ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estudio Revolución

(Tradução da versão estenográfica - Conselho de Estado)

Muito obrigado.

Um grande abraço para a delegação cubana, para seu presidente, comandante Raúl Castro Ruz; um abraço para a delegação equatoriana, ao povo de Cuba, ao povo equatoriano, aos irmãos da grande nação.

É a minha última visita como presidente da República do Equador à nossa amada Cuba, esta terra irmã, esta bela terra, esta terra amiga. Têm sido dez anos muito intensos, muito felizes e a melhor maneira de acabar esses dez anos é visitar nossa querida Cuba.

Muito obrigado ao povo cubano pela maneira como nos trataram. Ontem estivemos na cidade de Santiago de Cuba, para visitar o túmulo do Apóstolo José Martí, visitar o túmulo de Fidel, para deixar-lhe essa rosa branca que se deixa ao amigo sincero que sempre estendeu sua mão franca.

Nós visitamos o Quartel Moncada, e um desses privilégios que nos dá vida, foi ter como guia um dos protagonistas desse ato heróico, o comandante Ramiro Valdés. Minhas saudações, meu respeito, meu amor a todos os heróis da Revolução.

Se eu pude fazer alguma coisa nestes dez anos — fazendo uma analogia com o que sempre escreveu Newton — que disse: se eu vi ao longe foi porque eu me apoiei sobre os ombros de gigantes, se alguma coisa consegui fazer é que eu me apoiei sobre os ombros de gigantes; gigantes como Bolívar, gigantes como Eloy Alfaro, como seu amigo José Martí, gigantes como Che Guevara; gigantes aos quais tive a chance de conhecer, de ser seu amigo, de ouvir seus conselhos, como Néstor Kirchner, como Hugo Chávez, como Fidel.

Hoje, levo a medalha da Ordem José Martí no peito e sempre levei José Martí no coração. Toda a minha vida eu fui martiano, eu acho que foi um homem extraordinário à frente de seu tempo, primeiro na reflexão, primeiro na ação, um latino-americano que faz parte não só da história regional, mas da história do mundo.

Eu recebo esta condecoração, meu querido Raul, porque eu sei que não é para este companheiro, apenas cumprimos, ao todo, com o nosso dever; é para o povo equatoriano, para selar esta fraternidade indissolúvel entre Cuba e o Equador, para continuar construindo juntos a Pátria grande.

Como disse nosso velho lutador, general Eloy Alfaro Delgado, eu não sou nada, nada valho, não pretendo nada, nada procuro para mim, tudo para vocês, povo, que se tornou digno de ser livre.

Obrigado, Cuba.

Até a vitória sempre, companheiros!

(Aplausos).