ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

DO irmão povo de Porto Rico chega a Cuba uma sincera amizade. Exemplo desses laços fraternos encontramos no Comitê de Solidariedade de Porto Rico com a Ilha Maior das Antilhas, que convocado a cada ano a brigada de trabalho voluntário Juan Rius Rivera para aproximar as pessoas de ambos os países.

O Granma Internacional contatou por e-mail vários membros do Comitê de Solidariedade poro-riquenho. Um de seus dirigentes, Fernando Quiles Franco, relata que seu vínculo à organização surgiu depois de ter participado, no ano 2003, do 5º Encontro Internacional de Economistas sobre Globalização e Problemas do Desenvolvimento, que convoca anualmente a Associação de Economistas e Contadores de Cuba, representando a Universidade Interamericana de Porto Rico.

No ano seguinte conheceu sobre o programa da Brigada e se incorporou imediatamente, porque dava a possibilidade de visitar o território cubano por três semanas. A partir daí viajou nove vezes à Ilha, delas seis como membro da Juan Rius Rivera.

Quiles Franco lembra gratamente como nasceu seu amor por Yolanda Vázquez, pois se conheceram nas atividades da brigada, em 2004 e, desde então, viajaram quatro vezes, como casal e como brigadistas. Eles assumem com muita responsabilidade a tarefa de captar pessoas para somar membros a suas ações de solidariedade.

Quando lhe perguntamos os motivos pessoais que o levaram à brigada, responde: «Milito na organização porque entendo que nós, os porto-riquenhos somos herdeiros de um compromisso centenário por nossos patriotas Ramón Emeterio Betances, Juan Rius Rivera, Pachín Marín, Lola Rodríguez de Tió; tal como fez o independentista cubano José Martí desde a fundação mesma do Partido Revolucionário Cubano e que depois o assumiu o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz. Esses exemplos encorajam para dar nosso apoio ao povo de Cuba e à soberania de ambos os países».

O critério da arquiteta Estelí Capote Maldonao, residente na cidade de San Juan, também reafirma seu compromisso: «Acredito na Revolução Cubana e no exemplo que representa para o futuro de Porto Rico e para o mundo. Cuba estabeleceu um novo paradigma de governo, que professa amor e ajuda entre nações». Sua família incutiu nela o apego à Ilha Maior do Caribe, enquanto seus pais militavam no Partido Socialista Porto-riquenho. Seu pai nasceu em Cuba e para ela «a sociedade cubana representa lealdade, fraternidade e solidariedade».

Uma vez adentrada na conversação relata: «Designaram-me como tarefa, para minha honra, a leitura do juramento durante a atividade antisetorial, que se realizou em Porto Rico para honrar Fidel Castro Ruz por sua morte. Pratiquei-o muitas vezes, queria que minha voz se escutasse doce, forte e determinadas, como a de Fidel. Em um momento acreditei que não ia dar certo, que não poderia fazê-lo; mas chegado o momento e diante daquele público, nosso juramento de fazer justiça em qualquer circunstância me deu a coragem que necessitava».

Esta jovem mãe, profissional e militante do Comitê de Solidariedade porto-riquenha junto ao dirigente da Frente Socialista, José Escoda, projetaram toda a propaganda que acompanhou o tributo ao máximo líder cubano, em 2 de dezembro de 2016, em seu país; e confeccionaram a revista Puerto Rico, uma honra a Fidel.

Igual projetaram a camiseta Aniversario 25o de la Brigada Juan Rius Rivera e outra representativa de uma delegação que viaja a Cuba neste mês; para comemorar a vitória atingida perante a invasão mercenária pela Baía dos Porcos, em 1961.

A bibliotecária Silvia María Alberti Cayro também está vinculada à organização de solidariedade, há 15 anos, e avaliá-a como uma espaço de reflexão. Esta ciente que esta é a forma correta de enfrentar a complexa situação econômica e política que vive o mundo, principalmente no continente e para manter a unidade do pensamento político de pessoas que desejam um mundo melhor.

Ela assegura que os porto-riquenhos reconhecem e admiram os avanços da Revolução Cubana. Não se deixam enganar pelas campanhas anticubanas, que refletem uma mentalidade decadente. Respalda as medidas adotadas pelo governo cubano para assegurar o bem-estar da população e denuncia que o principal obstáculo para o desenvolvimento do país é o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba.

Ainda lembra a emoção que experimentou no Parque Central de Havana, em frente da estátua de José Martí, quando a companheira de grupo Dominga Flores Anaya agradeceu à brigada Juan Rius Rivera por suas contribuições à solidariedade. Aí compreendeu o sentido desta frase de um cubano: «Em Cuba pode faltar tudo, menos o amor a Porto Rico». Estas palavras lhe reafirmaram a sentença de que «Cuba e Porto Rico são, de um pássaro, as duas asas».

Por seu lado, Maribel Morales Robles, residente na região porto-riquenha de Aguas Buenas, integra desde o ano 2014, o Comitê de Solidariedade com Cuba e hoje faz parte da direção da brigada Juan Rius Rivera. Ela está ciente de que a solidariedade se reafirma com a atividade contínua, no apoio às lutas da classe operária, dos estudantes, das mulheres e dos mais necessitados.

Sua mensagem está cheia de admiração à Ilha: «Cuba demonstrou que não há gigante invencível. A Revolução e o socialismo são o caminho para poder conseguir a igualdade. O povo cubano se levantou perante esse cruel e injusto bloqueio e oferece solidariedade a diversos países, levando saúde, educação e esportes; esse é o verdadeiro exemplo.

Em seu encontro com as crianças da escola Pedro Albizu Campos, na província cubana de Matanzas; na conversação com os médicos que combateram a letal epidemia do Ébola na África Ocidental; na comemoração de 26 de julho de 2015, Dia da Rebeldia Nacional, no Quartel Moncada de Santiago de Cuba; e na Chefia de La Plata na Serra Maestra em 2016, aprendeu de onde surgem os princípios que fortalecem a nação cubana.

«Quero agradecer aos cubanos por serem solidários com meu povo. Obrigada por tudo o que fazem a favor da independência de nossa pátria e pelo apoio aos presos políticos porto-riquenhos em cárceres norte-americanos, como foram os casos de Rafael Cancel Miranda, Irving Flores, Lolita Lebrón e Oscar López Rivera».

María Ramos Muriel reafirma o sentimento de sua colega. Avalia Cuba como um grande exemplo de solidariedade com os povos do mundo e com os porto-riquenhos: «Não tem como descrever o carinho e admiração que sentimos quando vamos a Cuba ou quando irmãos cubanos vêm à nossa Ilha. Estamos unidos nas lutas pela soberania e admiramos os cubanos por sua força, sua dignidade e o orgulho de país».

Continua: «Apaixonei-me profundamente de Cuba em minha primeira viagem, em 2011, em uma troca cultural prévia a minha entrada a esta organização solidária. Fiquei empolgada como a alegria das crianças, a energia que se respira nas ruas havanesas, o carinho das pessoas ao saber que éramos porto-rique-nhos, o escutar e conhecer pessoalmente a popular orquestra de Los Van Van no Beira-mar havanês, em fim, Cuba es Porto Rico, e Porto Rico é Cuba».