ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Juvenal Balán

COM o respaldo dos deputados à Conceituação do Modelo Econômico e Social cubano de Desenvolvimento Socialista e a atualização das Diretrizes para o período 2016-2021; bem como a aprovação de uma declaração de apoio ao povo e ao governo da Venezuela, concluiu em 1º de junho a segunda sessão extraordinária da 8ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular.

O primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, presidiu essa jornada de traba-lho da Assembleia toda reunida, que tinha sido antecedida, no dia anterior, pelo exame dos documentos em quatro comissões.

Após a leitura do relatório do acontecido em 31 de maio, no Palácio das Convenções de Havana, feita por Arelis Santana Bello, presidenta da Comissão de Atendimento à Juventude, a Infância e Igualdade de Direitos da Mulher e do ditame, na voz de José Luis Toledo Santander, presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais e Jurídicos, os deputados destacaram, em suas intervenções, a importância estratégica dos documentos reitores do desenvolvimento do país, daqui em diante.

José Ramón Fernández, assessor do presidente do Conselho de Estado e de Ministros, lembrou durante a segunda sessão extraordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular, em sua sétima legislatura, que fomos conclamados para construir uma nação soberana, próspera e independente, e que, seguindo o legado de Fidel, devemos emancipar-nos nós mesmos e com nossos próprios esforços, além de lutar com audácia e realismo. Para viajar por esse caminho, é preciso convencer, persuadir, ensinar e orientar as pessoas, sabendo o quão difícil é mudar a mente das pessoas.

«Eu li o documento com as alterações e as mudanças e acho que é a orientação certa, e precisamos que todos nós tenhamos consciência, ao longo do caminho, de quão desafiador é o processo de mudanças e atualização, para que com muita habilidade e firmemente possamos avançar rumo a uma pátria livre e soberana e com as características que nos indicam os documentos que regulamentam. As disposi-ções são claras e é preciso transmitir isso às pessoas, chegar ao coração de todos os cubanos», disse Fernández.

Por sua parte, Mirtha Millán Nieves, deputada do município especial Isla de la Juventud, disse que em 1º de junho, quando se celebra o Dia internacional da Infância, não há melhor presente para as crianças cubanas e do mundo que ter aprovado esses documentos.

«Em cada uma das linhas destes textos eis a vocação humanista que tem caracterizado o país desde 1959. Devemos dizer aos nossos filhos que estamos garantindo seus so-nhos, tecendo seu futuro e que a melhor maneira de fazer isso é a aprovação desses documentos», disse.

O deputado José Cabrera, de Minas de Matahambre, em Pinar del Rio, disse que os parlamentares participaram de um ato soberano, democrático, onde foram analisados os documentos e foi observado o progresso no aspecto teórico da construção do socialismo.

«A liderança da Revolução nos deu uma lição», ele. E acrescentou que é importante que nos possamos rever em cada ação individual e coletiva. Aumentou a formação dos líderes e dirigentes, o que é positivo, mas ainda não é suficiente.

Ele também propôs que seja examinada a estratégia de comunicação, para esteja organizada e seja distribuída, segundo as características de cada ramo da economia.

O deputado Rolando González Patricio, por sua vez, disse que é contraditório que, no mundo contemporâneo, onde as forças de direita estão avançando, sejamos apresentados, mesmo por amigos, como uma Ilha parada no tempo.

«Que coincidência que nós sejamos apresentados como um dinossauro, quando o que está acontecendo no mundo é o distanciamento das melhores causas!», perguntou.

Cuba está projetando um futuro, tem uma esperança e a está construindo. Apesar de todos os obstáculos Cuba não é uma Ilha parada no tempo... é uma nação que olha e quer assegurar seu futuro.

Luis Torres Iribar, primeiro secretário do Partido na província de Holguin, disse que não tem outra referência de documento algum que estivesse ao alcance do povo, das massas, dos estudantes, dos deputados. Nós somos capazes de apoiar este documento. Há um povo que espera por nós, por seus líderes, não só do país, mas também no âmbito provincial e municipal.

Armando Castro Alegria, presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, observou que o tempo necessário para validar e consolidar os documentos reitores do Partido foi o necessário, uma vez que nos permitiu amadurecer as ideias e visualizar estes textos como a plataforma programática para construir a nação que nós queremos.

Além disso, o deputado Santiago Lajes, vice-reitor da Universidade de Camagüey, disse que nós viemos até aqui depois de um exercício formidável de democracia, refletido na ampla consulta pública e o debate. No entanto, alertou, ainda nos resta um longo caminho a percorrer, a fim de implementar o que foi aprovado nesta sessão, que eu acho é a tarefa mais difícil.

Além disso, ele observou que ao aprovar estes documentos estamos dizendo ao mundo que em Cuba há socialismo e que sempre haverá.

Ao usar da palavra, Sucely Morfa, secretária-geral da União dos Jovens Comunistas de Cuba e membro do Conselho de Estado, disse que jovens cubanos são herdeiros da Revolução e suas conquistas. «A juventude cubana tem o compromisso de continuar construindo com nosso intelecto, esforço e valores esta pátria livre e soberana, pela qual deram a vida e lutaram milhares de jovens, na história nacional.

Por sua parte, o ministro do Ensino Superior, José Ramón Saborido disse que, ao participar da discussão dos documentos, em 31 de maio, podia ver-se que este processo de discussão e troca aborda um dos pontos fortes de nossa Revolução: um sistema de educação que prepara o homem e lhe dá a chance de se desenvolver.