ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Cuba espera receber, em 2017, mais de 4,1 milhões de visitantes estrangeiros. Photo: Padrón, Abel

O penúltimo dia de 2017, em Cuba se reafirmou a convicção de que o crescimento do turismo está direta e proporcionalmente ligado ao aumento das necessárias conexões, que se estabelecem entre a Ilha e o resto do mundo.

Dito de outra maneira, na manhã do dia 30 de dezembro de 2016, o destino Cuba batia novo recorde no setor da mais dinâmica das indústrias antilhanas (o turismo), após ter recebido quatro milhões de visitantes internacionais.

Dessa forma, as alentadoras estatísticas refletem 6% a mais do previsto para o ano 2017 (um estimado de 3,8 mi-lhões de visitantes).

Colocando-se o Norte da América e a Europa como as principais regiões emissoras de viajantes para Cuba, os números são 13% superiores aos do ano 2015.

Segundo assevera uma nota publicada na imprensa pelo Ministério do Turismo (Mintur), esse resultado é um compromisso para continuar o caminho ascendente do setor e elevar a qualidade na prestação de serviços e nos níveis de eficiência.

Reconhecendo o desempenho dos trabalhadores do turismo e o governo e povo cubano, o relatório faz pensar nas perspectivas de crescimento da chamada indústria do lazer e das viagens, um dos setores mais estratégicos do plano nacional de desenvolvimento, previsto até 2030, que espera receber neste ano que começa mais de 4,1 milhões de visitantes.

Sem dúvida, a temporada 2016-2017, torna-se singular pela inauguração ou restabelecimento de inúmeros voos, que enlaçam à Ilha maior das Antilhas com novas cidades, mediante mais de vinte linhas aéreas estrangeiras.

Somente em outubro de 2015, as linhas aéreas europeias Austrian Airlines e Azur Air estrearam voos semanais desde Viena até Havana e de Moscou a Varadero, respectivamente. No entanto, a linha russa Pegas começou voos charter, que cada dez dias chegam a Varadero e Cayo Coco.

Por outro lado, em novembro, começou a linha Virgin Atlantic de Londres a Havana, com um frequência semanal e, com igual destino, mas terças e sábados, a linha Alitalia. No mesmo mês, também, a polaca Itaca começou um voo charter cada dez dias, com destino a Varadero, Camaguey e Holguín.

No mês de dezembro teve lugar a inauguração da linha Eurowings, que viajará a Matanzas e Havana, com duas frequências semanais e a francesa Xl Airways, que viajará aos domingos para Cayo Coco, Santa Clara e Varadero.

É preciso destacar que os dois últimos meses de 2016, marcaram a regularidade dos voos comerciais dos Estados Unidos para Havana, através das companhias American Airlines, JetBlue, Delta, Spirit, United Airlines, Alaska, Frontier, Southwest e Sun Country.

Por exemplo, com uma viajem inaugural de Tampa e 156 passageiros a bordo de um avião Boeing 737, a maior linha aérea estadunidense Southwest Airlines, começou, em 12 de dezembro de 2015, suas viagens para Havana.

Em meio deste contexto, a companhia francesa Air Caraibes incluiu em seus percursos a viagem ao arquipélago cubano que, de acordo com autoridades do Mintur, ajudará a incrementar as visitas dos franceses à nação antilhana. A esse respeito, destaca que, quase finalizando o mês de dezembro, em 2016, da França, um dos principais mercados emissores para a Ilha, chegaram mais de 165.200 pessoas.

ATENÇÃO PARA A MELHOR LINHA DA EUROPA

Com uma das frotas de aviões mais jovens do mundo, a “melhor linha aérea da Europa” por seis anos consecutivos (de acordo com recentes estudos da avaliadora aérea Skytrax), a Turkish Airlines, inaugurou desde o passado dia 20 de dezembro, três voos semanais (terças, quintas e domingos) para Havana e Caracas, com aviões Boeing 777 e capacidade para 349 passageiros.

Dessa forma, as capitais de Cuba e da Venezuela se tornam nos 16 os e 17os destinos da linha aérea turca nas Américas.

Os voos para Havana e Caracas se somam aos já existentes para Buenos Aires, São Paulo, Bogotá, Panamá, Toronto, Chicago, Houston, Los Ángeles, Nova York,

Washington, Boston, São Francisco, Miami e Atlanta.

Mehmet Büyükeski, membro do Conselho da Turkish Airlines, asseverou que «nossa linha aérea insígnia assume Havana e Caracas como destinos essenciais em sua expansão na América Latina», e coloca-se propriamente na avançada para encurtar as distâncias entre os viajantes, que chegam com diferentes expectativas à Ilha maior das Antilhas.

Igualmente, a companhia euroasiática potencializará a chegada a Cuba de viajantes de outras cidades da Europa, Oriente Médio e Ásia. Büyükeksi considera que é uma fortuna «oferecer voos a pessoas da Turquia e de outros recantos do mundo para que conheçam este país e experimentem a sensação maravilhosa de visitar Cuba».  

As palavras do diretivo refletem o que a interconexão aérea significa: «nós seremos capazes agora de oferecer nossos serviços de requinte, que tornarão mais fáceis e convenientes as viagens internacionais», na área, bem sejam por motivos de negócios ou de prazer.

Oficialmente, o Mintur reconhece em declarações que o mercado turco, com grandes potencialidades para o ramo dos homens de negócios, os produtos combinados, percursos culturais e destinos de sol e praia, tem vindo a incrementar, paulatinamente, o número de visitas a Cuba até conseguir, no fechamento do mês de outubro de 2016, um crescimento de 8,5%.

Fundada, em 1933, a linha Turkish Airlines possui mais de 300 aviões, nos quais viajam, cada ano, mais de 60 milhões de pessoas.