ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Ulises Guilarte de Nacimiento, secretário-geral da CTC, condecora com a Medalha da Amizade o secretário-geral da União Regional de Ille da França, Pascal Joly. Photo: Nuria Barbosa León

«CUBA é considerada um exemplo e uma referência para o mundo». Assim qualificou a Ilha o secretário-geral da União Regional de Ile da França, Pascal Joly, que faz parte da Confederação Geral do Trabalho (URIF-CGT), ao referir-se com palavras exclusivas ao semanário Granma Internacional em Havana, depois de receber a Medalha da Amizade, conferida pelo Conselho de Estado.

Lembrou as diversas iniciativas realizadas por esse sindicato, na década dos 90 do século passado, quando a Ilha caribenha experimentou uma forte crise econômica, denominada ‘Período Especial’, causada pela queda do socialismo nos países da Europa do Leste e na outrora União Soviética e o acirramento do criminal bloqueio econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos.

Pôs como exemplo o envio de um navio do território europeu, com várias toneladas de medicamentos e produtos médicos para os hospitais cubanos. Essa doação foi recopilada pelos trabalhadores franceses, através de um trabalho de conscientização ideológica, sob o princípio do internacionalismo proletário.

«Nossa organização continuará apoiando Cuba, para que se mantenha a Revolução», asseverou o líder francês.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) foi fundada em 23 de setembro de 1895 e durante o século 20 sua luta principal foi atrair boa parte do universo sindical dessa nação europeia, conseguindo alto número de filiação, por isso é considerado o maior sindicato da França.

Agradecendo a condecoração perante um grupo de pessoas reunidas na sede da Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), expressou em nome de seus companheiros sindicalistas o apoio solidário também ao Partido Comunista de Cuba, porque «soube lutar para manter as grandes conquistas da Revolução, razão pelo qual está em meio de um processo de atualização do modelo econômico cubano», significou.

«Conhecemos as dificuldades que enfrenta este povo, por causa do bloqueio econômico estadunidense e recentemente pelas consequências da passagem do furacão Irma pelo país. Apesar disso, Cuba continua ativa e generosa. Esta perseverança é um exemplo para nós e para o mundo, já que reivindica o direito de determinar soberanamente», acrescentou.

Pascal Joly, já nos anos 70 do anterior século, previu que a luta do proletariado devia incluir a defesa dos direitos dos operários franceses e europeus, e estender-se pelo mundo, onde as forças capitalistas e imperialistas demonstram, cada vez mais, sua agressividade.

Em 1995, com sua primeira visita à Ilha maior das Antilhas, acompanhado de mais de 150 ativistas de sua organização, conheceu da justa batalha dos trabalhadores cubanos e resolveu apoiá-la.

Daquele então, há mais de 20 anos, promove e mantém uma estreita relação de solidariedade, irmandade e fraternidade entre os dois povos.

Este trabalho foi concretizado com os trabalhadores de seu país e o aplicou em outras regiões e sindicatos no mundo, além de somar ações na longa luta pela liberdade dos Cinco heróis cubanos, presos injustamente nos Estados Unidos e contra as políticas de ingerência e neocoloniais do imperialismo norte-americano contra Cuba.

«Tenham certeza de que minha organização continuará seus esforços para fortalecer a cooperação entre nossos países».

Conclui suas palavras asseverando que levará com orgulho esta condecoração cubana, porque é «o símbolo de nossa luta comum, a favor da justiça social e da paz».