ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

IRMANDADE e solidariedade alega sentir o advogado dominicano Alfonso Torres Ulloa pela Revolução cubana e para ser consequente com esse sentimento, desenvolveu um grande ativismo político, tanto no estrangeiro quanto em seu país.

Faz parte, há mais de 25 anos, da Campanha Dominicana de Solidariedade com Cuba (CDSC) e da Associação Americana de Juristas (AAJ), através das quais se enfrentou à hostilidade dos Estados Unidos contra a Ilha maior das Antilhas acerca do que tem a ver com os direitos humanos e outras manobras contra Cuba.

É licenciado em Ciências Políticas e destacou que fez mais de cem viagens a Cuba, para participar de trocas profissionais, eventos científicos, encontros de solidariedade e também para doar as coisas recopiladas por seus compatriotas, como forma de desafiar o bloqueio, econômico, comercial e financeiro imposto à Ilha maior do Caribe pelo governo estadunidense.

Acerca da história da organização solidária dominicana, ele explicou que foi fundada em 14 de junho de 1990 e daquela data até agora faz reuniões, às sextas-feiras, às 19h00, no Colégio Médico Dominicano, para planejar iniciativas solidárias a favor de Cuba.

«É integrada por organizações sociais, sindicais, políticas, profissionais e qualquer cidadão interessado em conhecer e apoiar o povo cubano. Desenvolve um plano de trabalho durante o ano todo, comemorando as datas históricas e patrióticas mais importantes das duas nações, começando pelo 1º de Janeiro (triunfo da Revolução Cubana), os dias 26 e 28 desse mês, o natalício do patriota dominicano Juan Pablo Duarte e do cubano José Martí, respectivamente».

«Em abril, comemoramos a vitória dos cubanos contra a invasão mercenária patrocinada pelos EUA e derrotada em Playa Girón; em 19 de maio outro aniversário da morte em combate do prócer José Martí, em Dos Ríos; em junho os natalícios de Antonio Maceo e Ernesto (Che) Guevara. Nesse mês festejamos a criação de nossa organização solidária, enquanto lembramos, em 19 de julho, o triunfo da Revolução Sandinista da Nicarágua e em 26 de julho, o ataque ao quartel Moncada, de Santiago de Cuba, pela geração do centenário, em 1953».

«Em setembro, fazemos uma campanha contra todas as formas de terrorismo e lembramos o aprisionamento dos Cinco heróis cubanos».

«Estas jornadas as estendemos até o dia da votação na Assembleia Geral das Nações Unidas da resolução que exige, incondicionalmente, pôr fim ao bloqueio econômico contra Cuba».

«Terminamos o ano com um encontro nacional, no primeiro domingo de dezembro, para avaliar o cumprimento de nossos planos anuais».

«Naturalmente, durante o ano realizamos várias atividades não previstas, que não fazem parte dos planos, particularmente com personalidades cubanas e caribenhas que nos visitam ou que viajam ao país, convidadas por outras instituições e rapidamente nos organizamos para lhes oferecer uma cálida acolhida».

A organização trabalha na incorporação de dominicanos às brigadas de solidariedade organizadas em Cuba?

«Sim, todos os anos, no mês de agosto, coordenamos com grupos de dominicanos desejosos de partilhar seus esforços em alguma atividade produtiva em Cuba e integram-se à Brigada Latino-americana e Caribenha».

«É um trabalho coletivo de promoção e organização da mesma. Foi uma grata experiência. «Cada ano fazemos uma rifa para ajudar no financiamento da brigada e, ao mesmo tempo, promovê-la. É um esforço que começa no mês de abril e conclui quando os membros da brigadas, viajam para Havana».

Quando o senhor entrou na Campanha Dominicana de Solidariedade com Cuba e porquê?

«Em 1992, por um ato de consciência, humanismo e identificação com o processo revolucionário cubano. Ter Cuba como brasão antiimperialista e com esse bloqueio criminal se tornou patrimônio político de todos os revolucionários, em um paradigma para manter».

O que sente por Cuba?

«Interesse por continuar o rumo do cacique Hatuey, oposto à colonização espanhola. Também por Máximo Gómez e de centenas de dominicanos que contribuíram em diferentes momentos, para a luta pela soberania da Pátria cubana. Gratidão para um povo que se soube destacar na luta pela liberdade, em seu solo e em outros recantos do mundo».

«Reciprocar por sempre o amor que José Martí sentiu pelo povo dominicano. Respeito por um povo digno que não esmorece perante as ameaças do imperialismo norte-americano. Admiração por Fidel Castro Ruz e pelos cubanos que não conhecem limites para amar os outros».