ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

UMA das lutas principais do Partido Mundo Operário (WWP, por sua sigla em inglês) nos Estados Unidos é denunciar o criminal bloqueio econômico, comercial e financeiro, imposto a Cuba há mais de 55 anos, segundo asseverou um de seus membros, o músico Nathaniel Peters, residente na cidade de Nova York.

Este amigo estadunidense visitou recentemente a Ilha caribenha, como parte da Brigada Internacional ‘Pelos caminhos de Che Guevara’, para homenagear o Guerri-lheiro Heroico Ernesto Guevara de la Serna, no 50º aniversário de sua morte em combate na Bolívia.

O jovem expressou que os integrantes do WWP se mobilizam, também, em seu país, para denunciar os assassinatos de pes-soas negras a mãos da polícia, a deportação de imigrantes, a pilhagem de terras aos indígenas e contra da discriminação devido à orientação sexual.

«Lutamos pela emancipação dos trabalhadores, incluindo as demandas dos sindicatos, os direitos das mulheres e de todas aquelas pessoas oprimidas pelo sistema capitalista», manifestou Peters, quem qualificou a organização como um partido de vanguarda, que rejeita o capitalismo e suas leis de mercado.

Após o WWP ter sido fundado, em 1959, trabalhou na mobilização do povo estadunidense que se opôs à guerra no Vietnã, à neo-colonização de Porto Rico e reconheceu o direito de todas as nações do mundo a sua autodeterminação. Inicialmente, desenvolveu sua atividade nas cidades de Buffalo, Youngstown, Seattle e Nova York. Em abril de 1962, criaram uma organização junior, destacada nas lutas antifascistas.

Igualmente, apoiou as guerras pela libertação nacional de cada país. Essa organização política coordenou o primeiro protesto contra a guerra no Vietnã, em 2 de agosto de 1962. Ao mesmo tempo, organizou uma grande mobilização em Fort Sill, Oklahoma, para defender um soldado punido por possuir literatura antibélica.

Finalizando a década de 1960 e nos anos 70, o Partido liderou outros protestos, para se solidarizar com os heroicos levantes de negros em Watts, Newark, Detroit, Harlem e pelas causas feministas. Em 1975, mais de 30 mil pessoas assistiram à Marcha contra o racismo em Boston, organizada por este partido.

Peters comentou que conheceu acerca das ações da organização nas mobilizações contra a morte de pessoas negras, acontecidas nos últimos anos e tornou-se um simpatizante da atitude política de sua organização contra os conflitos sociais gerados dentro dos Estados Unidos, como o desemprego e a luta pela unificação dos trabalhadores nos sindicatos.

«Neste momento desenvolvemos uma grande luta para dar a conhecer os assassinatos que comete a polícia contra os negros e latinos nos EUA. Participei de grandes mobilizações e pequenos grupos que visitam restaurantes e lanchonetes requintadas da cidade de Nova York para explicar que pessoas inocentes estão sendo assassinadas, pelo fato de ter a cor da pele diferente. Eles se autodenominam ‘A vida negra vale’».

Asseverou que concorda com a diretriz desse partido, que apoia a Revolução Cubana e a Bolivariana da Venezuela. Além disso, são unidos contra as guerras na Síria, Iraque, Líbia e outros países do Oriente Médio. Recusam as ameaças bélicas à Coreia do Norte, porque daria pé a uma guerra nuclear.

«Para nós, —assinalou— Cuba é uma inspiração, porque nos ensina que a Revolução é possível. Necessitamos ter um guia que nos indique a possibilidade de unir-nos e construir uma força poderosa para enfrentar o capitalismo».

O entrevistado considerou que são retrógradas as posições do presidente Donald Trump contra Cuba. «É uma grande montagem o suposto ataque sônico contra os diplomatas norte-americanos em Havana, pretexto utilizado para prejudicar a imagem desta Revolução. Querem atemorizar os turistas para que não conheçam os significativos avanços sociais da Ilha», expressou.

«Cuba é minha inspiração, visitá-la é como sentir-me em minha casa, porque esta sociedade é muito solidária e isolada do capitalismo».