ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Cubaminrex

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, disse em uma entrevista coletiva, em 30 de outubro, que o governo dos Estados Unidos, em seu desejo de criar maiores tensões e aumentar a hostilidade, coloca obstáculos à próxima votação na ONU contra o bloqueio.

O ministro disse que Washington, em suas tentativas de aumentar a hostilidade contra Cuba, não tem limites na criação de dificuldades para a Assembleia Geral, que é um órgão internacional, universal e democrático das Nações Unidas.

A esse respeito, explicou que o Departamento de Estado dos EUA apresentou originalmente um texto de oito parágrafos de emendas ao projeto de resolução «Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba». Mas então rapidamente dividiu esse documento em oito emendas separadas que apresentará à Assembleia Geral das Nações Unidas para sua análise em 31 de outubro, acrescentou.

«Tudo isso leva ao óbvio propósito de criar um pretexto para endurecer o bloqueio e tentar apresentar a ilusão de que há apoio internacional para essa política», disse Rodriguez. Assim, acrescentou, a delegação norte-americana procura perturbar, consumir tempo, criar confusão e impedir a adoção da resolução que pede o fim do bloqueio contra Cuba.

«As emendas apresentadas pelos Estados Unidos têm o objetivo de mudar a natureza da resolução que se opõe ao bloqueio, com ênfase na aplicação extraterritorial do mesmo», explicou. «Em vez disso», disse, «os Estados Unidos querem transformá-lo em uma resolução que contém ataques contra Cuba no campo dos direitos humanos, o que é totalmente injustificado».

Cuba apresentou este projeto de resolução nos últimos 26 anos e, desta vez, os Estados Unidos tentam obstruir a adoção da resolução e, assim, disfarçar «a flagrante e sistemática violação em massa sofrida pelo povo cubano, que é justamente a aplicação do bloqueio», considerou o ministro.

«A delegação norte-americana obriga a Assembleia Geral da ONU a pronunciar-se sobre oito documentos de emendas, todos agressivos contra Cuba, todos manipuladores da causa dos direitos humanos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável», denunciou o ministro das Relações Exteriores. Como explicou, há outros órgãos e outras instâncias da ONU, onde seria apropriado ter uma conversa sobre questões de direitos humanos.

Ao contrário dos anos anteriores, na sessão da manhã da quarta-feira, 31, haverá um debate na Assembleia Geral sobre a resolução apresentada por Cuba, e os discursos dos grupos de países e Estados membros serão ouvidos. «A votação do projeto de resolução pedindo o fim do bloqueio será feita na quinta-feira, porque em vez de facilitar uma votação curta, tal como em anos anteriores, o Departamento de Estado dos EUA procura alterar o processo e analisar oito emendas diferentes», disse o chanceler

«É uma política que viola o direito internacional, transgrede as regras de comércio internacionalmente reconhecidas, o que transgrede a liberdade de navegação, que constitui um ato de agressão e de guerra econômica».

«Impotente, o governo dos Estados Unidos não encontrou outro caminho este ano para tentar impedir a adoção da resolução, do que modificar o conteúdo de maneira oportunista e disfarçada».

«Assim, minha impressão é que o governo dos Estados Unidos, em seu desejo de aumentar as tensões, aumentar a hostilidade contra Cuba, não teve limites neste caso, ao criar dificuldades para a Assembleia Geral, que é um órgão universal e democrático das Nações Unidas».

«É uma tentativa que certamente será rejeitada por ela, mas que não busca outros propósitos além de tentar disfarçar a situação de isolamento absoluto e profundo que o governo dos Estados Unidos tem em relação a Cuba e disfarçar a esmagadora rejeição do bloqueio econômico, comercial e financeiro».

«Estamos confiantes de que as emendas serão rejeitadas e que a resolução receberá o apoio esmagador da maioria, como aconteceu no passado.» (Cubaminrex)