
PINAR DEL RÍO. — Após ter transitado com sucesso a etapa experimental, uma nova variedade de fumo altamente produtiva, espalha-se pelos campos de Pinar del Río e Artemisa.
Com o nome de Corojo 2012, possui entre suas virtudes uma maior resistência às principais pragas e doenças que prejudicam a cultura e também um elevado potencial de rendimento.
Segundo a especialista da Estação Experimental de Fumo de San Juan y Martínez e integrante da equipe de pesquisa que a obteve, mestre em ciências Nancy Santana, a nova variedade começou a ser levada ao campo durante a campanha 2012-2013, em pequenas parcelas de cinco produtores selecionados.
A partir daí começou a ser testado em áreas cada vez maiores, tanto sob a tela (para a obtenção de camadas) como ao sol (para a matéria-prima interior dos charutos) e em ambas deu bons resultados.
«Nas provas organolépticas realizadas não houve diferença com a variedade Criollo 98, a qual constitui um padrão de qualidade com que se avaliam as variedades de charuto negro cubano», assegura a especialista.
Isso propiciou que a partir da presente campanha se reconhecesse como variedade comercial e fosse aprovada sua plantação em mais de 200 hectares de Pinar del Río e Artemisa.
Entre suas características principais, a Corojo 2012 possui duas folhas úteis a mais (20 em total) que as principais variedades cultivadas, o que permite u rendimento superior.
«Os estudos realizados refletem que seriam uns 2.350 quilogramas por hectare; entretanto, o resto das variedades mais estendidas até agora, está na ordem dos 2.000 kg», assegura a especialista.
Outra virtude radica na resistência a pragas e doenças como o mofo azul, o vírus do mosaico-do-fumo, a necrose ambiental e, sobretudo, a gomose, a que mais prejudica a cultura nos últimos tempos.
«Quando o clima é caloroso e úmido, as variedades que hoje se utilizam se comportam moderadamente resistentes à gomose e ocorrem perdas.
“Portanto, o fato de que a Corojo 2012 seja menos vulnerável, como demonstrou nas provas experimentais e em produção durante várias campa-nhas, constitui um avanço importante».
A especialista precisou que este é o resultado de mais de 10 anos de trabalho por uma equipe da Estação de Pinar del Río, chefiado pelo mestre em ciências Vivaldo García.
Disse também que essa instituição científica, criada há 80 anos, possui outras variedades em etapa experimental, para conseguir resistência a pragas e doenças, mantendo os parâmetros de qualidade que tem distinguido durante séculos ao charuto cubano.





