ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

AS contribuições extraordinárias do internacionalismo médico de Cuba devem sua origem ao legado do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, máximo impulsionador da solidariedade com os povos do mundo e edificador deste princípio como base fundamental da política externa da Revolução a partir de seu surgimento.

Mencionar as façanhas dos médicos cubanos no Haiti, Paquistão, África, América Latina e outros lugares açoitados pelas epidemias, furacões, sismos de grande magnitude e outras catástrofes naturais, faz com que se pense em um propósito marcado por beneficiar os mais pobres do mundo, mudar os baixos índices nas estatísticas da saúde e contribuir para a melhora dos serviços médicos precários.

Apesar do êxodo em massa de profissionais a partir de 1º de janeiro de 1959, incitado pelas políticas agressivas do governo dos Estados Unidos, para destruir o novo processo social, Cuba ficou com 50% dos 6.286 médicos com que contava, um dos primeiros gestos solidários consistiu em enviar um grupo de médicos ao Chile, afetado por um terremoto intenso.

A colaboração neste importante setor social teve seus inícios oficialmente em 23 de maio de 1963, quando o governo cubano enviou a primeira brigada para a Argélia, integrada por 55 trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde, que ofereceram seus serviços durante um ano. Posteriormente, continuaram as ajudas aos países africanos, especialmente Angola, Etiópia e outros que conseguiram sua independência nacional como a Nicarágua.

Em 1990, o governo da então União Soviética pediu apoio internacional para os afetados pelo acidente nuclear de Chernobil, ocorrido em 26 de abril de 1986 e considerado o mais grave da história. Em 29 de março do mesmo ano, Fidel recebeu nas escadas do avião as primeiras 139 crianças procedentes da Rússia, Bielorrússia e territórios da Ucrânia, portadores de diferentes doenças onco-hematológicas.

A maioria desses pacientes viajou acompanhado de seus familiares e recebeu tratamento por 45 dias. Alguns chegaram para ficar mais um ano no balneário de Tarará, localizada a 20 quilômetros de Havana, porque sofriam de câncer de tiroides, leucemia, atrofia muscular, transtornos psicológicos e alopecia. Dados divulgados recentemente pela rede científica Scielo, confirmaram que mais de 26 mil dessas crianças e adolescentes foram atendidos gratuitamente em Cuba até 2011.

Em 3 de novembro de 1998, após a passagem dos furacões George e Mitch por Honduras e Guatemala, foram enviadas Brigadas Emergentes aos países afetados e surgiu o Programa Integral de Saúde (PIS) por ideia do Comandante-em-chefe. Trata-se de uma modalidade de cooperação médica para solucionar a maior quantidade de problemas sanitários.

Com a presença de especialistas cubanos em Medicina Geral Integral nas áreas mais pobres e desprotegidas destas nações onde são escassos os profissionais locais, foram instalados consultórios para oferecer serviços, acompanhados de ações de promoção de saúde e de prevenção de doenças, com importante participação comunitária e formação de recursos humanos.

O próprio Fidel, em 1998, disse sobre isso: «Um programa integral de saúde não pode ser avaliado pelo número de vidas salvas, mas pelos milhões de pessoas que sentem, em primeiro lugar, segurança, que é o primeiro na saúde». A partir desse momento, esta modalidade de cooperação se aperfeiçoou e foi espalhada por todos os continentes.

Ao mesmo tempo foi criada a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), em 15 de novembro de 1999, oferecendo estudos gratuitos em Cuba a jovens da América do Sul, africanos e, inclusive, estadunidenses. Até agora a ELAM formou 28.500 médicos de 103 países. No decurso da Revolução se formaram nas faculdades médicas da Ilha Maior das Antilhas aproximadamente 33.973 estudantes de 129 nações em diferentes modalidades de convênios.

Em 2000, surgiram faculdades de Medicina patrocinadas por Cuba na Gâmbia e na Guiné Equatorial. Depois, em 2001, fundou-se a faculdade do Haiti. Nesse ano começou em Cuba o estudo psicogenético de pessoas com deficiências e, posteriormente, espalhou-se por cinco países-membros da Aliança Bolivariana para os Povos da América (ALBA).

Em 13 de abril de 2003, surgiu um novo tipo de colaboração na Venezuela com a aplicação do Programa Bairro Adentro, que inclui também a construção e patrocínio dos Centros de Diagnóstico Integral nas diferentes estados dessa nação para oferecer serviços de segundo nível e fazer com que funcione uma estrutura sanitária com cobertura e resolutividade para toda a população.      

