ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Oscar López Rivera (San Sebastián, Porto Rico, 6 de janeiro de 1943) é um preso político porto-riquenho que cumpre uma longa condenação nos Estados Unidos, acusado pelas autoridades estadunidenses de ser membro das Forças Armadas de Libertação Nacional de Porto Rico, um grupo que busca a independência deste país. Photo: Reuters

«A batalha legal e política pela libertação do independentista porto-riquenho Oscar López Rivera se multiplicará nos próximos meses», afirmou em Havana, o advogado José Juan Nazario de la Rosa, integrante da equipe legal que atende o caso.

O letrado qualificou de imoral manter no cárcere por mais de 35 anos uma pessoa condenada por seus ideais políticos e que tem consagrado sua vida à soberania de seu país, ainda colônia estadunidense sob a eufêmica denominação de Estado Livre Associado.

Também, disse que em suas visitas recentes ao cárcere, o patriota porto-rique-nho se mantém com bom estado de ânimo, apesar de ultrapassar os 70 anos de idade, muito dedicado à pintura como forma de liberar seu espírito artístico e com bom comportamento dentro do centro penitenciário.

O jurista lembrou, também, as fortes condições impostas ao preso político no cárcere, que tem sofrido longos períodos de isolamento e restrições comunicativas com o exterior, contudo, mantém um sorriso para seus visitantes e expressa agradecimento aos grupos solidários que lutam por sua liberdade final, dentro e fora do país.

«O presidente estadunidense Barack Obama concedeu o indulto a mais de mil presos, sentenciados em sua maioria a prissão perpétua pelos delitos relacionados com as drogas. Não há nenhuma razão pela qual não deva conceder o indulto a Oscar López, antes de concluir seu mandato presidencial», explicou Nazario de la Rosa.

«É por isso que nos próximos dias se incrementarão as ações e se intensificará a campanha internacional com esse propósito», assegurou a presidenta do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), Kenia Serrano Puig, e convocou todas as pessoas de boa vontade a unificar suas vozes, para por fim à soberba injustiça perpetuada pelo império estadunidense.

A deputada também assinalou: «Circula nos órgãos da mídia tradicionais e alternativos, bem com na Internet, uma declaração de apoio à causa de liberdade para Oscar López Rivera, assinada por personalidades, líderes de organizações e dirigentes de Instituições, à qual podem unir-se todo aquele que o desejar, para enviá-la à Casa Branca».

Grupo de Porto Rico em uma reunião de diálogo com a presidenta do Icap, Kenia Serrano Puig. Photo: (cortesía ICAP)

Este relatório esta respaldado pela voz unânime dos membros do Movimento de Países Não Alinhados, dos inúmeros reclamos à ONU e da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos), das mobilizações dos grupos solidários e pela irrepreensível trajetória combativa do revolucionário porto-riquenho.

Falou, ainda de organizar o aniversário de Oscar López Rivera para o dia 6 de janeiro, patrocinado pelo Movimento Internacional de Solidariedade com Cuba, como forma de acompanhamento a sua luta, a sua família e seu povo.

«No decurso de cada dia é preciso continuar incrementando a influência internacional e muito mais agora que Barack Obama pode fazer uso de suas prerrogativas livremente, depois de conhecer-se o resultado eleitoral», — comentou Serrano Puig e destacou — «Vamos pôr fim a esse injusto confinamento e para isso trabalharemos juntos. Oscar e seu povo podem contar sempre com a solidariedade e o apoio de Cuba».

Entretanto o advogado Rafael Anglada López conversou com o semanário Granma Internacional acerca da situação colonial de Porto Rico, que ultrapassa os 118 anos de domínio estadunidense e exige o pagamento de uma dívida externa de US$72 bilhões, sem que o governo anexionista da Ilha caribenha possa adotar medidas soberanas para resolver seu complexo cenário econômico e financeiro.

O jurista porto-riquenho comentou que em seu país rege uma Junta de Supervisão Fiscal, designada pela administração norte-americana e toma medidas de ajuste econômico para conseguir o pagamento da dívida, gerando cortes nos serviços básicos do país e sumindo na pobreza os setores mais vulneráveis da população.

Anglada López se referiu aos inúmeros protestos e mobilizações geradas por esta situação e reconheceu que chegarão momentos difíceis com muita repressão e perseguição contra o povo, que estará nas ruas exigindo seus direitos humanos e cidadãos.

Afirmou que se continuará lutando pela liberdade dos presos políticos e se desenvolve muito trabalho dentro e fora dessa nação caribenha, apoiado na solidariedade internacional. Por último expressou: «estamos muito agradecidos da Revolução Cubana».