ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Laura Elena Mesa é um dos mais de 3.800 jovens de Pinar del Rio que votaram pela primeira vez. Photo: Ronald Suárez Rivas

AS eleições em Matanzas tiveram uma referência muito particular: A lembrança da presença de Fidel, naquele domingo 30 de junho de 1974 na província, território onde foi instaurado, pela primeira vez, o Poder Popular, expandido posteriormente ao país todo.

A passagem daquele momento essencial na vida do povo de Matanzas foi especialmente emotiva nos colégios no 1, da 46ª circunscrição e no no 2, da 25ª circunscrição, visitados pelo líder histórico da Revolução na ocasião.

Estes históricos colégios foram visitados pela primeira-secretária do Partido em Matanzas, Teresa Rojas Monzón, e como guardião da memória entregou a foto de Fidel que marca o instante de sua presença nesses locais.

«É algo impossível de esquecer», expressou Heriberto Sosa Casanova, então presidente do colégio no 2, da 25ª circunscrição. «Ele chegou cerca das 11h40. Sua visita provocou a afluência em massa dos moradores para mostrar-lhe afeto e, ao mesmo tempo, ele correspondeu com efusivos cumprimentos», lembrou.

«Depois de cumprimentar-nos, aproximou-se de mim e fez muitas perguntas, mas certamente não o esperávamos, contudo o colégio estava bem organizado. Interessou-se pelo número de eleitores e quantos tinham votado. Destacou também a importância do processo para o futuro do país.

«Depois, cerca das 22h00, voltou ao colégio e nos acompanhou nos escrutínios. Durante sua presença, ele quis conhecer acerca das principais incidências do dia e ofereceu detalhes muito válidos acerca do sistema eleitoral que se estava criando em Matanzas.

«Caso perguntarem qual é a semelhança destas eleições com as de 1974, realizadas como um teste, eu diria que ambas têm a mesma alegria; contudo hoje as pessoas têm maior consciência da importância de votar. Tal como naquele momento, esta é outra vitória dos cubanos, desta vez por Cuba e também por Fidel», significou Sosa Casanova.

À ALTURA DO COMANDANTE-EM-CHEFE

Em Alto de Mompié, o sol irradia após vencer a cume mais alto que o escondia. Fica a 1.090 metros, uma zona íngreme em meio dos picos da Serra Maestra; mas nesse lugar moram 117 pessoas e aproximadamente 70 delas têm direito de votar.

O nome deste lugar ocupa um espaço memorável na história de Cuba, porque nele, justo em uma pequena choupana que ainda conservam ali com muito zelo os moradores, foi nomeado pela primeira vez, em 3 de maio de 1958, Fidel Castro como Comandante-em-chefe de todas as forças revolucionárias.

É a razão principal que reuniu nas portas do colégio, quando o sol ainda não assomava no cume, dois terços dos votantes.

«Esse foi o número de votantes nas duas primeiras horas, o resto será completado no dia, já que outras pessoas moram longe e é difícil para elas chegar», disse ao jornal Granma Yanelis Ruiz.

A jovem presidenta do colégio disse que vários dos moradores chegaram, inclusive, antes do que ela, e por isso ficou feliz: «Pareciam zeladores, pois ficaram toda a noite no colégio, depois da homenagem prestada a Fidel, em 24 de novembro».

«Sim, porque fizemos uma atividade pequena e bela na choupana onde aconteceu aquele fato transcendental que deu a Fidel a patente e o nome que perdura na história, e recitamos poemas, cantamos, as pessoas trouxeram flores, fotos e disseram o que pensavam, de como todos podiam contribuir para que seu legado perdurasse.

«E eu aproveitei e disse que a primeira mostra para materializar o expresso seria assistir cedo, votar com o coração, por ele, por Cuba, por esta democracia que Fidel fundou… e ora, as pessoas amanheceram aqui…».

NADA PÔDE IMPEDIR A NOVA VITÓRIA

Muitas coisas levou o furacão Irma de Isabela de Sagua. Lares, aparelhos, telhados, escolas, comércios… Porém, não pôde levar a fé e a confiança das pessoas que conseguirão sair na frente.

Com esse mesmo espírito, em 25 de novembro, os moradores de Isabel assistiram muito cedo às urnas, para votar pelos candidatos propostos para as assembleias municipais do Poder Popular (governo), com a convicção de que as pessoas eleitas continuarão reconstruindo esse Conselho Popular.