Em 8 de julho de 2004, começou a Operação Milagre, iniciativa de Cuba e a Venezuela para o tratamento de venezuelanos impedidos de aprender a ler e escrever por doenças oftalmológicas. Tal operação adotou seu nome pela expressão popular de centenas de pacientes que ao recobrarem a visão exclamaram surpresos: Isto é um milagre!  

Em 21 de agosto de 2005, no povoado de Sandino, localizado na província ocidental de Pinar del Río, os presidentes Hugo Chávez e Fidel Castro assinaram um convênio, através do qual se planeja a cirurgia de seis mil latino-americanos que padecem de doenças nos olhos, em um período de 10 anos, correspondendo à Venezuela o número de três milhões. Posteriormente se espalhou por 35 países da América Latina com a abertura de centros oftalmológicos, liderados por profissionais cubanos, ampliando-se o serviço à África (Mali) e às Ilhas do Caribe, através da ALBA.

Após ser conhecida a tragédia causada pelo furacão Katrina em Nova Orleans, Cuba — representada por seu máximo líder Fidel Castro — teve a ideia de ajudar ao sofrido povo estadunidense e mais de 10 mil voluntários ofereceram seus serviços para auxiliar os danificados. Daí, surgiu o Contingente Internacional de Médicos Especializados em Situações de Desastres e Graves Epidemias Henry Reeve, em 19 de setembro de 2005.

Nessa data, o governo propôs enviar 1.586 médicos, 36 toneladas de medicamentos e meios elementares de diagnósticos para atender as vítimas. O presidente George W. Bush rejeitou o oferecimento, mas serviu para conformar 23 brigadas que estiveram presentes em situações de emergência em mais de 20 nações, incluído duas vezes no Haiti e no Chile.

No mês de novembro de 2006, depois de ocorrer o terremoto no Paquistão, 2.564 médicos cubanos trabalharam em áreas montanhosas com rigor de um forte inverno para curar mais de 1,8 milhões de pessoas. Nesse empenho foram montadas 34 tendas de serviço hospitalar equipadas com tecnologia avançada, as quais foram dadas às autoridades sanitárias do país após concluir os oito meses de missão. Outro sismo afetou a Ilha de Java, na Indonésia, em maio de 2006 e 135 profissionais caribenhos trabalharam em duas tendas de serviço hospitalar, socorrendo à população de forma urgente e gratuita.

Nos inícios de 2010, um terremoto de magnitude sete causou sérios danos humanos e materiais ao vizinho Haiti com uma média de 250 mil mortos e centenas de milhares de feridos. Ao acontecer esse fato trabalhavam 367 médicos cubanos desde 1998, número que atingiu 1.546 com o reforço proporcionado pelo contingente Henry Reeve, que teve a incorporação de jovens de 27 países formados na Escola Latino-Americana de Medicina de Havana.

A situação piorou devido ao açoite da epidemia da cólera que causou a morte de 6.600 pessoas e infestou outras 476 mil. Os médicos para salvar um maior número de povoadores, visitaram lares, explicaram as medidas sanitárias e , para isso, deslocaram-se a lugares de difícil acesso, incluídas as abruptas paragens, distantes dos centros urbanos.

Como em todos os lugares onde colaboram, os trabalhadores da saúde de Cuba não interferem na política local, mas coordenam sua atividade com os diferentes níveis de governo, organizações populares, de bairros e igrejas.

Este tipo de cooperação internacionalista contribui com capital humano altamente qualificado, com vocação humanista e de serviços, estimula a formação de recursos humanos e a transferência de modernas tecnologias. Desenvolve-se a partir da soma de potencialidades entre os países participantes, sem objetivos de lucro. Ao mesmo tempo, responde às necessidades manifestas pelas autoridades nacionais, as quais recebem a ajuda.

Os convênios se assinam rapidamente, sem grandes formulações e por sua natureza institucional, tentam beneficiar o maior número de população possível, residente nas áreas de difícil acesso e afastadas das principais cidades.

Entretanto, as mídias ignoram as histórias do internacionalismo médico cubano defendido por Fidel. Os beneficiados agradecem e reconhecem que esse sucesso ultrapassa totalmente os interesses geopolíticos e qualqur ideologia.

