ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Roberto Chile

«O homem», disse Victor Hugo, «é um rei quando sonha», e talvez não tenha havido um sonho de mil anos na aventura aventurosa da humanidade, como a de alcançar a plena igualdade e liberdade, dois conceitos que se tornarão objetivo de revoluções.

Depois de proclamar o enterro do regime feudal e caminhar como vigor rumo a uma reivindicação humana até então desconhecida, a Revolução Francesa sintetiza seus ideais em três princípios fundamentais, Liberdade, Igualdade, Fraternidade, que se tornarão símbolos do mundo contemporâneo.

A Revolução de 1789 e as ideias relacionadas com ela, atravessarão os oceanos para estar presentes nas lutas contra o colonialismo que estão sendo travadas em nossa América com a convicção de que não haverá liberdade se antes não for alcançada a libertação, essa que se converte em principal objetivo das revoluções — que no final será uma em Cuba — liderada por José Martí e Fidel Castro em seus respectivos momentos históricos.

O primeiro deles não chegou a ver a libertação que tanto sangue e sacrifício custaram e quando alguns acreditavam que tinha chegado, uma vez que a Guerra da Independência terminou, era apenas para verificar que as asas de um novo dono sombreavam a nação com seu voo imperial.

Fidel liderou a Revolução, com suas transformações humanas, políticas e sociais até a a vitória e, fiel ao seu pensamento dialético, nos deixou no ano 2000 um conceito que se torna universal e ganha força dia a dia, porque é um chamado à inteligência pessoal e coletiva, para interpretá-la com a lucidez daquele que assume os desafios como um movimento constante, sempre em direção a novas conquistas e progressos.

Não existe nessa definição nem o mínimo de esquematismo, nem de convite para aprender, mas é um chamado para manter os olhos abertos e a mente agindo diante de qualquer entorpecimento incapaz de perceber as dificuldades e perigos que sempre foram contra a Revolução Cubana e todas as revoluções verdadeiras.

É impressionante que a «plena igualdade e liberdade» estão no limiar das declarações de Fidel, entre outras razões porque ambos constituem o sustento básico de nosso humanismo. Ambos vieram com o triunfo da Revolução, que varreu as desigualdades ignominiosas que as testemunhas daquela época não esquecem, e que propiciou uma liberdade que os inimigos, que negam tudo, tentam esconder com seus argumentos submissos.

Igualdade e liberdade, conceitos que, desde tempos imemoriais, ocuparam a atenção dos filósofos e pensadores e ainda nos nossos dias — mediante rios de tinta e definições — estão unidos em um mar de axiomas e argumentações.

Igualdade e plena liberdade sem a qual a estrutura analítica do Conceito de Revolução deixado por Fidel — e bem que ele sabia disso — deixaria de ser o que é. Por isso, no espírito de cada revolucionário deve prevalecer o propósito de manter, aperfeiçoar e continuar a lutar por elas.