ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Dos mais de quatro milhões de turistas recebidos pela Ilha em 2016, 112 mil deles chegaram em cruzeiros. Atendendo a esses dados os cruzeiros estão entre as modalidades turísticas que mais cresceram na Ilha maior das Antilhas e o Caribe, no último quinquênio. Photo: Jose M. Correa

DIRETIVOS das empresas de cruzeiros mais importantes do mundo concordaram em Havana em relação ao interesse que desperta o destino Cuba.

Um simpósio bilateral dessa indústria teve sessões em 28 e 29 de novembro, na capital cubana, e foi uma oportunidade para trocar experiências e fazer balanços sobre o desenvolvimento do setor dos cruzeiros na Ilha maior das Antilhas.

O auge turístico que vive a Ilha, nos últimos anos, favorece diretamente o entorno dos cruzeiros, pelo qual as possibilidades de fazer alianças e desenvolver maiores negócios, no futuro, foi um dos pontos acima da mesa.

A diretora-geral da chancelaria para os Estados Unidos, Josefina Vidal, uma das participantes pela parte cubana neste simpósio bilateral, ressaltou em sua conta da rede social Twitter que os líderes da indústria de cruzeiros manifestaram que Cuba tem identidade como país e que Havana é o destino número um na preferência dos passageiros de Norwegian Cruise Line, uma das companhias estadunidenses que está operando no arquipélago cubano.

«Os passageiros dos cruzeiros adoram vir a Cuba, experimentar sua beleza natural, sua segurança e a natureza aconchegante, cálida e sedutora do povo», afirmou Vidal nas conclusões do simpósio.

Na última jornada de trabalho José Manuel Bisbé, diretor do grupo empresarial Viajes Cuba, compartilhou com suas contrapartes sobre as bondades da Ilha para o de-senvolvimento das viagens de cruzeiros.

Disse que Cuba registrava, até o passado 26 de novembro, a entrada ao país de 4,2 milhões de visitantes estrangeiros, o que supõe fechar o ano com algo mais dos 4,7 milhões planejados.

«Esses dados, sustentou, disparam o turismo como um dos ramos mais dinâmicos da economia cubana, daí as potencialidades para ampliar a cooperação».

Bisbé explicou as principais atrações do arquipélago como um destino turístico desejado no Caribe e o mundo, não apenas por suas belezas naturais, mas também devido à hospitalidade e a cordialidade típica dos cubanos.

Comentou sobre os planos para ampliar a infraestrutura marítima e portuária, com vista a receber, no futuro, maior número de cruzeiros e os avanços registrados na recuperação das instalações turísticas prejudicadas pelo furacão Irma.

Na reunião, patrocinada pela Associação Internacional de Linhas de Cruzeiros, a Associação de Cruzeiros da Flórida e o Caribe e a agência de viagens Havanatur, participaram as companhias American Cruise Line, Virgin Voyager, Holland American Line, msc Cruises, Club Cruises, Silversea Cruises, Celestyal Cruises, Disney Cruises Line, Carnival Cruise Line, Royal Caribbean Cruise Line (rccl), Norwegian Cruise Line holding (nclh) e Pearl Seas llp, estas quatro últimas, todas norte-americanas, operam em Cuba com resultados satisfatórios, segundo avaliaram suas autoridades outras vezes.

A partir do restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos a chegada de visitantes estadunidenses à Ilha se disparou, a partir da flexibilização feita pela administração de Barack Obama das licenças para viajar a este destino.

Embora o bloqueio de Washington por mais de meio século proíba seus cidadãos de fazerem turismo na nação caribenha, nos últimos dois anos a chegada de cidadãos desse país tinha crescido exponencialmente e no primeiro semestre de 2017 o número de visitantes igualou o total de viajantes do ano anterior.

Desde o início do degelo, Cuba assinou memorandos de entendimento com autoridades portuárias das cidades estadunidenses de Virgínia, Louisiana, Lake Charles New Orleans, Alabama, Porto do Golfo, Pascagoula, Houston e Cleveland, instâncias chaves para facilitar o desenvolvimento da indústria de cruzeiros.

Mas as novas medidas aprovadas pelo presidente Donald Trump, qualificadas como um enorme retrocesso no processo de normalização de relações bilaterais entre ambos os países, não só limitam a entrada de estadunidenses à Ilha, também a liberdade de suas empresas para fazer negócios aqui.

Uma das ações tomadas pelo inquilino da Casa Branca foi a proibição a companhias de seu país de fazer negócios com um grupo de empresas cubanas, a maioria do setor turístico.