ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Uma cordial saudação entre José Luis Centella, secretário-geral do Partido Comunista da Espanha (PCE) e José Ramón Balaguer, chefe do Departamento das Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, ao receber a Medalha da Amizade. Photo: Omara García (AIN)

«A solidariedade é a arma mais importante que têm os povos para se defender», afirmou o secretário-geral do Partido Comunista da Espanha (PCE), José Luis Centella, ao receber em Havana a Medalha da Amizade, outorgada pelo Conselho de Estado cubano por seu permanente respaldo à Revolução.

Ao agradecer a distinção, entregue no Instituto Cubano de Amizade com os Povos, pelo chefe do Departamento das Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, José Ramón Balaguer, o dirigente comunista espanhol manifestou: «Esta condecoração tem que servir-nos para valorizar o trabalho a realizar a partir de agora. Este é um momento no qual o imperialismo mostra sua cara mais criminosa e cruel. Está levando a morte e a destruição a todos os lugares do planeta».

Em declarações exclusivas para o Granma Internacional, o consagrado militante comunista disse que se sentia parte da Revolução cubana, à qual qualificou como patrimônio da humanidade, «pois é um exemplo de dignidade para os demais países do mundo».

Reconheceu que o PCE manifestou de diversas maneiras seu apoio à construção do socialismo na Ilha maior das Antilhas, principalmente divulgando a verdade dentro da Espanha e pela Europa toda e enfrentando as campanhas de mentiras da mídia, que ocultam as conquistas sociais e exaltam as dificuldades da Ilha.

«Cuba tem um significado humano, é um povo hospitaleiro e acolhedor, que ensina como viver defendendo seus princípios mais sagrados», indicou José Luis Centella, quem ocupou lugares no Parlamento da Península Ibérica durante varias legislaturas e a partir dessa posição apresentou moções solicitando o rechaço ao genocida bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos contra Cuba e advogando pelo respeito à sua soberania.

Para este incansável defensor do processo revolucionário, a solidariedade é uma qualidade especial dos revolucionários e convocou a unir forças para a defesa da Revolução Bolivariana da Venezuela diante das agressões imperiais que tentam derrotar uma alternativa afastada do capitalismo.

A esse respeito indicou: «Hoje está em jogo a dignidade dos venezuelanos, o futuro de um povo, que finalmente, com o governo de Hugo Chávez e o de Nicolás Maduro foi capaz de desfrutar de seus próprios recursos. Neste momento, através de uns mecanismos inteiramente subversivos, tentam se apoderar das riquezas da Venezuela. O império necessita colonizar para viver e luta por dar cabo de uma América Latina livre. Eles sabem que se conseguem derrotar o processo bolivariano será mais fácil esmagar outros projetos de emancipação. A batalha da Venezuela é a bata-lha da humanidade toda».

Advertiu acerca do apoio à Venezuela. «Cabe-nos denunciar a campanha da mídia contra a Venezuela. Na Espanha mente-se, difama-se, é manipulada a informação para tentar convencer as pessoas de que ali há um alarme social. Tudo ao contrário, a Pátria de Bolívar é atacada lançando mão de grupos terroristas. Ali está ocorrendo uma tentativa de golpe de Estado que devemos divulgar», expressou o líder comunista espanhol.

Na trajetória política de José Luis Centella destacam várias responsabilidades em nível do país; primeiramente nos escalões provincial, regional e federal da organização Esquerda Unida e depois como deputado na 5ª, 6ª e 7ª Legislatura. No ano 2000 foi eleito secretário-geral do Partido Comunista da Andaluzia e em novembro de 2009, no 18º Congresso do PCE, foi eleito secretário-geral, cargo que ocupa até hoje.

Seu trabalho solidário tornou-se evidente, particularmente, nos momentos mais difíceis das relações de Cuba com a Espanha, durante o governo de José María Aznar (1996-2004), bem como nos complicados vínculos com a União Europeia, após a aprovação da Posição Comum contra a Revolução.

Quanto a como será seu desempenho futuro, José Luis Centella respondeu sem vacilação: «As próximas batalhas serão traba-lhar a favor da unidade da América Latina, da União Europeia e conseguir a paz mundial. As forças da esquerda devem unir-se frente ao imperialismo, temos pela frente lutas muito difíceis e complexas».