ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

DESAFIANDO as ameaças feitas pelo governo dos Estados Unidos para desacreditar Cuba, em sua condição de país seguro, membros da Organização Não Governamental estadunidense Code Pink visitaram a Ilha caribenha, mostrando sua recusa à política hostil da Casa Branca.

Perante representantes da mídia de Cuba, reunidos na sede do Instituto Cubano da Amizade com os Povos (ICAP) em Havana, os ativistas políticos rejeitaram o criminal bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA à Ilha maior das Antilhas, pronunciaram-se pelo fechamento da ilegal base naval na província de Guantánamo e pelo normal desenvolvimento das relações diplomáticas entre ambos os países.

Code Pink, surgiu em 17 de novembro de 2002, seu nome responde a um jogo de palavras que dá uma alternativa pacífica (cor roxa) perante as alertas bélicas nos Estados Unidos, estabelecidas como códigos laranja e vermelho. Esta organização trabalha para pôr fim às guerras imperiais e colonizadoras, o fim do militarismo, a conservação do meio ambiente e pelo uso do dinheiro destinado à carreira armamentista no desenvolvimento social dos povos.

Sua líder, Medea Benjamín considerou uma ironia que o Departamento do Estado de seu país circule avisos àqueles que pretendem viajar a Cuba para atemorizá-los, resultando seguro e tranquilo caminhar pelas ruas de qualquer cidade cubana. «Em troca, nos Estados Unidos impera a violência e morte porque as pessoas levam armas», asseverou.

Ela acrescentou: «Nós, ao voltar, dialogaremos acerca da experiência vivida aqui e recomendaremos visitar esta Ilha, não somente para interagir com pessoas solidárias e comunicativas, mas para que conheçam uma nação muito interessante por sua cultura e sua forma de vida», exemplificou o dito com um percurso realizado pelos membros do grupo avançada a noite e sem que houvesse nenhum ato de violência.

Por outro lado, reafirmou que «temos muito que trabalhar para levar consciência respeito à guerra. Vivemos um momento de grande complexidade nos assuntos internos ainda por solucionar. Procuramos alianças com outros grupos progressistas, principalmente aqueles que lutam contra o assassinato de pessoas negras às mãos da polícia, com aqueles que se mobilizam contra as injustas políticas migratórias para tirar os imigrantes latinos e africanos, apoiamos os ecologistas e fazemos parte de muitos fronts para solucionar conflitos internos», assinalou Medea Benjamín.

Igualmente, indicou que nunca achou que após 50 anos de imposição da injusta política de bloqueio contra Cuba, continuariam batalhando por um tema considerado imoral e irracional pelos organismos internacionais como a ONU. «Só à grande oligarquia e aos grupos mafiosos de cubano-americanos lhes interessa manter essa lei. A atual presidência, para comprazer essas pessoas, fez recuar as relações diplomáticas bilaterais, mas não pôde estabelecer novas regulamentações porque chocam com a firme oposição do povo estadunidense, que rejeita essa hostilidade», expressou.

Também explicou que os resultados das sondagens feitas por prestigiosas instituições norte-americanas evidenciam que a imensa maioria quer ter relações normais com Cuba e deseja viajar livremente à Ilha caribenha. «Nosso dever é educar mais as pessoas para mostrar-lhes que o bloqueio persiste, com danos negativos para os cubanos e para os próprios estadunidenses», assinalou.

A jovem jornalista Eleonor Goldfield, que pela primeira vez nos visita deseja obter informação que possa divulgar nos órgãos da mídia aos que tiver acesso. «A imprensa tradicional em meu país oculta e tergiversa a informação acerca de Cuba para incidir na opinião pública e a valorize como algo negativo».

Charlotte Guyot, 16 anos e estudante de ensino secundário conta que andando pelas ruas de Havana, à noite, um jovem se apresentou e a convidou para visitar um restaurante. «Nesse instante fiquei tremendo porque da infância me educaram para desconfiar das pessoas desconhecidas. Hoje, acho que esse conceito está equivocado porque sempre se deve confiar nas pessoas, até houver uma razão para desconfiar».

Ela alegou que a maioria de seus amigos desconhece acerca de Cuba e os atemorizam de alguma maneira para que não a visitem. Ela resolveu vir por sua própria vontade para conhecer e depois contar aos seus colegas da turma.

Assim o reconhece sua mãe, Jadie Sarda, quem disse sentir-se feliz porque sua filha tenha querido viajar como integrante do grupo de Code Pink. Ela arguiu: «A última vez que eu vim percebi os cubanos emocionados com a abertura diplomática com os Estados Unidos. Sou a favor das relações normais entre ambos os países e tenho que apelar ao resto dos estadunidenses para exigirem do governo que deve funcionar uma troca adequada sempre».