O vereador Pedro Eloy, com a alcunha de O Chinês, votou no colégio no 1, da 71ª circunscrição do Conselho Popular Nueva Isabela, povoado fundado por Fidel. Após concluir a votação disse à imprensa que participar deste processo, além de ser um dever e um direito do cidadão, constitui para ele uma obrigação, porque só uma Revolução como esta pode apoiar os danificados, como acontece atualmente em Isabela.

«Após a passagem de um furacão, em 1933 tudo destroçado, e muito diferente foi a posição daquele governo provisório, que só pensava no dinheiro, deixando desvalidos os mais pobres e humildes. Agora, em troca, a ajuda chegou imediatamente, e são muitos os que já receberam materiais ou repararam suas moradias. É por isso que hoje votam cedo», disse Pedro Eloy.

«E tal como em Isabela, em El Santo, Nazabal, La Panchita, Caibarién, Remedios e Camajuaní, algumas das áreas mais afetadas pelo fenômeno meteorológico em Villa Clara, o processo desenvolveu-se com presteza e transparência, constituindo uma mostra de respeito a Fidel», segundo o presidente do Conselho de Defesa na província, Julio Lima Corzo.

SANCTI SPIRITUS NÃO ACREDITA EM FURACÕES

No bairro Sansariq, de Yaguajay, o furacão Irma não pôde arrasar duas coisas: a sumaúma mitológica que adoram seus povoadores, plantada na saída de Mayajigua, mais robusta e frondosa do que nunca, apesar do vento do fenômeno e a perseverança de seus filhos, acostumados a madrugar, seja o que for.

Perante a árvore que adoram todas as gerações, os integrantes da 7ª circunscrição votaram muito cedo no instituto politécnico Camilo Cienfuegos — tornado colégio eleitoral, no domingo 26, para eleger o representante de sua zona que fará parte da Assembleia Municipal do Poder Popular.

A escola de Economia, como quase todos conhecem o lugar, foi uma das centenas de instituições do município que já teve seu telhado recuperado, depois que o vento, em 9 de setembro, passasse pelo centro norte de Cuba durante mais de 12 horas, tornando Yaguajay um remoinho interminável.

«Para os moradores de Sansariq não há ninguém que posa fazer conto algum daquele vento», confessa Emilio López, um zelador da Empresa de Produções Diferenciadas, quem foi afetado pelo furacão Irma (derrubou sua casa): «Já eu resolvi algo, refiz o telhado com o material salvo e voto cedo para ir trabalhar depois», disse o jovem e também presidente do Comitê de Defesa da Revolução (CDR).

Outra é a história de Teresa Fernández, quem trabalha na delegação municipal da Agricultura, que agora repara as gretas de sua moradia, «porque o furacão não tirou o zinco, mas afetou as paredes, mas não quero lembrar disso, pois por sorte já tenho os materiais e procuro outros».

O presidente da Zona de Defesa, Domingo González, não precisa falar de dados para conhecer o que significou o furacão para o bairro: das 2.486 moradias que tem o Conselho Popular, mais de 870 foram afetadas, incluídas 64 destruídas totalmente e outras 93 de forma parcial, uma perda que neste domingo não pôde abafar a perseverança inata da qual se gabam os moradores de Sansariq.

FESTA DEMOCRÁTICA

Segunda do país quanto ao número de eleitores, com mais de 775.300 registrados, Holguín desenvolveu umas eleições qualificadas como festa da democracia pelas autoridades políticas, do governo e a população toda.

Após votar, o primeiro secretário do Comitê Provincial do Partido Comunista, Luis Antonio Torres Iribar, lembrou que seriam eleitos verdadeiros representantes do povo, ato que honra Fidel Castro, o líder histórico da Revolução Cubana.

E foi precisamente o povo o ator principal do dia, não só por votar em massa nestas eleições, mas também por seu desempe-nho como autoridades eleitorais.

A esse respeito, Lídice Irasema Cruz Figueredo quem junto a Lilianne González Ríos e Lilian Méndez Herrera faziam parte da mesa receptora do colégio eleitoral no 3, da 34ª circunscrição, na capital provincial, afirmam:

«Sempre aceitei esta responsabilidade porque confirma que as mulheres cubanas têm pleno direito de voto e podem participar da organização e desenvolvimento dos sufrágios», disse Lídice.

«Também disse que constituía uma obrigação de mãe jovem. Tenho uma menina de oito anos e considero que mostro um exemplo necessário. Meu pai, falecido, foi muito patriota e nos incutiu apoiar a Revolução em todo momento. Lembro que me acompanhou pela primeira vez que eu votei. Senti muito orgulho».

