Gloria la Riva assevera que continuarão mobilizados contra o capitalismo › Cuba › Granma - Organo ufficiale del PCC
ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Gloria La Riva falando na 2ª Conferência Internacional “Com todos e para o bem de todos” efetuada em 26 de janeiro de 2016, em Havana. Photo: Anabel Díaz

A ativista política estadunidense Gloria La Riva explica que tem nos planos traçar novos caminhos na luta por um mundo melhor, apoiando os processos de mudanças afastadas do capitalismo para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Ela está ligada ao Partido Socialismo e Libertação, apresentando sua candidatura para as eleições presidenciais nos EUA, em 2008. Anteriormente, em 1994 e 1998, resultou proposta para governadora da Califórnia.

Coordenou vários protestos do povo contra a guerra no Iraque e fundou, junto a outros companheiros, a coalizão Answer (cujas siglas traduzidas do inglês para o português: Atua agora para dar cabo da guerra e terminar o preconceito racial), com o objetivo de defender as causas justas do mundo.

«Depois da liberdade dos Cinco, em 17 de dezembro de 2014, o acontecimento nos motivou a transformar nosso Comitê Nacional em uma organização solidária, para defender a Revolução Cubana e a Bolivariana da Venezuela», assinalou a combativa mulher ao semanário Granma Internaciona,l em uma entrevista exclusiva em Havana.

Asseverou que Answer é contra a guerra e apela à solução diplomática dos conflitos no mundo, bem como exige a eliminação do genocida bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.

Desatacou que após a passagem dos furacões Maria e Irma pelo Caribe se uniram para arrecadar fundos para os povos dessa região, com a realização de atividades em cidades como São Francisco e Nova York.

Disse que para Cuba foram enviados US$14 mil, «sabemos que serão utilizados para ressarcir as afetações ocasionadas pelo furacão Irmã em mais de 13 províncias cubanas. Acho que é uma pequena ajuda, mas tivemos que mobilizar-nos para poder juntar essa quantia. Aqueles que contribuíram foram pessoas trabalhadoras, humildes e de pouca solvência. Sentimos muito orgulho por contribuir neste aspecto», assinalou.

La Riva comentou que no caso da Venezuela efetuaram variadas atividades, para dar a conhecer no povo estadunidense as agressões do governo de EUA contra a Revolução Bolivariana. Denuncia que a imprensa de seu país reage negativamente à hora de tratar de um tema acerca do país sul-americano, pois é responsável pela divulgação de falsidades, articular mitos e exageros para denegrir sua realidade.

«Publicam que os venezuelanos morrem de fome nas ruas e, inclusive, modificam fotos para dizer que os doentes carecem de ajuda», explicou.

Acerca da situação em seu país, La Riva disse que sofrem as consequências de um congresso dominado por republicanos, oposto às resoluções que possam beneficiar as classes de menor poder aquisitivo, enquanto os democratas se distraem no mito da ameaça da Rússia e sua suposta intervenção nas passadas eleições presidenciais norte-americanas.

«Enfrentamos uma ofensiva neoliberal, que se traduz em cortes nos programas sociais, maior número de desalojo de pessoas de suas moradias, mais mortos por fome, serviços de saúde deficientes e de programas educativos», significou.

Para ela o povo estadunidense está acordando mais cada dia, porque se mobiliza pelos crimes cometidos pela polícia contra as pessoas da raça negra e contra uma possível guerra contra a Coreia do Norte. «Muitos pedem que termine o governo de Donald Trump. Pode acontecer que este presidente não conclua sua presidência, mas realmente necessitamos uma mudança do sistema social. Devemos dar cabo do imperialismo».