ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
A coordenadora da Comitiva, Gilma Gómez Oliveros, expôs que o objetivo daqueles que integram a delegação é oferecer uma mensagem de gratidão aos cubanos por seus esforços nos diálogos de paz. Photo: (cortesía ICAP), Karoly Emerson

A voz de agradecimento a Cuba por seus esforços em concretizar um espaço de diálogo para a paz na Colômbia foi expressa por uma delegação dessa nação sul-americana, durante um encontro no Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), por ocasião de uma visita a Havana.

Igualmente, a delegação manifestou um sentimento de tristeza pela morte do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, ocor-rida em 25 de novembro de 2016 e foi lembrado o 90º aniversário do natalício do escritor colombiano Gabriel García Márquez, um eterno amigo do povo cubano e de seu máximo líder histórico.

A coordenadora da comitiva, Gilma Gómez Oliveros, destacou que eles vêm representando os grupos de solidariedade, integrantes do Movimento Nacional da Colômbia e especialmente à Corporação José Martí.

Também traziam uma mensagem do senador colombiano Iván Cepeda Castro, do Polo Democrático Alternativo e do deputado à Câmara dos Representantes por essa mesma organização política, Alirio Uribe Muñoz, destacando as contribuições da Revolução Cubana por alcançar a paz e a justiça social no mundo.

Gómez Oliveros assegurou: «Sentimo-nos felizes de estar em Cuba, felizes de vir com pessoas que visitam a Ilha caribenha pela primeira vez. Desejamos que conheçam esta sociedade e sejam portadores dos ensinamentos que oferece seu povo. Não só fazemos solidariedade por Cuba, mas com nosso país, para que cada dia conheçamos que outros mundos são possíveis».

Referiu que a delegação é integrada por pessoas de diferentes profissões e o programa de atividades se iniciou com uma visita à Escola Internacional de Rádio, Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, na província Artemisa, para aproximar-se da marca deixada por Gabriel García Márquez.

Daniel Orjuela Delgado deseja que ao concluir a visita a Cuba, todos os membros da comitiva sejam portadores de mensagens esclarecedoras da verdade sobre a realidade social cubana. Photo: (cortesía ICAP), Karoly Emerson

Indicou que visitarão o cemitério de Santa Efigenia em Santiago de Cuba para prestar tributo a José Martí e a Fidel Castro, como máximos inspiradores das gestas libertárias na América Latina e o Caribe.

No percurso dialogarão com o povo cubano e com intelectuais e dirigentes das organizações políticas e de massas do país, porque seu maior interesse é nutrir-se de conhecimentos e energias para ajudar na verdadeira construção do processo pacificador da Colômbia.

«A Fidel agradecemos muito — assinalou Gómez Oliveros — pela oportunidade de oferecer a esperança a muitos povos do mundo. Inspiramo-nos em seu exemplo e defendemos o processo social cubano, porque é um alento para nossos países. Co-nhecemos que apesar das dificuldades, quando existe unidade das forças políticas, quando tem sonhos, formação política, os povos podem alcançar sua autodeterminação e sua liberdade».

Outro membro da delegação, o engenheiro mecânico Daniel Orjuela Delgado relatou que desde muito jovem está vinculado às organizações de solidariedade com Cuba pelo exemplo que transmite a Ilha face ao imperialismo e ao capitalismo mundial.

Deseja que seus colegas, membros da delegação, aprendam da realidade social cubana, porque a mídia de seu país, dirigida pela classe burguesa, só tergiversa e semeia a matriz de opinião de que uma sociedade afastada do capitalismo é impos-sível.

Orjuela Delgado afirmou: «Nós somos cientes que os cubanos vivem com dignidade. Aqui têm assegurada a educação gratuita e de qualidade, a cobertura médica para cem por cento da população, tem acesso em massa à cultura e aos esportes. Este é o exemplo que temos captado desde o próprio triunfo da Revolução e é o que transmitimos ao povo colombiano».

Membros da delegação colombiana que prestam tributo a Fidel Castro e ao escritor Gabriel García Márquez no 90º aniversário de seu natalício. Photo: (cortesía ICAP), Karoly Emerson

A professora Melba Rincón Suárez disse ter participado de vários congressos de Pedagogi na Ilha Maior das Antilhas, realizados a cada dois anos e onde se mostram os avanços nesse setor e portanto admira como são dirigidos os processos docentes em Cuba.

Acrescentou: «Espero continuar os ensinamentos recebidos nesta Ilha e nessa mesma medida entregar nossos esforços ao povo cubano, que nos ensina como direcionar as causas emancipatórias. Comprometemo-nos a trabalhar para construir a paz em nosso país».

Similar critério foi expresso ela advogada Luz Nancy García, que apontou que o povo cubano é um estandarte na luta contra o imperialismo, que submete aos povos com suas políticas neoliberais à miséria, a opressão e ao desrespeito dos direitos mais elementares dos seres humanos.

Ela explicou que a ideia de integrar esta delegação surgiu por causa da morte de Fidel. Centenas de colombianos foram em massa à embaixada de Cuba na Colômbia de forma espontânea, e ali se quis contratar um voo especial para acompanhar o povo cubano nas honras fúnebres. Embora não fosse possível concretizar a iniciativa, apenas se pospôs a data.

Concluiu: «Todos os que admiramos a obra de Fidel, esses militantes de organizações de esquerda e aqueles que abraçaram as ideias de mudança social, sentimos muita tristeza. Sentimos como se ficássemos órfãos de pai e que partiu o grande orientador, é a perda de um homem grande, um ser inteligente, mas igual sentimos que nos deixou uma genialidade em sua obra. Com essa semente vamos inundar o mundo».