ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Endrys Correa Vaillant

A igualdade, a denúncia da violência de gênero e o reconhecimento pleno dos direitos da mulher foram temas de debates e lutas durante décadas, nos quais Cuba, com a liderança de Vilma Espín, teve um papel principal, asseguraram na segunda, 18, membros da Federação das Mulheres Cubanas (FMC) em entrevista coletiva.

Na Conferência Mundial de Viena, Áustria, realizada de 14 a 25 de junho de 1993, pela primeira vez se abordou a problemática da violência contra a mulher e Vilma, junto a outras integrantes da Federação, teve uma destacada participação.

«Nesta Conferência foi reconhecido que todos os direitos são universais, indivisíveis, interdependentes e estão relacionados entre si. Assim foi explícito na Declaração e no Programa de Ação de Viena», explicou a vice-presidenta da União dos Juristas de Cuba e membro do Comitê Nacional da FMC, Yamila González Ferrer.

Também, «se esclareceu que os direitos humanos da mulher e da menina são parte inalienável, integrante e indivisível dos direitos humanos universais e estampou, também, que cada Estado, sem importar seu sistema político, tinha o dever de promovê-los e protegê-los», acrescentou González.

Cuba pôde compartilhar com orgulho na Conferência de Viena os avanços da Revolução sobre a proteção dos direitos da mulher. «Ainda que naquele momento ainda restava muito por fazer, a Ilha demonstrou que quando há decisão política, o caminho rumo à igualdade de gênero é muito mais expedito», apontou a jurista.

«Após 25 anos da Conferência Mundial de Direitos Humanos, não podemos dizer que conseguimos tudo. Devemos cada dia unir mais forças e seguir o exemplo e as lutas de Vilma, que são hoje mais necessárias do que nunca», concluiu a membro do Bureau Político do Partido Comunista de Cuba e do Conselho de Estado e secretária-geral da Federação das Mulheres Cubanas, Teresa Amarelle Boué.

EXEMPLO QUE ILUMINA

Vilma recebeu no mausoléu aos heróis e mártires da 2ª Frente Frank País, a homenagem no aniversário de seu desaparecimento físico. Em tão sagrado lugar foi depositada uma oferenda floral a nome do povo de Cuba.

Assumida por alunas da Escola Militar Camilo Cienfuegos de Santiago de Cuba, selecionadas como estímulo por seus resultados integrais, na solene cerimônia se fez igualmente a guarda de honra à memória dela, na presença de centenas de moradores de Mayarí Arriba, chegados em peregrinação.