ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
No Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, no município Caimito, da província Artemisa, os membros da 25ª Brigada Sul-americana de Solidariedade com Cuba cumpriram um amplo programa de atividades. Photo: Nuria Barbosa León

AS brincadeiras de uma bebê e seu sorriso picaresco surpreenderam os integrantes da 25a Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba, vindos do Chile, Argentina e o Brasil, que de 22 de janeiro a 2 de fevereiro desenvolveram várias atividades em diferentes províncias da Ilha.

A menina se chama Margarita, sua mãe, Marisol, quem comentou ao semanário Granma Internacional que para morar no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, localizado em Caimito, província de Artemisa, especificamente no ocidente do país, trouxeram os acessórios necessários, como um grande número de bolsas de fraldas descartáveis e leite para os dias da estada, porque o objetivo principal da viagem para toda sua família era o de aprender acerca de Cuba.

Com eles viajou a filha mais velha de nove anos, cujo nome é Aimé. Seus pais desejavam conhecer a realidade social de outro país diferente da Argentina, sua terra natal.

Desejavam que suas filhas se relacionassem com os cubanos e consideraram que o programa da brigada, que incluiu percursos pelas províncias de Villa Clara, Santiago de Cuba e Granma satisfaria suas ânsias de conhecimentos acerca da Revolução Cubana.

«Nossa família está interessada no conhecimento da história da luta deste povo, que quer construir um sistema social diferente do capitalismo».

«Frequentemente, conversamos acerca de Cuba e os sucessos sociais conseguidos para o povo. Também procuramos textos e materiais audiovisuais para debater entre todos».

«Minha filha mais velha ficou muito entusiasmada pela viagem, no momento em que soube da possibilidade de realizá-la. Inclusive, aprendeu uma música que trata de Fidel Castro e Che Guevara para cantá-la no acampamento», assinalou Marisol, médica de profissão.

No Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, no município Caimito, da província Artemisa, os membros da 25ª Brigada Sul-americana de Solidariedade com Cuba cumpriram um amplo programa de atividades. Photo: (cortesía ICAP), Karoly Emerson

O pai, Gustavo Manfredi, explicou que na época de estudante universitário, na carreira de Sociologia, teve interesse de viajar para a Ilha caribenha. No ano 2001 reservou passagens para ele e Marisol, mas seu país caiu em uma grande crise econômica e congelaram os fundos bancários. Eles não puderam extrair o dinheiro para pagar as passagens.

Depois, sendo casais nasceu a primeira das filhas, por isso a viagem almejada foi posposta por diferentes causas. Nesta ocasião fizeram um grande esforço e desejavam desfrutar da experiência realizando jornadas de trabalho voluntário na agricultura e percorrendo lugares de interesse histórico e social.

Ambos os pais destacaram em uníssono que após voltarem queriam transmitir a experiência vivida na Ilha maior das Antilhas a seus amigos e conhecidos, para desmentir campanhas falsas lançadas pela mídia tradicional.

«Eu sou professor e falarei com meus alunos acerca da Revolução Cubana», manifestou Gustavo e disse ter ficado muito emocionado pelos dias vividos na nação caribenha.

Ao mesmo tempo, destacou que o exemplo de Cuba lhes deu mais energias para participar das lutas sociais em seu país, que sofre as investidas de um sistema neoliberal que desarticula as garantias de trabalho, efetua cortes nos orçamentos de educação e saúde, e elimina as conquistas conseguidas pelos trabalhadores durante estes anos de batalha contra o capitalismo.

«Para nos foi uma surpresa todo o conhecido em Cuba, primeiro a tranquilidade e a segurança das ruas para todos e a organização dos serviços públicos. Daremos a conhecer as experiências vividas aqui, assegurarei isso», concluiu Gustavo.