ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Juvenal Balán

Através do buraco do sino, cercando a árvore, esquivando-se das fendas entre as ruínas de um engenho que existia, o mar calmo podia ser visto quebrando suavemente em uma linha de espuma.

Amanheceu em 10 de outubro e lá, subindo a colina, de onde vinha um rastro de mel de cana e suor preto até os barcos, outro tumulto de espuma comemorou na terra livre.

Essa foi La Demajagua na quarta-feira, 10 de outubro, quando 5 mil cubanos, maravilhosamente brancos ao pé do Monumento Nacional, pareciam um mar de espuma, outro mar de gente boa, grato, prontificado para as novas batalhas convocadas pelo presente.

Cidadãos...!, lembraram Céspedes, e perceberam que os 5.000 que lá estavam, na verdade, são cidadãos. Sem escravos, sem donos, sem superintendentes, sem lobisomens de outros homens... cidadãos.

Também foi 10 de outubro, e ainda, havia muito poucos brancos na frente de muitos negros. Havia muitos de todos, ombro a ombro, naturalmente misturados, como é a condição completa do homem quando está livre dos privilégios absurdos da raça.

Um pedaço genuíno da Cuba soberana que Céspedes proclamou, da Cuba de iguais que José Martí concebeu, da Cuba exemplar que Fidel Castro construiu estava lá, revivendo a memória, despertando os ingênuos «que acreditam que as subjetividades não pesam sobre os destinos de um país».

Na primeira fila um General, vital, de pé na mesma estrada por onde um jovem presidente avança, um menino mesmo quando o triunfo de janeiro de 1959, em que um Céspedes barbudo desceu vitorioso da Serra.

A paisagem, disse, parece um reflexo da nação. Lá viu luz uma Revolução de 150 anos.

Será maior, muito maior, eterna, se todos nós emprestarmos nossas mãos para construí-la com pinceladas novas e criativas.