Nuria Barbosa León

• AS contribuições extraordinárias do internacionalismo médico de Cuba devem sua origem ao legado do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, máximo impulsionador da solidariedade com os povos do mundo e edificador deste princípio como base fundamental da política externa da Revolução a partir de seu surgimento.

Mencionar as façanhas dos médicos cubanos no Haiti, Paquistão, África, América Latina e outros lugares açoitados pelas epidemias, furacões, sismos de grande magnitude e outras catástrofes naturais, faz com que se pense em um propósito marcado por beneficiar os mais pobres do mundo, mudar os baixos índices nas estatísticas da saúde e contribuir para a melhora dos serviços médicos precários.

Apesar do êxodo em massa de profissionais a partir de 1º de janeiro de 1959, incitado pelas políticas agressivas do governo dos Estados Unidos, para destruir o novo processo social, Cuba ficou com 50% dos 6.286 médicos com que contava, um dos primeiros gestos solidários consistiu em enviar um grupo de médicos ao Chile, afetado por um terremoto intenso.

A colaboração neste importante setor social teve seus inícios oficialmente em 23 de maio de 1963, quando o governo cubano enviou a primeira brigada para a Argélia, integrada por 55 trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde, que ofereceram seus serviços durante um ano. Posteriormente, continuaram as ajudas aos países africanos, especialmente Angola, Etiópia e outros que conseguiram sua independência nacional como a Nicarágua.

Em 1990, o governo da então União Soviética pediu apoio internacional para os afetados pelo acidente nuclear de Chernobil, ocorrido em 26 de abril de 1986 e considerado o mais grave da história. Em 29 de março do mesmo ano, Fidel recebeu nas escadas do avião as primeiras 139 crianças procedentes da Rússia, Bielorrússia e territórios da Ucrânia, portadores de diferentes doenças onco-hematológicas.

A maioria desses pacientes viajou acompanhado de seus familiares e recebeu tratamento por 45 dias. Alguns chegaram para ficar mais um ano no balneário de Tarará, localizada a 20 quilômetros de Havana, porque sofriam de câncer de tiroides, leucemia, atrofia muscular, transtornos psicológicos e alopecia. Dados divulgados recentemente pela rede científica Scielo, confirmaram que mais de 26 mil dessas crianças e adolescentes foram atendidos gratuitamente em Cuba até 2011.

Em 3 de novembro de 1998, após a passagem dos furacões George e Mitch por Honduras e Guatemala, foram enviadas Brigadas Emergentes aos países afetados e surgiu o Programa Integral de Saúde (PIS) por ideia do Comandante-em-chefe. Trata-se de uma modalidade de cooperação médica para solucionar a maior quantidade de problemas sanitários.

Com a presença de especialistas cubanos em Medicina Geral Integral nas áreas mais pobres e desprotegidas destas nações onde são escassos os profissionais locais, foram instalados consultórios para oferecer serviços, acompanhados de ações de promoção de saúde e de prevenção de doenças, com importante participação comunitária e formação de recursos humanos.

O próprio Fidel, em 1998, disse sobre isso: «Um programa integral de saúde não pode ser avaliado pelo número de vidas salvas, mas pelos milhões de pessoas que sentem, em primeiro lugar, segurança, que é o primeiro na saúde». A partir desse momento, esta modalidade de cooperação se aperfeiçoou e foi espalhada por todos os continentes.

Ao mesmo tempo foi criada a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), em 15 de novembro de 1999, oferecendo estudos gratuitos em Cuba a jovens da América do Sul, africanos e, inclusive, estadunidenses. Até agora a ELAM formou 28.500 médicos de 103 países. No decurso da Revolução se formaram nas faculdades médicas da Ilha Maior das Antilhas aproximadamente 33.973 estudantes de 129 nações em diferentes modalidades de convênios.

Em 2000, surgiram faculdades de Medicina patrocinadas por Cuba na Gâmbia e na Guiné Equatorial. Depois, em 2001, fundou-se a faculdade do Haiti. Nesse ano começou em Cuba o estudo psicogenético de pessoas com deficiências e, posteriormente, espalhou-se por cinco países-membros da Aliança Bolivariana para os Povos da América (ALBA).

Em 13 de abril de 2003, surgiu um novo tipo de colaboração na Venezuela com a aplicação do Programa Bairro Adentro, que inclui também a construção e patrocínio dos Centros de Diagnóstico Integral nas diferentes estados dessa nação para oferecer serviços de segundo nível e fazer com que funcione uma estrutura sanitária com cobertura e resolutividade para toda a população.      

