ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O ativista chileno Leandro Lanfranco Leverton sente paixão ao falar da Revolução cubana. FOTO: Nuria Barbosa León

«OS chilenos nos solidarizamos com a Revolução desde o mesmo dia de seu triunfo, ocorrido em 1º de janeiro de 1959», assegurou Leandro Lanfranco Leverton, que dirigiu no Chile, por vários anos, a comissão nacional para a conformação de brigadas solidárias a Cuba desde seu país.

Ninguém o chama por seu verdadeiro nome e todos o identificam pela alcunha de Chapa e a identidade Ignacio Flores, utilizada, na clandestinidade.

Em exclusiva com o Granma Internacional expressou um profundo amor à Ilha caribenha, marcado pelas vivências guardadas em mais de 50 anos de luta por uma mudança emancipatória para a América Latina, levando como referência o socialismo cubano.

Explicou que o trabalho solidário dos chilenos apenas se interrompeu ao ocorrer o golpe de Estado contra o governo constitucional do presidente Salvador Allende, em 1973, por uma junta militar comandada pelo general fascista Augusto Pinochet. Ao ser superada a etapa da ditadura se restabeleceram as ações de apoio a Cuba na década de 1980 até agora.

«Nossas principais demandas» — assegurou — constituem as causas empreendidas pelo governo revolucionário na arena internacional como reclamar o fim do criminal bloqueio econômico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados Unidos; exigir a devolução do território ocupado em Guantánamo, onde existe um ilegal cárcere estadunidense; divulgar a verdade sobre a Ilha maior das Antilhas, desmentindo as campanhas midiáticas tergiversadoras e promover as viagens à Ilha caribenha».

Nesse sentido incentivam a conformação das brigadas convocadas pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), principalmente na Sul-americana realizada no mês de janeiro, a Primeiro de Maio, pelo Dia Internacional do Trabalho, a Latino-americana e Caribenha, entre outras. Indicou que os coletivos solidários com a Ilha desenvolvem ações nas 15 regiões do Chile. Cada grupo tem sua direção própria e agem de acordo ao lugar geográfico onde radica.

O também integrante do grupo Tatty Allende, do Agrupamento Nacional de Ex-presos Políticos acrescentou: «Para este ano 2017, vamos mobilizar-nos para dar continuidade ao pensamento do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz. Também participaremos do encontro nacional no mês de junho para coordenar estratégias de trabalho e atividades. Esta atividade fará com que pensemos em como fazer um front comum perante as políticas imperiais ditadas pela Casa Branca e estarmos atentos à evolução do governo presidido por Donald Trump».

O histórico biográfico de Lanfranco Leverton inclui uma ativa militância na Juventude Comunista e depois no Partido da mesma orientação política desde a década de 1960, por tal motivo visitou Cuba mais de seis vezes, a última para acompanhar a homenagem póstuma da caravana realizada para transportar as cinzas do líder cubano Fidel Castro Ruz ao Cemitério de Santa Efigenia em Santiago de Cuba, onde foram depositadas em 4 de dezembro último.

«Para o atual ano», — apontou o entrevistado — «gostaria de trazer um grupo de chilenas para um curso ministrado pela Federação das Mulheres Cubanas. Igualmente virá uma delegação para participar do desfile de 1º de maio na Praça da Revolução Antonio Maceo, de Santiago de Cuba. Estas pessoas também assistirão às festas das Romarias de Maio, na cidade de Holguín».

Opina que este tipo de troca será uma homenagem de seu povo a José Martí, a Simón Bolívar, a Fidel Castro e a outros próceres latino-americanos; portanto essas comitivas adotarão o nome do assassinado presidente Salvador Allende ou o Gladys Marín, que dirigiu o Partido Comunista do Chile.

Concluiu suas palavras afirmando que Cuba continuará sendo a referência de uma atitude moral, fraterna e solidária com o compromisso internacional de construir a sociedade mais justa à qual se aspira. «É o farol que nos ilumina e nos guia a todos os que lutamos porque outro mundo seja possível».