ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
À esquerda o embaixador da República Dominicana em Cuba, Joaquín Gerónimo Berroa e, ao lado dele, seu compatriota Tony Morales, na jornada inaugural da Semana da Cultura do país caribenho em Havana. Foto: Arielis González Fernández

«OS laços fraternais entre Cuba e a República Dominicana continuarão se fortalecendo», expressou o embaixador dominicano em Havana, Joaquín Gerónimo Ber-roa, após inaugurar a semana da cultura do seu país que decorreu nos finais de fevereiro.

Dedicada a comemorar o mês da Pátria e o 173º aniversário da independência da nação dominicana (27 de fevereiro de 1844), o evento festivo começou com o lançamento de dois livros: a novela Con los pies en el cielo, da autoria do diplomata e outro de contos para crianças, intitulado El pirata valiente, escrito por seu compatriota Tony Morales.

Na jornada de inauguração, realizada no Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), Joaquín Gerónimo Berroa, lembrou a amizade entre José Martí e Máximo Gómez, dois dos líderes das guerras de independência em Cuba, mas o segundo de origem dominicana. Em relação a essas personalidades, as qualificou de paradigmas para a humanidade.

Igualmente, destacou os vínculos dos revolucionários cubanos com figuras que lideraram os processos libertadores em diferentes momentos da história da República Dominicana, como Juan Pablo Duarte, Gregorio Luperón, Francisco Caamaño, Ramón Emeterio Betances e Pedro Albizu Campos, entre outros.

Depois do lançamento de El pirata valiente, significou a importância da literatura infantil para formar políticos na nova geração, tarefa assumida por José Martí no seu livro La Edad de Oro. Disse que os contos de Tony Morales chamam à unidade e ao entendimento entre nossos povos. «Espero que abranja todos: as crianças e os pais que leiam com suas crianças», sublinhou o embaixador.

Referiu-se aos fortes laços culturais existentes entre ambas as nações, há vários séculos, pois prova disso são as sucessivas jornadas realizadas na Ilha maior das Antilhas para o desfrute dos cubanos, especialmente do público da capital.

Nessa semana foi acompanhada de vários artistas dominicanos como o músico, cultor do gênero merengue, Víctor Víctor e a atriz, dançarina e coreógrafa, Patricia Ascuasiati, protagonista do filme Gunguna, dirigido por Ernesto Aleman e mostrado no cinema La Rampa, em Havana, como motivo das atividades.

Também viajou a Cuba, o virtuoso violinista Juan Francisco Ordoñez e o escritor e ator Freddy Ginebra, os quais protagonizaram o espetáculo Él canta, yo cuento, na sala Che Guevara, na Casa das Américas e no Museu Numismático de Havana foi exposta uma mostra de moedas doadas pelo Banco Central da República Dominicana.

Igualmente, no Centro Cultural Pablo de la Torriente Brau Víctor Víctor e Juan Francisco Ordoñez, ofereceram a palestra-concerto intitulada La bachata: música popular romântica dominicana, na qual se conversou acerca do gênero musical do merengue, declarado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) Patrimônio Intangível da Humanidade.

Os filmes: Tu y yo, de Natalia Cabral e Oriol Estrada; La familia Reyna, de Tito Rodríguez e Detective Willy, de José María Cabral; integraram o cartaz da 3ª Mostra de Cinema Dominicano em Havana.

Também, incluiu-se o filme Dólares de arena, dos diretores Laura Guzmán e Israel Cárdenas, uma obra com a que uma das suas atrizes principais, a estadunidense Geraldine Chaplin, obteve em Havana o Prêmio Coral à Melhor Atuação Feminina, no Festival do Novo Cinema Latino-americano de 2014.

Com o patrocínio dos ministérios da Cultura e instituições associadas de ambos os países, o programa da jornada incluiu atividades de cinema, teatro, literatura e música até concluir, em 27 de fevereiro, com a colocação de duas oferendas florais: uma ao Herói Nacional de Cuba e outra ao Pai da Pátria Dominicana, Juan Pablo Duarte, nos bustos desses patriotas na capital cubana.