ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: Yoandry Ávila

Cientes dos desafios que têm por diante e comprometidos com a missão que cabe à sua geração, jovens jornalistas do país todo se reúnem na capital.

Convocados pela União dos Jornalistas de Cuba (UPEC), a partir da segunda-feira, 6 de fevereiro e até a quarta, 8, o Instituto Internacional de Jornalismo José Martí é sede de debates, trocas de experiências e propostas de ação em uma convocatória que já completa sua segunda edição.

A gestão da mídia e o papel dos jovens dentro dela; o jornalismo e a participação cidadã; e a comunicação no contexto da atualização do modelo socioeconômico cubano; são os eixos temáticos que têm como centro o diálogo.

Na segunda-feira, 6 de fevereiro, os participantes examinaram as ideias surgidas no primeiro encontro e mais uma vez se reiterou a urgência da mudança nas rotinas produtivas dos meios cubanos, bem como de transformar seu modelo de gestão.

Falou-se do incremento da participação dos jovens em cargos de direção, não obstante, nem sempre isso responde a uma verdadeira estratégia de trabalho e preparação dos substitutos, mas sim por causa da necessidade que existe em alguns lugares.

Ainda, fez-se um apelo a promover e premiar o talento.

Ter um debate a partir da UPEC, ao longo do país, sobre a ética da profissão e o cenário midiático atual, foram também assuntos expostos.

Dar informação sobre as plataformas de subversão política ideológica das quais são alvo os jovens e dar acompanhamento aos acordos destas reuniões com maior rigor, foram outros dos pronunciamentos.

O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros e membro do Bureau Político do Partido, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, conversou com os jornalistas na tarde, sendo acompanhado, ainda, pelo presidente da UPEC, Antonio Moltó, e por outros funcionários do Partido e da organização jornalística.

Em sua intervenção, Díaz-Canel manifestou que a presença de jovens nos meios é importante, especialmente o fato de que estejam na direção, pois é a via mais direta para que façam parte da mudança.

Considerou que o debate ratifica a necessidade de aperfeiçoar o trabalho de nossos meios e a comunicação em nossa sociedade, para o qual existe vontade política.

O membro do Bureau Político exortou os presentes a agir com maior audácia, aproveitar todos os espaços e oportunidades e beber das experiências que indicam que ainda há reservas sem explorar.

Ainda, convocou a avançar na preparação dos profissionais com vista a tornar nossos meios em espaços de multimídia e estreitar vínculos com as universidades, para resolver os problemas a partir da ciência.

Um dos assuntos mais debatidos foi o referido às normativas legais relacionadas com o exercício jornalístico, o que provocou uma troca de opiniões com os participantes. A certeza de que as transformações na sociedade têm avançado mais rápido do que a reorganização jurídica em diferentes âmbitos prevaleceu e também o critério de que, independentemente disso, a ética deve primar nas práticas profissionais.

«Temos que conquistar os espaços digitais com nossos argumentos», expressou Díaz-Canel. E indicou que vivemos em tempos de uma guerra ideológica e cultural, da qual somente sairemos vitoriosos mediante plataformas de comunicação emancipadoras, humanistas, que promovam um pensamento crítico frente a essas pretensões colonizadoras.