ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Mais de 300 artistas participaram deste tributo a Fidel; Hoje, 4 de dezembro, o povo de Santiago irá ao cemitério de Santa Ifigenia para prestar homenagem ao Comandante-Chefe invicto. Photo: Juvenal Balán

SANTIAGO DE CUBA.— Fidel voltou a cavalgar, à frente de Cuba e do mundo, durante a atividade política e cultural na qual foi homenageado, no primeiro aniversário de sua partida para a eternidade. No teatro Heredia, de Santiago de Cuba, teve lugar a homenagem, no domingo 3 de dezembro.

Liderada pelo segundo secretário do Comitê Central do Partido e vice-presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, José Ramón Machado Ventura; membros do Bureau Político e do secretariado do Comitê Central do Partido; do Conselho de Estado; autoridades territoriais; entre outros líderes das organizações políticas e de massas; as Forças Armadas Revolucionárias e o Ministério do Interior, acompanharam uma representação do povo de Santiago que acompanhou a bela entrega feita através do canto, música, dança e poesia.

A história que abriu o início do ataque ao quartel de Moncada esteve presente na gala simbolizada na composição de seu autor intelectual, José Martí, intitulada Verso Amigo, interpretada magistralmente pelo trovador Eduardo Sosa.

Os dias difíceis de prisão na Isla de Pinos e a organização do Movimento Revolucionário de 26 de julho foram representadas nessa obra de paixão e esperança criada para o seriado A Grande Rebelião, pelo maestro Frank Fernandez, que também mostrou a Fidel no pentagrama com sua peça Boceto, uma viagem pela música revolucionária.

O exílio no México, o iate Granma e seu desembarque em Los Cayuelos, na praia Las Coloradas, decorreu com La Lupe, música emblemática do amado comandante Juan Almeida Bosque, interpretada em um dueto de saxofones por César López e Evaristo Denis, juntamente com a orquestra sinfônica, que sob a regência do maestro Enrique Pérez Mesa, brilhou em cada ocasião.

Se, de um lado a outro, as imagens projetadas recriaram cada momento com precisão, a música do Quinteto Rebelde mostrou seus jovens rostos, alegrando os poucos momentos de descanso na guerrilha na Serra, enquanto em sua apresentação esses mesmos camponeses com seu típico uniforme de campanha verde-oliva, evocaram o son montuno intitulado Hay que cuidar a Fidel.

Distantes um do outro no tempo, mas muito próximos da tradição de luta dos cubanos, convergiram o fragmento da obra Cimarrón, pelo Conjunto Folklórico de Oriente e Girón la Victoria, de Sara González, pelo grupo de dança Caribe, da Escola Profissional de Arte de Santiago.

Como se fossem hinos foram ouvidas as músicas El gran día de enero, de Juan Almeida, interpretada por María Isabel Prado; Canto a Fidel, de Carilda Oliver, na voz de Miriela Mijares; Canción para mi soldado, de Silvio Rodríguez, interpretada pelo Septeto Turquino, e No lo van a impedir, de Amaury Pérez, cantada por Eduardo Sosa.

Vibraram os poemas Marcha Triunfal del Ejército Rebelde e Voto de confianza del pueblo a Fidel, ambos de Jesus Orta Ruiz (El Indio Naborí) e Escribo Fidel, de Jesús Coss Cauce, recitados por Corina Mestre, Jorge Enrique Caballero e Fátima Patterson, respectivamente, bem como as décimas dedicadas pelos improvisadores Héctor Gutiérrez e Abrís ao Comandante-em-chefe.

Quase no final do programa, Annie Garcés empolgou o público ao cantar a capella a composição de Eduardo Ramos Su nombre es pueblo; e, como contribuição especial, Raul Torres estreou oficialmente Laureles y Olivos, antes de chamar Annie e a Sosa, para que interpretassem suas peças favoritas El regreso del amigo e Cavalgando com Fidel.

As imagens comoventes das honras funerárias em todo o país, e o acompanhamento do Coro Orfeón Santiago, o coral Madrigalista e os cantórios infantis, deram uma sensação de fechamento magistral, mas nesse momento foram escutadas as palavras de Fidel, em 1º de maio de 2003, reafirmando o Até a Vitória Sempre, de Che Guevara.

Finalmente, a peça Saberse cubano, interpretada por seu autor Kiki Corona, apoiado por todo o elenco, e acompanhado pela orquestra que incluiu músicos da Orquestra Sinfônica de Oriente, a Orquestra Sinfônica da Juventude, do Conservatório de Esteban Salas e a Banda de Concerto de Santiago de Cuba, foi a música escolhida para o encerramento.