O interesse por conhecer o sistema educacional de Cuba foi marcante, na visita realizada, desde 22 até 28 de outubro último, por uma delegação do Reino Unido, formada por professores do ensino primário, secundário e pré-universitário.
O grupo, patrocinado pelo Sindicato Nacional de Mestres e Professores (NUT, por sua sigla em inglês) do país europeu, visitou escolas dos diferentes níveis de ensino, nas províncias de Havana e Pinar del Río, e entregou várias doações, incluídos instrumentos musicais e uma máquina de Braile.
Os visitantes trocaram pontos de vista com líderes cubanos da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação, a Ciência e o Esporte (Sntecd), a Federação Estudantil Universitária (FEU), o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e a Federação das Mulheres Cubanas (FMC).
Em declarações oferecidas ao semanário Granma Internacional, a segunda vice-presidenta do NUT, Kiri Tunks, manifestou que sentiram espanto ao conhecer o nível de participação dos alunos nas decisões das escolas, que se torna realidade através da organização dos pioneiros e com representação no Conselho de Direção de cada organização.
Também ficaram surpresos após saberem que a política educativa cubana não muda sem o consenso entre os professores e os estudantes. Gostaram de conhecer que a maioria dos trabalhadores está afiliada ao sindicato do ramo, que convoca reuniões cada mês e outras atividades para dar curso às opiniões comuns para as autoridades governamentais.
A líder sindical britânica assinalou que observaram o respeito pela prática das artes e o esporte nas escolas cubanas. Acrescentou que o governo atual, no Reino Unido, limita o horário dos programas docentes para desenvolver as atividades artísticas e esportivas e tira importância ao processo de criar habilidades culturais na aprendizagem das pessoas. Assegurou que só as famílias interessadas e com possibilidades econômicas inscrevem seus filhos em cursos alternativos de artes e esportes.
Ela destacou seu agrado pelo vínculo estreito entre o professor cubano e seus alunos, no qual está presente a saudação, o abraço sincero e o beijo carinhoso. «Esse tipo de relacionamento de confiança influi no processo de aprendizagem de forma positiva. O professor conhece cada um dos seus estudantes, pode descrever suas qualidades acadêmicas e o entorno social, o qual demonstra uma grande aproximação», assinou Kiri Tunks.
Kiri, também professora do ensino secundário, explicou que em seu sindicato estão afiliadas uns 334 mil pessoas que exercem a docência no Reino Unido, sendo um dos mais nutridos dentre os oitos existentes em seu país. Ao mesmo tempo, estão lutando para se fundirem com outras organizações, no objetivo de aumentar o número dos membros.
Os sindicalistas britânicos mantêm vínculos fraternais com a Revolução cubana e promovem a luta contra o genocida bloqueio econômico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados Unidos, há mais de 50 anos. Também informam à opinião pública britânica e europeia acerca dos sucessos da Ilha caribenha.
Por tal motivo, o Sntecd entregou o Selo 50º Aniversário da organização a Bernard Joseph Regan, fundador da Campanha de Solidariedade com Cuba e membro do executivo nacional no grêmio britânico.
O ativista declarou em exclusiva: «Foi uma honra receber uma condecoração em Cuba e a recebo em nome de meus companheiros, pela atividade solidária executada para apoiar a Revolução Cubana no Reino Unido. Fomos muito ativos na luta pela liberdade dos Cinco heróis, injustamente encarcerados nos Estados Unidos, que já conseguiram sua liberdade».
Acrescentou que eles promovem viagens à Ilha maior das Antilhas, tanto em vistas a centros escolares quanto a eventos pedagógicos. «Neste momento, mantemos aberta em Londres uma exposição com obras de 31 jovens cubanos, para arrecadar fundos e comprar materiais que possamos enviar aqui, para o ensino nas escolas de arte».
Ao falar de seu amor por Cuba, Bernard Joseph Regan fica empolgado e diz: «Sinto a firmeza de um povo consequente com seus ideais revolucionários, com seus princípios políticos e de emancipação. Admiro a luta internacionalista realizada, principalmente na África contra o apartheid».
Também elogiou a colaboração médica da Ilha em mais de 60 países, principalmente na assistência às vítimas de desastres naturais, as graves epidemias do vírus do Ébola na África Ocidental e o da cólera no Haiti. Por ultimo assegurou «Estes exemplos me encorajam a trabalhar a favor de Cuba até meu ultimo alento».