A jovem trabalhadora da Direção Provincial de Justiça e chefa do Departamento de Registros Civis, asseverou que dará o mesmo exemplo a sua filha quando corresponder o momento.

QUANTAS RAZÕES DE CADA SENTIR

Levado da mão dos netos, o melhor apoio que pode ter, Pedro Pablo Gutiérrez chegou na manhã do dia 26 de novembro ao colégio eleitoral de sua circunscrição, na província de Artemisa. Também muito próximo dele o acompanhou sua filha e a admirável vontade que motivou a este idoso, de 85 anos, levantar-se cedo no domingo, e dar seu voto de confiança, não só por quem o representará, mas sim «pela Revolução, por Fidel», como expressou, sem hesitar, durante a conversação.

«Para mim este momento tem um grande significado, pois ainda jovem lutei pelas ideias defendidas por nosso Comandante-em-chefe, e votar hoje é mais uma maneira de ratificar o apoio do povo à obra que ele forjou», manifestou o combatente da Revolução Cubana. Atentamente seu neto, Raudel Rodríguez, 20 anos, escuta parado ao seu lado. Ele estuda no terceiro ano de Medicina, e acrescentou que para ele «é um orgulho fazer parte desta experiência, já que graças aos sucessos de Pátria, tive a possibilidade de estudar, e em um futuro próximo vou contribuir, como profissional, à construção de nosso porvir».

Chama a atenção o papel de destaque dos jovens, em uma das mesas receptoras, do município Mariel: dos cinco membros quatro são estudantes. «Participei como eleitora do processo anterior, mas esta é minha primeira vez com uma responsabilidade nas eleições. Interagimos com a população e nos sentimos muito bem, pela nossa contribuição para o desenvolvimento das eleições, neste processo, que é de todo o povo», asseverou a estudante universitária, Daimé Rodríguez.

SANTIAGO SEMPRE FIEL

Uma mensagem de unidade, apoio e amor a Fidel, Raúl e sua Revolução Socialista, enviaram ao mundo os cidadãos de Santiago que em massa tomaram as ruas, no domingo, 26 de novembro, para democraticamente votar como convocou a Pátria, nos 2.598 colégios eleitores que abriram na província.

«Em Chicharrones não pôde ser de outra forma — destacaram em uníssono, no núcleo desse distrito, María Elena Kindelán Nápoles e Magalys Quiala Carbonell — porque foi durante a guerra e será sempre um dos bairros de Santiago mais revolucionários, que só ganhou dignidade após o triunfo de 1º de janeiro de 1959.

Ao sul desse distrito, no Centro Urbano Antonio Maceo, Yaumara Somber Núñez não conseguiu dissimular perante o jornal Granma sua emoção por este ato de votar: «Tinha o compromisso de levar a votar pela primeira vez minha filha de 16 anos, e por ter sido a primeira em chegar ao colégio no 2, da 116ª circunscrição me entregaram este reconhecimento, com a esfinge do Comandante-em-chefe».

Quase no último da alameda, onde resulta inigualável a paisagem da Serra Maestra, apoiado na bengala e ajudado por um jovem, com firme sotaque Roberto Roll Vastay manifestou: «Já não tenho visão, mas posso ver o suficiente para ficar orgulhoso de meu país, e apesar de que me levaram a cédula de voto a minha casa, pedi a meu neto de 13 anos para me acompa-nhar a votar, para que aprenda defender a obra da Revolução».

Dessa forma, de um recanto a outro do território de Santiago foi percebido o mesmo sentimento. Cada relatório emitido pelo Conselho Eleitoral Provincial de Santiago refletia, respeito aos processos anteriores, um resultado que ultrapassava os 775.417 eleitores, pois como disse o primeiro secretário do Partido, Lázaro Expósito Canto, após votar: «É um dia de muito patriotismo, de defesa da liberdade e de uma nova vitória de Fidel e Raúl».

RATIFICAR UM COMPROMISSO

Para María Esther Remedios Collado, presidenta do colégio eleitoral número três, da 48ª circunscrição, na área 141 do município Ciego de Ávila, o dia 26 de novembro foi a quarta ocasião em que de-sempenhou essas funções.

Falando à ACN, ela comentou que todas as vezes que liderou a mesa, o dia foi bom, com ampla participação de todas as faixas etárias no exercício da democracia participativa.

Ela assegurou que esta experiência lhe mostrou os benefícios das eleições cubanas, nas quais o direito de voto é facilitado ao máximo, sem coerção de qualquer tipo e com transparência.

