
COM o propósito de denunciar os danos causados pelo criminal bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos contra Cuba, várias organizações sociais e personalidades de diferentes países do mundo realizarão a 3ª Jornada de Solidariedade em Washington D.C, de 11 a 16 de setembro próximo.
Organizada por uma coalizão de grupos nos EUA, inclusive o Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, a Fundação Inter-religiosa Pastores pela Paz, a Rede Nacional de Solidariedade com Cuba, o Instituto para o Estudo da Política e a Brigada Venceremos, o evento convoca à reflexão sobre a unilateral política aplicada por sucessivas administrações norte-americanas para tentar destruir a Revolução.
Setores da Ilha como a alimentação, saúde pública, a educação, a ciência, bem como a cultura, os transportes, a indústria, entre outros, têm sérios obstáculos em seu desenvolvimento perante a impossibilidade de acessar a mercados, fontes de financiamento externo e os investimentos.
As leis do bloqueio punem severamente pessoas ou instituições de qualquer parte do mundo que tentem ignorar o cerco estabelecido pelos EUA desde 1962 e que foi reconhecido pela Convenção de Genebra como um delito de genocídio.
Sobre isso, a coordenadora do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, Graciela Ramírez, explicou ao Granma Internacional que se exemplificará com os prejuízos causados pela criminal política estadunidense aos doentes de câncer e de diabetes mellitus, que se veem privados de medicamentos, equipamentos, instrumental médico e até de material básico como luvas esterilizadas e seringas descartáveis para o controle de seu padecimento.
A ativista argentina indicou: «Estamos convidando três profissionais da saúde de Cuba, esperemos que lhe concedam os vistos e que não ocorra como duas vezes antes, que essas licenças chegaram quando a jornada já tinha concluído. Eles manipulam o tema dos vistos para impedir a livre expressão e impedir que os profissionais estadunidenses conheçam os avanços médicos da Ilha Maior das Antilhas, apesar das restrições impostas pelo bloqueio».
Nos anos 2015 e 2016 foram realizados eventos similares focados na necessidade de escutar diretamente representantes cubanos para que pudessem compartilhar suas opiniões com pessoas dentro da geografia norte-americana, visitando os congressistas e senadores na sede do Capitólio e outros decisores do governo estadunidense.
«Esta jornada – destacou Graciela Ramírez – se inscreve em um momento muito difícil da região com a ascensão das correntes de direita nos governos latino-americanos. Além disso, estamos perante a administração de Donald Trump, que representou um retrocesso nas relações políticas internacionais. Tivemos a esperança de uma continuidade na aproximação empreendida pelo então presidente Barack Obama em relação com Cuba; mas vimos um discurso ingerencista, retrógrado, terrorista e fascista do atual presidente norte-americano em 16 de junho último, que sepultou todas as expectativas».
Estes são só motivos pelos quais se convocam às organizações do mundo a organizarem atividades paralelas ao evento de Washington em seus próprios países, para acompanhar a jornada com mobilizações e protestos nas ruas contra o bloqueio econômico e o governo de Trump.
O apoio se pede igualmente para a Venezuela e já circula na Internet uma Declaração do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade que em um de seus parágrafos expressa: «A direita retrógrada e o império temem à Assembleia Nacional Constituinte, porque será a expressão mais genuína do poder popular. Apoiá-la não é apenas defender o direito soberano do povo bolivariano a decidir seu destino em paz. É também preservar o nosso».
O documento foi assinado por mais de 150 personalidades e a lista é chefiada pelo Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, da Argentina e pretende constituir-se em um instrumento para exigir do governo dos Estados Unidos o fim da guerra não convencional contra a presidência de Nicolás Maduro.
Em relação a isso, Graciela Ramírez afirmou: «Quando Maduro empodera o povo para que com total apego à Constituição venezuelana, decida em que país deseja viver e aqueles que os têm que representar é algo básico, elemental e que só compete aos venezuelanos».
O documento exige que se respeite a decisão soberana de constituir um governo popular.
Em relação ao anterior a entrevistada acrescentou: «Agora começou outra batalha, devemos fazer com que valha o direito do povo venezuelano e de sua Assembleia Nacional Constituinte, um processo totalmente democrático e que sentou justamente um precedente e uma lição a toda a América Latina».





