ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Julio Martínez Molina

CIENFUEGOS.– O diretor-geral adjunto para a Cooperação Técnica, da Agência Internacional da Energia Atômica (OIEA), Dazhu Yang, inaugurou nesta cidade o Observatório Regional do Caribe para o Estudo da Acidificação do Oceano, inserido no Projeto RLA/7/020, financiado pelo referido organismo.

Nas palavras de abertura da instalação, Yang disse que era «um acontecimento importante». E lembrou que a OIEA «é um dos membros da família das Nações Unidas, fundado em 1957, a qual trabalha com os estados membros — como Cuba — para promover a utilização pacífica da energia atômica e o emprego desta para o desenvolvimento e a área da proteção ambiental: uma das mais importantes quanto à cooperação».

«O Governo cubano atribui muita importância à área da proteção do meio ambiente e eu sei que há muitos cientistas competentes trabalhando na esfera, que contam com seus próprios projetos nacionais e nosso organismo — através de sua cooperação técnica — têm-lhes dado apoio neste compromisso e estou muito contente de saber que o dito respaldo tem sido útil e contribuiu para os seus esforços», sublinhou o diretivo.

Alain Muñoz Caravaca, representante do Centro de Estudos Ambientais de Cienfuegos — entidade que durante 15 anos manteve a cooperação com a agência e que está ligada ao observatório situado no Centro Internacional de Mergulho de Faro Luna — afirmou pela parte cubana que a nova instituição «é expressão da sólida cooperação da agência com Cuba».

Asseverou que essa instituição científica representa «uma nova fortaleza e o desafio assenta em gerar novos produtos do conhecimento a partir da informação captada por sua tecnologia, garantir sua exploração plena e contribuir dessa forma para interpretar cada vez melhor os sinais e propor medidas de adaptação ou mitigação mais apropriadas às condições locais e nacionais».

A acidificação é o progressivo incremento da acidez do oceano, de impacto muito negativo na fauna e na flora marinhas. A taxa atual, de acordo com a Agência Internacional da Energia Atômica, poderia não ter precedentes na história terrestre.