ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
De esquerda para direita os dinamarqueses Joerlen Bo Thomasen, Jorgen Flyr e Nord Ysik Tidende, os quais desejam repetir a experiência da brigada de solidariedade, acompanhados de outros familiares e amigos. Photo: Nuria Barbosa León

PARA comemorar um novo aniversário do triunfo da Revolução Cubana, amigos vindos da Alemanha, Suécia, Dinamarca e Reino Unido se juntaram na 61ª Brigada Nórdica de Solidariedade com Cuba e desenvolveram um intenso programa de atividades na Ilha.

Acolhidos no acampamento Internacional Julio Antonio Mella, do município de Caimito, Artemisa, os membros da brigada tiveram um encontro com médicos internacionalistas, participaram da comemoração do Dia do Educador (22 de dezembro) no instituto pré-universitário Ernesto Guevara, receberam palestras acerca de temas da atualidade, particularmente das relações Cuba-Estados Unidos e da construção do socialismo na Ilha.

Também, contribuíram voluntariamente participando dos trabalhos produtivos na agricultura, dialogaram com atletas destacados e figuras da cultura, realizando um torneio amistoso de futebol e uma carreira da amizade.

Joerlen Bo Thomasen é um dinamarquês aposentado que pela terceira vez viaja a Cuba e asseverou que continuará participando da brigada, porque se estabelece uma troca sincera e fraterna entre pessoas de diversos países. Ele pensa vir no próximo ano com seu filho.

Atualmente, ele está ligado à Associação de Amizade com Cuba na Dinamarca e em um jornal escreve acerca da realidade cubana, para desmentir as campanhas difamatórias da mídia contra a Revolução. Também participou da realização de um livro que fala das contribuições da Ilha caribenha ao mundo e ao seu país.

Seu colega, Jorgen Flyr relata que participou de diversas mobilizações para defender a Ilha maior do Caribe, principalmente para demandar a eliminação do injusto bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e por outras causas defendidas por Cuba em palcos internacionais.

Ele faz pinturas que contribuem para reunir fundos a favor da organização solidária e sufragar outras atividades. «Entre todos arrecadamos dinheiro para depositá-lo em uma conta bancária que se destina a ressarcir as afetações ocasionadas pelo furacão Irma às famílias cubanas», asseverou o dinamarquês.

Chegou acompanhado de seu filho Thomas Flyr, de 24 anos e graduado de Engenharia Mecânica. O jovem, espantado pela acolhida dada pelos cubanos, nas diferentes atividades, prometeu voltar em outras brigadas junto a outros amigos e familiares. Semelhante critério foi expresso pelo professor Nord Ysik Tidende, quem ministra aulas em uma escola pública e visita Cuba pela primeira vez. Destacou seus desejos de adquirir experiências do sistema socialista cubano para transmiti-las aos seus amigos e colegas de trabalho. «Voltarei», afirmou.  

O presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), Fernando González Llort, na despedida dos amigos europeus, destacou o valor da visita em uma data de alto valor histórico para os cubanos, pois no ano 1959 foi atingida a vitória pelo Exército Rebelde, liderado por Fidel Castro Ruz.

O dirigente os exortou a divulgar em seus respectivos países as experiências vividas e a informação obtida acerca da realidade cubana que, por ocasiões é distorcida pela mídia. A esse respeito assinalou: «Nosso povo sempre ficará em pé, defende sua Revolução, a independência nacional e não deixará de lutar por uma sociedade cada vez mais justa, nem de trabalhar para aperfeiçoá-la».