ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Perante os veneráveis acontecimentos que marcam o nascimento da nação cubana no museu Parque Nacional La Demajagua, Díaz-Canel guardou instantes de solene silêncio e respeito, no início da visita de governo à província de Granma. Photo: Estudio Revolución

Perante os veneráveis acontecimentos que marcam o nascimento de nação cubana no museu Parque Nacional La Demajagua, lugar onde em 10 de outubro de 1868, Carlos Manuel de Céspedes iniciou às lutas independentistas, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, guardou instantes de solene silêncio e respeito, no início da visita de governo à província de Granma.

Cerca das 9h15 da manhã do dia 27 chegou ao memorial, que está sob um processo de reabilitação para ser reinaugurado por ocasião do 150o aniversário do início de nossas guerras. Os trabalhos incluem uma remodelação da sala-museu e a construção de vários objetos de obra.

Photo: Estudio Revolución

Díaz-Canel se interessou pelos trabalhos que se realizam e enfatizou no cuidado que se deve ter para preservar os elementos originais da época, bem como o que se concebeu para o projeto atual.

O presidente cubano cumprimentou os trabalhadores que realizam as ações. Assinalou que em fevereiro esteve no lugar e agora os avanços da construção podem ser vistos.

O diretor do museu, Carlos Céspedes Leyva, informou que graças ao empenho de todos, a obra tem 15 dias de avanço e deve estar concluída sem dificuldade na data programada.

Apesar dos trabalhos construtivos, o núcleo patrimonial está intacto e perfeitamente conservado. É o caso das ruínas do engenho e os objetos arqueológicos recuperados em 1968, durante o programa para tornar o lugar templo da nação.

Photo: Estudio Revolución

Em seu esplendor pode ser visto o Muro de pedras que simboliza a Ilha de Cuba e o processo Revolucionário, além do sino original do engenho, a qual – lê-se em uma tarja – «outrora chamava os escravos para cumprirem suas esgoradoras tarefas» e «convocou em 10 de outubro de 1868 brancos e negros para compartilharem o sacrifício heroico pela liberdade e a independência»

Situado no municipio de Manzanillo, o memorial La Demajagua foi erigido em 1968 sob a direção da heroína Célia Sánchez Manduley. Foi feito para comemorar o centenário do início das guerras pela independência e inaugurado pelo Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz.

Antes ali apenas existia um obelisco erigido pela maçons dedicado a Carlos Manuel de Céspedes e o início da batalha. Nada mais foi feito até o triunfo da Revolução. Declarado Monumento Nacional em 1978, o museu Parque Nacional La Demajagua foi visitado por Fidel duas vezes, a segunda em 1976. O general-de-exército Raúl Castro Rua e a heroína Vilma Espín fizeram uma visita em 1997.

Além das ruínas do engenho e seu sino (fundido em 1859 em Normandia, França e trazido para Cuba em 1860), já é símbolo do lugar o jaguey, cuja raíz guarda parte da Catalina do engenho Demajagua.

Também é símbolo a palmeira real que custódia as duas bandeiras, a Nacional e a do Pai da Pátria, plantada em 8 de janeiro de 1981 na terra levada ao cosmos durante o vôo conjunto URSS-Cuba, em setembro de 1980, pelo primeiro cosmonauta cubano e latino-americano, Arnaldo Tamayo Méndez.

Segundo se explica, «apenas três dos 16 hectares do engenho eram cultivados. Não se produzia açúcar cru, mas mel. Suas instalações, que eram de baixa produtividade, consistiam em uma máquina de vapor».

Em uma das tarjas de bronze se podem ler as palavras proferidas por Fidel em 13 de março de 1965, ao referir-se aos protagonistas das guerras pela independência: «Nós então teríamos sido como eles, eles hoje teriam sido como nós».