ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
José Ramón Balaguer, membro do secretariado e chefe do Departamento das Relações Internacionais do Comitê Central do Partido, condecora Danny Glover, Estela e Ernesto Bravo com a medalha que outorga o Conselho de Estado da República de Cuba, em uma cerimônia onde marcaram presença funcionários do governo e destacados intelectuais da Ilha. Foto Manuel Correa

POR seu respaldo à Revolução Cubana e sua contribuição pessoal a favor das causas justas do mundo, o ator e ativista estadunidense Danny Glover, e os realizadores de documentários Estela e Ernesto Bravo receberam a Medalha da Amizade, condecoração outorgada pelo Conselho de Estado da República de Cuba.

Nas palavras de agradecimento, Danny Glover, também Embaixador de Boa Vontade, referiu-se a sua participação nas lutas pelos direitos dos descendentes de africanos nos Estados Unidos e a seu vínculo com o Herói cubano Gerardo Hernández Nordelo, libertado em 17 de dezembro de 2014, após ter sido injustamente condenado e resistir mais de 16 anos em prisões norte-americanas.

Em 11 ocasiões, o ator estadunidense visitou a prisão onde estava confinado Gerardo e ofereceu todo o tipo de apoio ao movimento de solidariedade internacional para exigir a liberdade dos Cinco lutadores antiterroristas cubanos, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, René González e Fernando González, os quais já regressaram à Pátria.

Ainda, destacou a contribuição internacionalista da Ilha maior das Antilhas, na África Austral, para derrotar o regime racista da então África do Sul, elogiou a juventude cubana por seu desempenho na condução da Revolução e a exortou a manter vivente o legado do Comandante-em-chefe Fidel Castro.

Glover disse que se sentia muito honrado por ter recebido a condecoração junto a Ernesto e Estela Bravo, os quais fizeram uma grande contribuição para apoiar a soberania de Cuba frente ao apetite neocolonial dos Estados Unidos.

Depois de receber a Medalha, Ernesto Bravo lembrou sua participação nas lutas estudantis e sua militância comunista na Argentina, pelo qual sofreu torturas e prisão. Na década dos 50 participou do Festival Mundial da Juventude e os Estudantes realizado em Berlim, na outrora República Democrática da Alemanha, lugar onde conheceu sua atual esposa Estela.

O casal decidiu viver na Ilha maior do Caribe ao triunfar a Revolução, ele ministrou aulas de bioquímica na Universidade das Ciências Médicas de Havana e, em uníssono colaborou com a obra de documentários de Estela, em valiosos documentários como: Los que se fueron, Fidel: La história no contada, El Santo Padre y la Gloria, Niños desaparecidos de Argentina e Gema de Cuba, seu mais recente material fílmico.

Entretanto, Estela Bravo (Nova York, 1933) confessou o amor surgido para Cuba, a Revolução e a Fidel através da aproximação do seu esposo da história desenvolvida na Ilha caribenha pela emancipação social. Lembrou os encontros com o líder da Revolução e fez questão de destacar nele sua fidelidade ao povo e sua entrega por construir uma sociedade com bem-estar para o ser humano.

O herói Gerardo Hernández referiu-se à honra de estar presente na condecoração de três amigos muito especiais de Cuba, distintos com una medalha, que simboliza o carinho do povo antilhano. Ao mencionar a Danny Glover disse que apesar de sua fama nunca deixou de pensar nos humildes e nos necessitados.

Segundo critério de Kenia Serrano Puig, presidenta do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, os documentários produzidos por Ernesto e Estela transmitem a história com paixão, refletem fielmente a verdade histórica e têm o propósito de educar a nova geração na luta dos povos.

«Estes seres de juventude acumulada, precisou, levam um apelido que muito bem lhes pertence, é que muito bravos foram defender com valor a obra da Revolução cubana e ao decidir estar incondicionalmente do lado de nosso povo, onde também fundaram uma bela família e criaram um lar».

A líder cubana assinalou que nos tempos atuais devemos estar mais unidos, seguir para a frente com Fidel e Raúl, junto ao povo heróico e ao Partido Comunista, acompanhados pelo movimento de solidariedade, cada vez mais ativo na defesa das causas justas, que Cuba simboliza.