ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
No 14o Encontro Nacional de Solidariedade com Cuba, realizado na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua, denunciou-se a política hostil dos EUA contra a Ilha Maior das Antilhas, apesar do restabelecimento dos laços diplomáticos entre Washington e Havana. Foto: Embaixada de Cuba na Nicarágua

GRUPOS de amizade com Cuba reclamaram, em 27 de maio, na Nicarágua o fim do bloqueio e a ocupação da base naval de Guantánamo, impostos à Ilha caribenha pelo governo dos Estados Unidos durante mais de meio século.

Durante o 14º Encontro Nacional de Solidariedade com Cuba, realizado na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (UNAN-Manágua), os participantes assinalaram que apesar do restabelecimento das relações diplomáticas entre Havana e Washington, o bloqueio continua intacto, disse a informação da agência Prensa Latina.

Nesse sentido, denunciaram que ainda hoje, depois de mais de meio século, a nação do Norte persiste em suas tentativas de promover e impor mudanças na ordem econômico, política e social da nação caribenha, através de programas ingerencistas.

Ao apelo para pôr fim a essa política rechaçada pela comunidade internacional se somou o da devolução do território da base naval de Guantánamo, bem como o 'não' à proliferação dos enclaves militares na América Latina.

No evento marcou presença o vice-presidente primeiro do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), Elio Gámez; bem como membros da missão estatal cubana nessa nação.

O embaixador de Cuba na Nicarágua, Juan Carlos Hernández, em suas palavras de abertura, enfatizou que o encontro se desenvolveu no âmbito de uma data especial que selou a irmandade ente nações irmanadas pela história, o 122º aniversário do natalício de Augusto C. Sandino e o 122º aniversário da morte do Herói Nacional de Cuba, José Martí.

Destacou que a Nicarágua está chamada a ser capital da solidariedade e da esquerda na América Latina quando no próximo 19 de julho, no âmbito do aniversário da Revolução Sandinista, tenha sessões o Foro de São Paulo no país.

Ao intervir durante o encerramento do evento, Gámez reiterou que jamais vamos trair a confiança que depositaram os amigos de Cuba em nossa Revolução.

Também ratificou que seu país jamais instaurará o capitalismo nem negociará nenhum dos princípios da Revolução.

«Tudo o que estamos fazendo internamente para atualizar nosso modelo de desenvolvimento, que fez parte de uma consulta popular a todas os setores, persegue um só objetivo, fortalecer a construção de nosso socialismo», enfatizou.

Os delegados do encontro ressaltaram que não existe justificativa para manter essa base, que foi ofensiva desde seu surgimento, ao estar amparada pela Emenda Platt, além de se converter em um cárcere onde se implementou a tortura e seviolam os direitos humanos.

Por tal motivo, os grupos de amizade alentaram a multiplicar a campanha a favor deste pronunciamento, através das redes sociais e em outros foros internacionais.

Também se prestou homenagem ao legado do Comandante-em-chefe, Fidel Castro, que se levanta como guia certeiro das lutas independentistas e antiimperialistas em nosso continente, ameaçado pela ação da direita.

O evento congregou movimentos solidários da Nicarágua, Costa Rica e Honduras, que ressaltaram também o legado anti-imperialista do líder revolucionário Fidel Castro.

Igualmente, reiteraram o acompanhamento e a solidariedade incondicional ao povo e o governo cubanos, que depois de mais de cinco décadas de resistência continuam reafirmando sua Revolução Socialista e seus valores humanistas.

A atividade, além de reunir e propiciar o debate entre grupos de amizade de diferentes países, residentes cubanos na Nicarágua e representantes do governo sandinista, ofereceu um espaço de lembrança a duas figuras de topo da América Latina: José Martí e Augusto C. Sandino.

No fim da atividade, anunciou-se que os grupos solidários com Cuba se reunirão na Nicarágua em julho de 2018, durante o 9º Encontro Continental de Solidariedade com a Ilha Maior das Antilhas.