Caridad Suárez Síria, uma dona de casa com mais de 70 anos, votou no domingo 26 pela primeira vez em casa, uma vez que as sequelas motoras de um acidente vascular cerebral a impediram de cami-nhar longas distâncias.

«Só caminho na minha casa para fazer algumas tarefas menos complexas depois do ataque cardíaco, estou feliz por me trazerem a cédula, porque já não posso ir», afirmou Caruca, como é conhecida no bairro Ortiz, da capital dessa província.

Depois de votar, a dona de casa Noraida Navarro Borroto afirmou que ela votou a favor da pessoa que melhor irá representá-la, por quem irá defender e resolver as preocupações dos cidadãos.

As mulheres cubanas sempre foram responsáveis por todas as batalhas travadas no país e as de Ciego de Ávila são prova disso. (ACN)

VOTO EM DEFESA DAS CONQUISTAS

No domingo 26 de novembro milhares de habitantes da Ilha da Juventude foram aos 154 colégios eleitorais da província para exercer o direito que lhes dá a Lei para eleger os delegados da circunscrição que vão conformar a Assembleia Municipal do Poder Popular.

Um dia com o patriotismo e a convicção de que na unidade está a força do povo, tal como Fidel nos legou. Os moradores de uma Ilha que a Revolução tornou palco dos programas mais nobres, dedicaram o voto à Pátria, ao socialismo e à paz que desfrutamos.

As escolas internacionalistas, o programa hidráulico, a promoção de planos agrícolas, industrialização, estradas, saúde e uma infraestrutura modernizada todos os dias pelo bem comum, distinguem a vida de milhares de habitantes da Ilha da Juventude, que foram protagonistas de um dia que validou o patriotismo e a cubanidade daqueles que estão dispostos a defender a obra social de que desfruem.

Urnas, documentos, pessoal treinado e adesão à lei matizaram os colégios eleitorais, onde os pioneiros, com o uniforme, foram alimentados pela seiva patriótica dos pais e dos avós que transmitem, a cada geração, os ensinamentos do líder histórico.

O PRIMEIRO VOTO

Cesia Gómez já tinha participado de outras jornadas eleitorais, mas sempre com seu uniforme de pioneira, guardando as urnas.

Como eleitora, no domingo 26, foi a primeira vez. Aos 17 anos assegura que «é a oportunidade de escolher a pessoa que irá representar o nosso colégio eleitoral. É por isso que os candidatos têm que ser bem escolhidos».

Como ela, mais de 3.800 jovens de Pinar del Río votaram pela primeira vez durante essas eleições.

Mas a participação dos mais novos não se limitou a ir às urnas. Laura Elena Mesa, estudante do instituto pré-universitário Friedrich Engels, por exemplo, também ajudou a supervisionar a transparência do processo, no colégio eleitoral nº 2, da 29ª circunscrição eleitoral, no município de Pinar del Río.

«Nas aulas de história, os professores nos explicaram que, antes do triunfo da Revolução, cometia-se fraude nas eleições e os votos eram vendidos. No entanto, hoje a realidade é diferente».

«Antes de começar, a urna foi selada corretamente. As pessoas marcam o nome de quem consideram ser o melhor, sem serem pressionadas por ninguém. A votação é secreta».

Ela tem apenas 16 anos, mas fala com a maturidade de alguém que sabe que em processos como este, o futuro do país está decidido.

«Poder escolher quem é considerada a pessoa mais capaz é uma honra e um dever. É por isso que estou aqui, para ajudar a garantir que todas as etapas sejam realizadas como se deve e que seja respeitada a vontade das pessoas».

UM VOTO POR CONVICÇÃO E FÉ NO FUTURO

Aos 87 anos já as pernas de Isabel Avilés Mojena não respondem como antes. Embora ela tivesse gostado, não conseguiu chegar ao seu colégio eleitoral, mas isso não foi um impedimento para exercer o direito que a Constituição e sua condição de cubana lhe dão.

«Estou muito feliz que um pioneiro e os representantes da mesa me trouxessem a cédula aqui. Sou uma mulher muito revolucionária e senti a necessidade de votar hoje, por Fidel, por seu exemplo e pela Pátria. Eu acho que hoje é um lindo dia».

Sua experiência foi compartilhada pelos milhares de moradores de Las Tunas que foram às eleições no domingo para eleger seus delegados. Isto foi afirmado por Cándido Rodríguez García, presidente de um colégio eleitoral, uma responsabilidade que já assumiu em sete ocasiões anteriores.

