ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O Comandante-em-Chefe Fidel Castro na sessão de encerramento do 7º Congresso do Partido, junto ao general-de-exército Raul Castro, Jose Ramon Machado Ventura e Miguel Diaz-Canel Bermudez. Photo: Estudio Revolución

HÁ exatamente um ano, o invicto Comandante em Chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, falando durante o 7º Congresso do Partido, e como uma sorte de testamento e convocatória política, dizia que «... caso se trabalhe com fervor e dignidade, podem ser produzidos os bens culturais e materiais que os seres humanos precisam e devemos lutar incansavelmente para obtê-los».

E imediatamente depois Fidel expressou aos povos do planeta, tal como José Martí, em 18 maio de 1895, que falou da importância da independência de Cuba: «Aos nossos irmãos da América Latina e do mundo devemos transmitir que o povo cubano vai vencer».

Hoje, também, completam-se 56 anos de que essa frase vitoriosa cristalizasse na areia de Playa Girón, contra a agressão imperialista e em defesa da Revolução Socialista, com Fidel no comando da guerra, no teatro de operações.

Nesta data, um ano atrás, o general-de-exército Raúl Castro Ruz encer-rava o 7º Congresso do Partido. «Eu considero que vale a pena lembrar que o processo de atualização do modelo econômico, que começou a partir do 6º Congresso, não é uma tarefa que possa abranger um ou dois quinquênios. O curso já está traçado». Raúl lembrava, então, que os próximos cinco anos seriam decisivos para garantir a «transição gradual e ordenada das principais responsabilidades do país às novas gerações, processo particularmente importante que nós esperamos executar e concluir com a celebração do 8º Congresso, em 2021».

Desses cinco anos, estes primeiros 12 meses mostram os motivos nos quais alicerça a defesa do nosso socialismo.

Em 2015, as restrições financeiras, por causa do declínio dos preços dos itens importantes de exportação e os efeitos sobre as relações de cooperação com outros países pressagiavam, como foi mesmo, uma situação complexa para a economia. Em julho do ano passado, Raúl informava acerca do agravamento no fornecimento de combustível e a intensificação das tensões financeiras, o que levou à queda do Produto Interno Bruto até 0,9%.

No entanto, os cubanos, sob a liderança de seu Partido e sob o amparo do seu socialismo, continuamos desfrutando de serviços gratuitos — educação e serviços sociais e de saúde para toda a população — não houve um retorno aos apagões de início dos anos noventa e continuou o processo de atualização do modelo. Tudo isso com o mesmo bloqueio econômico, comercial e financeiro, cruel e anárquico, dos Estados Unidos, que não diminuiu nem um pouco e ainda incapazes de fazer transações internacionais em dólares norte-americanos, o que impede levar adiante muitos negócios importantes e com perspectivas.

Como se as provas não fossem suficientes, no ano 2016 e após o 7º Congresso, um furacão poderoso e destrutivo, chamado Mathew, açoitou a parte oriental do país, em 4 e 5 de outubro, para arrasar aquele pedaço de geografia nacional e causar danos extensos. Mas esse socialismo, irreversível na Constituição e aprovado em cada palavra e documento do 7º Congresso, foi capaz de que não lamentássemos a perda de nenhuma vida humana, mas também o Estado socialista — é bom repetir isso, porque ele só pode fazer isso — decidiu financiar 50% do preço dos materiais de construção para as pessoas cuja casas apresentavam destruição total ou parcial; concedeu a possibilidade de empréstimos com taxas de juros menores e com prazos mais longos e assumiu o pagamento dos juros em caso do colapso total das casas e dos telhados.

Ainda com os ecos do 7º Congresso, em 22 de abril, e 3, 17 e 24 de maio de 2016, foram anunciadas algumas medidas para aumentar gradualmente o poder de compra do peso cubano; em seguida, a atualização das licenças para 17 modalidades do trabalho autônomo ou independente, que anteriormente pagavam tributos sob o regime geral e agora passaram a um simplificado; pouco antes da reunião do Partido, foi conhecida a Resolução 6, para ajustar o pagamento ao resultado do trabalho; foi aplicada, também, a medida de venda de gás industrial a trabalhadores independentes dedicados a lanternaria, serralharia e corte, diretamente nas unidades territoriais da Empresa de Gás Industrial.

Como é sabido, segundo orienta-ções do 7º Congresso, os documentos históricos apresentados e examinados nesse encontro: a Conceituação do Modelo Econômico e Social e os fundamentos do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social até 2030, foram submetidos a um debate democrático profundo com as organizações do Partido e da Juventude, representantes de organizações de massas e amplas seções da sociedade.

Acerca deles, em 26 de julho, ao proferir o discurso final, no ato pelo Dia da Rebelião Nacional, em 26 de julho, o segundo secretário, Jose Ramon Machado Ventura, informou aos cubanos que até meados de junho tinham participado do debate 704.643 compatriotas, com 359.648 intervenções, incluindo 95.482 propostas específicas, quase sem exceção, para enriquecer e tornar mais precisos desses documentos.

Embora as expectativas acelerem os desejos de conhecer os resultados, o processo vai em curso, segundo o previsto pelo conclave do Partido. Não devemos esquecer que na terça-feira, 27 dezembro de 2016, no encerramento da 8ª Sessão Ordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular, na 8ª legislatura, no Palácio das Convenções, o companheiro Raul disse: «Esperamos que no decurso de primeiro semestre do próximo ano (2017), o plenário do Comitê Central aprove esses dois documentos programáticos».

Ou seja, a marcha continua, o 7º Congresso ainda não acabou.