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ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Representantes da Aliança Martiana fizeram uma homenagem no cemitério Colombo, ao general Máximo Gómez e às vítimas da sabotagem, em 1976, de um avião da Cubana de Aviação, nas costas de Barbados. Photo: Nuria Barbosa León

«A continuidade da luta em defesa da soberania nacional cubana persiste dentro do território dos Estados Unidos e esse foi um tema utilizado por aqueles que fazem parte da brigada de solidariedade Antonio Maceo, que recentemente completou 40 anos de ter sido fundada».

Assim expressou o jornalista Andrés Gómez Barata, coordenador nacional e fundador daquele lendário grupo de jovens que, em 1977, teve a ousadia de visitar a Ilha caribenha, quando as relações entre os dois países se encontravam muito tensas, expondo-se a riscos e perigos, gerados pela extrema direita cubano-americana assente na Flórida.

«Nossa organização vem combatendo com muita força o amparo que o governo da Casa Branca dá aos terroristas» assegurou o intelectual e pôs como exemplo o atentado sofrido em 1979 por um dos fundadores da brigada, Carlos Muñiz Varela. «Todos estes anos passaram e ainda nenhum dos seus assassinos e dos que pagaram por seu assassinato foram questionados pelas autoridades pertinentes, tanto federais quanto estatais, apesar dos esforços realizados para que esses malfeitores sejam acusados e processados, como a lei exige», indicou.

Hoje, este grupo trabalha coesamente dentro da Coalizão Aliança Martiana, que apoia a eliminação do criminal bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA, ativo há quase 60 anos. Também pela aproximação diplomática entre os dois países, algo em recuo com a atual administração do presidente Donald Trump, que voltou a impor obstáculos no caminho já avançado por seu antecessor Barack Obama.

Além do mais, respaldam o respeito aos direitos de viagem para os cubanos residentes fora do país, já que uns 400 mil deles visitam a Ilha, anualmente, para se encontrarem com seus familiares e amigos. Este tema o querem estender ao turista estadunidense, o qual é proibido de desfrutar e conhecer a Ilha maior das Antilhas, devido às restrições do bloqueio.

Anteriormente, travaram uma batalha durante o processo para conseguir a libertação da criança cubana Elián González, no ano 2000, e porque fossem liberados os Cinco heróis, que cumpriram injustas sanções nos cárceres norte-americanos. Para essas atividades promoveram protestos nas ruas, principalmente com a realização de caravanas de carros que percorreram as principais avenidas da cidade de Miami, na Flórida.

Igualmente, Gómez Barata denunciou a atual campanha na mídia da administração norte-americana, que inventou ataques acústicos aos seus diplomatas em Havana, pelo qual tomou a medida desacertada de diminuir o pessoal em sua embaixada e de expulsar representantes cubanos da sede de Washington, tema que levou novamente os trâmites migratórios e o fluxo de trocas a um nível de tensão.

«Hoje, não existe a possibilidade de emigração de cubanos para os Estados Unidos e nem sequer está a intenção de outorgar vistos para fazer cumprir os acordos migratórios que estipulou o número de 20 000 pessoas ao ano», indicou Gómez Barata como exemplo das consequências derivadas das medidas pelos supostos ataques sônicos.

Também falou destes temas o jornalista Max Lexnik, diretor da Radio Miami, quem assegurou que a Aliança Martiana se constitui como um front único para travar bata-lhas nas ruas estadunidenses em defesa da Revolução, desafiando todo tipo de ameaças e ações hostis. «Cada vez que Cuba seja agredida daremos uma resposta, faremos mais», reafirmou o ativista político.

Também fez questão de reafirmar isso Cheryl La Bash, membro da organização National Network on Cuba, quem comentou que a terceira jornada anual contra o bloqueio, realizada em setembro último em seu país, expôs os danos causados por essa política genocida ao setor da saúde, com afetações não somente para o povo cubano mas também para os norte-americanos, os quais não podem acessar a medicamentos novos e tratamentos eficazes gerados em Cuba.

Cheryl disse que nas cidades de Washington e Maryland se juntaram com ativistas de diferentes partes dos EUA, também da Suécia e do Canadá, para visitar os locais do Congresso e conversar com senadores e legisladores. Também dialogaram com estudantes universitários, trocaram ideias com religiosos e distribuíram material bibliográfico sobre o tema.

Ela foi convidada às celebrações pelo 40º aniversário da Brigada Antonio Maceo, dedicada a lembrar o legado do Comandante-em-chefe Fidel Castro e que durante vários dias do mês de dezembro desenvolveu um intenso programa de atividades em Cuba, entre as que destacaram a colocação de uma oferenda floral no monumento do líder estudantil Julio Antonio Mella, na Universidade de Havana e ao patriota independentista Antonio Maceo, em uma praça da capital. Igualmente visitaram a escola de ensino primário Carlos Muñiz Varela e conversaram com a população.

Outra das convidadas, Emelia Gutiérrez Arimoti, residente nos Estados Unidos há mais de 60 anos e que pertence à Associação Cultural José Martí destacou que a Antonio Maceo deu a chance aos jovens da década de 70 de se relacionarem com seu país de origem, de conversar com os líderes principais da Revolução e de conhecer pessoalmente Fidel Castro. «Graças a esse exemplo, cada vez que Cuba me chama e precisa de mim eu digo presente», afirmou.