Em 8 de julho de 2004, começou a Operação Milagre, iniciativa de Cuba e a Venezuela para o tratamento de venezuelanos impedidos de aprender a ler e escrever por doenças oftalmológicas. Tal operação adotou seu nome pela expressão popular de centenas de pacientes que ao recobrarem a visão exclamaram surpresos: Isto é um milagre!  

Em 21 de agosto de 2005, no povoado de Sandino, localizado na província ocidental de Pinar del Río, os presidentes Hugo Chávez e Fidel Castro assinaram um convênio, através do qual se planeja a cirurgia de seis mil latino-americanos que padecem de doenças nos olhos, em um período de 10 anos, correspondendo à Venezuela o número de três milhões. Posteriormente se espalhou por 35 países da América Latina com a abertura de centros oftalmológicos, liderados por profissionais cubanos, ampliando-se o serviço à África (Mali) e às Ilhas do Caribe, através da ALBA.

Após ser conhecida a tragédia causada pelo furacão Katrina em Nova Orleans, Cuba — representada por seu máximo líder Fidel Castro — teve a ideia de ajudar ao sofrido povo estadunidense e mais de 10 mil voluntários ofereceram seus serviços para auxiliar os danificados. Daí, surgiu o Contingente Internacional de Médicos Especializados em Situações de Desastres e Graves Epidemias Henry Reeve, em 19 de setembro de 2005.

Nessa data, o governo propôs enviar 1.586 médicos, 36 toneladas de medicamentos e meios elementares de diagnósticos para atender as vítimas. O presidente George W. Bush rejeitou o oferecimento, mas serviu para conformar 23 brigadas que estiveram presentes em situações de emergência em mais de 20 nações, incluído duas vezes no Haiti e no Chile.

No mês de novembro de 2006, depois de ocorrer o terremoto no Paquistão, 2.564 médicos cubanos trabalharam em áreas montanhosas com rigor de um forte inverno para curar mais de 1,8 milhões de pessoas. Nesse empenho foram montadas 34 tendas de serviço hospitalar equipadas com tecnologia avançada, as quais foram dadas às autoridades sanitárias do país após concluir os oito meses de missão. Outro sismo afetou a Ilha de Java, na Indonésia, em maio de 2006 e 135 profissionais caribenhos trabalharam em duas tendas de serviço hospitalar, socorrendo à população de forma urgente e gratuita.

Nos inícios de 2010, um terremoto de magnitude sete causou sérios danos humanos e materiais ao vizinho Haiti com uma média de 250 mil mortos e centenas de milhares de feridos. Ao acontecer esse fato trabalhavam 367 médicos cubanos desde 1998, número que atingiu 1.546 com o reforço proporcionado pelo contingente Henry Reeve, que teve a incorporação de jovens de 27 países formados na Escola Latino-Americana de Medicina de Havana.

A situação piorou devido ao açoite da epidemia da cólera que causou a morte de 6.600 pessoas e infestou outras 476 mil. Os médicos para salvar um maior número de povoadores, visitaram lares, explicaram as medidas sanitárias e , para isso, deslocaram-se a lugares de difícil acesso, incluídas as abruptas paragens, distantes dos centros urbanos.

Como em todos os lugares onde colaboram, os trabalhadores da saúde de Cuba não interferem na política local, mas coordenam sua atividade com os diferentes níveis de governo, organizações populares, de bairros e igrejas.

Este tipo de cooperação internacionalista contribui com capital humano altamente qualificado, com vocação humanista e de serviços, estimula a formação de recursos humanos e a transferência de modernas tecnologias. Desenvolve-se a partir da soma de potencialidades entre os países participantes, sem objetivos de lucro. Ao mesmo tempo, responde às necessidades manifestas pelas autoridades nacionais, as quais recebem a ajuda.

Os convênios se assinam rapidamente, sem grandes formulações e por sua natureza institucional, tentam beneficiar o maior número de população possível, residente nas áreas de difícil acesso e afastadas das principais cidades.

Entretanto, as mídias ignoram as histórias do internacionalismo médico cubano defendido por Fidel. Os beneficiados agradecem e reconhecem que esse sucesso ultrapassa totalmente os interesses geopolíticos e qualqur ideologia.