«Eu acredito que o que vimos hoje é apenas uma mostra da confiança do povo em nosso sistema socialista. Não tivemos que bater em qualquer porta, todos os eleitores foram por sua livre vontade, com organização e disciplina. Se eu tivesse que qualificar com uma palavra o dia de hoje eu diria em massa».

«VOTEI EM FIDEL E NA REVOLUÇÃO»

«Hoje foi um dia inesquecível para mim: votei pela primeira vez e dediquei meu voto a Fidel, com quem me junta a coincidência de ter nascido no mesmo dia».

Assim disse a jovem soldado Inés Josefa Peña Fernández, momentos depois de depositar sua cédula na urna para os eleitores da circunscrição especial 33ª, na Brigada da Fronteira, Ordem Antonio Maceo.

Residente no município Julio Antonio Mella, de Santiago de Cuba, Peña Fernandez, 18 anos, cumpre seu período de serviço militar naquela unidade de vanguarda, para depois estudar na universidade Relações Internacionais.

Durante o dia, ela também teve o privilégio de ser a primeira a votar entre todos os soldados da brigada, um fato que a encheu de alegria, porque «votar em Cuba é um ato de gratidão à Revolução, um dever para ela».

Mais de 360 mil eleitores foram convocados a participar do primeiro turno das eleições nesta província oriental, que tem 600 circunscrições, duas delas especiais, pertencentes às Forças Armadas.

DIA ESPECIAL PARA UM POVO GRATO

Uma chuva fina e intermitente acompanhou, quase do amanhecer, àqueles que participaram das 1.752 colégios eleitorais abertos em Camaguey para facilitar a participação dos cidadãos nas eleições.

«Nem a chuva nem nada pôde impedir que este fosse um dia muito especial, pois não se trata de qualquer votação», disse a idosa Esther Varona Rodriguez, depois de depositar a cédula na urna, acompanhada por sua neta.

«Este é um voto, acrescentou, que simboliza muito: reafirma nossa decisão de continuar construindo uma pátria livre e soberana, uma pátria digna e fiel ao legado daqueles que deram tudo para que nunca vivamos sumidos em afrontas e opróbrios».

Eleuterio Francia Sánchez também foi um dos primeiros em votar: «Hoje é um dia importante para a Revolução e, portanto, é nosso dever estar presente, como sempre fizemos em defesa de seus valores e conquistas».

O mesmo dever e o mesmo compromisso que motivou milhares de moradores de Camaguey a se mobilizar, no domingo 26 de novembro, para eleger os 871 delegados às assembleias municipais do Poder Popular dentre os 1.887 candidatos indicados nas reuniões dos bairro.

VOTAÇÕES À BEIRA DO MAR

Os eleitores que votam atualmente na comunidade Castillo de Jagua-Perché, de Cienfuegos, são marcados pela presença do mar, porque suas vidas, tradições, costumes e até mesmo o ar que eles respiram vêm com o gosto da espuma das ondas e o salitre.

Maibel Fabelo Suárez, presidenta da 91ª circunscrição, nessa localidade, disse à ACN que os colégios um e dois abriram às 7 horas da manhã com atendimento majoritário dos mais de 550 eleitores, muitos dos quais são pescadores e saem cedo para as tarefas da pesca.

Há também outros que trabalham à noite catando peixes, portanto quando eles voltaram de manhã votaram. Outros são proprietários de navios e devem sair para mover passageiros ou mercadorias.

Fabelo Suarez disse que para adicionar outro toque marinheiro às eleições nesse assentamento, Cayo Carena está sob sua jurisdição, a única ilha das três existentes na baía de Cienfuegos com moradores.

Para lá, eles levaram uma urna guardada por um pioneiro e acompanhada por um membro da circunscrição para que as oito pessoas com direito a votar o fizessem lá. (ACN)

UMA MANHÃ DE PURA DEMOCRACIA

Uma manhã ensolarada acompanhou neste domingo os eleitores que foram às urnas, nos 723 colégios habilitados em Mayabeque para a votação.

Víctor Manuel Ramírez García, combatente do Ministério do Interior, fez isso no colégio nº 1, da 16ª circunscrição, na capital provincial de Mayabeque, e elegeu quem considerou a melhor opção para representá-lo na Assembleia Municipal do Poder Popular. «É um direito que tenho e como tal o torno efetivo hoje, como outros colegas de trabalho. Assim que terminemos podemos então continuar nossas missões do dia».

Igualmente, Rocío Milián Suárez, enfermeira do hospital geral Leopoldito Martínez, cedo de manhã votou no colégio da 13ª circunscrição. «Estou de férias, mas hoje vim votar. Depois, continuo desfrutando do descanso».