ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Alberto Borrego

HAVANA.— Representantes de organizações não governamentais da América Latina e o Caribe destacaram as políticas públicas da Ilha maior das Antilhas de apoio às pessoas com deficiências físicas, em prol do seu bem-estar social.

Em declarações exclusivas à ACN, Sandra Darce Mendoza, membro da Comissão de Admissões da Rede Latino-americana de Organizações Não Governamentais de Pessoas com Deficiências Físicas e suas Famílias (Riadis), comentou acerca dos programas inclusivos na Ilha, que conta, aliás, com centros de capacitação para esse segmento da população.

Enfatizou que países como a Nicarágua, Bolívia e Cuba destacam na região pela abordagem social de suas políticas, as quais tornam possível que as pessoas com deficiências se sintam úteis e se desenvolvam plenamente.

Darce, quem participa da 6ª Conferência Latino-americana da Riadis que se reúne em Havana pela primeira vez, sublinhou o significado de realizar este encontro na nação cubana, «exemplo de luta pela unidade, as causas justas e a igualdade de todas as pessoas sem nenhum tipo de discriminação».

Fazer este evento tão importante na Ilha é seguir o legado dos líderes Fidel Castro, Augusto César Sandino, Hugo Chávez, e daqueles que lutam para que homens e mulheres no mundo tenham uma vida em igualdade, expressou.

Darce, também representante da Federação Nacional de Mulheres com Deficiências na Nicarágua, referiu-se à exclusão deste grupo de pessoas, particularmente no âmbito trabalhista, onde por ocasiões são observadas com estigmas e preconceitos.

Além das limitações físicas ou mentais, também há obstáculos externos e esses devemos erradicá-los; daí a transcendência deste encontro para somar vozes, trocar boas práticas e potencializar a adoção de políticas públicas inclusivas na região.

Com sede no Palácio das Convenções de Havana, na sexta-feira, 17 de março, conclui a 6ª Conferência da Riadis, que reúne 200 delegados de 16 países.

A América Latina inclusiva em unidade, desenvolvimento, paz e esperança é o lema do evento, cujo programa inclui temáticas como a linguagem de sinais e um olhar à Agenda 2030 da ONU a partir da perspectiva das pessoas com deficiências. (ACN)