizar o ano já seja prática comum o paga da fatura digital de Etecsa, mediante o uso da rede nacional como parte do incipiente comércio eletrônico em Cuba.
Por outra parte, salientou que se procura colocar nas redes sites como Andariego, Cubaeduca e Ofertas, ou a plataforma EnTuMovil. Acresce as experiências recentes como C.U.B.A, uma espécie de procurador web cubanos que centraliza os principais serviços de impacto na população, ou o projeto Mi mochila, que se pretende tornar em uma alternativa ao conhecido pacote, continuou.
Não obstante, não todo é boa fortuna. E assim o ratificaram os parlamentares. O deputado Pablo Hernández, pelo município havanês de Diez de Octubre, alertou que se reitera a inquietude pela demora nas reparações do serviço fixo e a não recepção oportuna das faturas telefônicas.
Por sua parte Jaime Chiang de Manzanillo, Granma, instou atingir a consolidação de projetos como a informatização dos registros públicos, que diminuísse diligências e debilitar a burocracia. Algo parecido acontece com o sistema Viajeros, que embora não pudesse pagar pelo serviço de reservas, sem pode estar à vista do cidadão o itinerário das rotas e disponibilidades das passagens.
Acerca das zonas de conexão wifi, a deputada Marlen Alfonso, da capital, sublinhou que nas localidades com grande intensidade da população a sinal de acesso sem fio é insuficiente.
Manifestou que as autoridades do Micom devem trabalhar em comunicar melhor os projetos que se realizam em matéria de telecomunicações, porque a maioria das plataformas e sites que se mencionaram na apresentação são de desconhecimento popular. “Igualmente acontece com os trabalhadores não estatais no setor. Muito poucos sabem do construtor, vendedor ou montador de antenas de radio e televisão, ou de os programadores de equipamentos de computo; figuras que surgiram através das formas de gestão não estatais”.
As palavras oferecidas pelo Ministro de Comunicações, Maymir Mesa Ramos, confirmaram que os avanços não são suficientes e que o povo precisa mais dos que se tem feito.
Também manifestou Mesa Ramos que é preciso voltar acerca dos temas como os atrasos na entrega de pacotes postais por causa do déficit na transportação de correios, as irregularidades que aconteceram com os centros de telecomunicações e a declaração jurada dos rendimentos econômicos, também de apostar pela criação de cooperativas não agropecuárias no ramo.
Em conversações após com a imprensa, o vice-ministro Wilfredo González, ofereceu alguns detalhes em relação à intenção de colocar Internet nos lares.
No presente não estão criadas as condições para oferecer com qualidade esse serviço, e por isso temos ampliado as salas coletivas de navegação e áreas de conexão wifi, explicou. É certo que estamos realizando provas em zonas de La Habana Vieja para quando as circunstancia forem melhores, precisar bem o tema da tarifa, do acesso e a comercialização da prestação.
Está-se trabalhando, mas existem limitações, sobretudo das infraestruturas, comentou.
Por exemplo, o par de fios de cobres que utilizamos para a conectividade tem um nível de obsolescência e há que dar-lhe manutenção. É certo que há tecnologias como a linha de abonado digital assimétrica (ADSL por suas siglas em inglês) que nos permite chegar com o mesmo par de fios e com uma velocidade mais o menos decente, e estamos também apostando recursos neste sentido, afirmou.
Ante a inquietude de por que não desenvolver a conexão desde os celulares, o vice-ministro significou que para isso se deverão realizar transformações da rede celular e as estações de radio, pois no maior porcentagem dos casos fundamentam sua funcionalidade em tecnologia 2G.





