ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Alberto Borrego

DIFERENTES definições de cooperação para o desenvolvimento estão disponíveis na literatura existente e nenhuma é válida para todo tempo e lugar. Portanto, é comum que cada país focalize sua definição aos interesses em suas relações internacionais, no âmbito bilateral e multilateral com atores tanto públicos quanto privados.

No caso cubano, a cooperação internacional é um componente essencial da política exterior da Revolução e tem como fundamento os valores de solidariedade e humanismo que nossa sociedade defende. A mesma é realizada sem condicionamentos, com respeito irrestrito à soberania, leis nacionais, cultura, religião e autodeterminação dos Estados e se rechaça sua utilização como instrumento político de ingerência em seus assuntos internos.

A cooperação também é um espaço para a troca de conhecimentos e o benefício mútuo das nações em termos econômicos, de modo que, dada a sua relevância tanto neste aspecto quanto no político, depois da aprovação das Diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e a Revolução no 6º Congresso do Partido, ficou espelhado este item e os princípios a seguir para continuar fomentando-a nos próximos anos.

Cuba já ofereceu cooperação a 186 países, ao longo de mais de 50 anos, através de ações no exterior e no ter-ritório nacional. Tem resultado transcendente a cooperação oferecida nos setores da saúde, a educação e o esporte. Reconhecem-se como as primeiras ações, as realizadas pelas brigadas médicas que ajudaram os povos chileno e argelino, a princípios dos anos 60.

Os resultados obtidos em esforços de alfabetização matizam a cooperação no setor da Educação. A alfabetização na Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Moçambique e Angola, com a decisiva participação de profissionais cubanos, é prova da cooperação oferecida neste setor.

Igualmente resultou significativa a participação dos profissionais do esporte, para a elevação do nível competitivo em mais de 100 nações, no âmbito do esporte mundial.

No setor da saúde tem se manifestado a cooperação mais significativa, por seu caráter humanitário e sustentado na formação em massa de recursos humanos realizada pela Revolução.

A partir de 1998 incrementaram-se as ações mediante o Programa Integral de Saúde oferecido a países centro-americanos afetados pelo furacão Mitch, ações estas que se têm estendido a países da América Latina, o Caribe, África e Ásia.

Neste esforço, resulta necessário destacar a atuação da Brigada Médica Henry Reeve que assistiu países afetados por desastres naturais ou emergências sanitárias, destacando, em 2015, a presença na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa, países afetados pela epidemia do vírus do Ébola, ação que contribuiu para liberar estas nações da África Ocidental desta mortal doença.

Do ponto de vista econômico, no ano 2014, os serviços de saúde no exterior tinham conseguido ganhos de oito bilhões de CUCs (pesos conversíveis) ao ano e constituíam pouco mais de 60% do total da venda de serviços.

Outra mostra de colaboração é a desenvolvida na formação de profissionais para os países em vias de desenvolvimento e no particular, para os países africanos, da América Latina e do Caribe.